domingo, 6 de fevereiro de 2011

"ROMEU GUIMARÃES DE ALBUQUERQUE E QUELUZ DE MINAS"

EDIÇÃO DO AUTOR - 364 PG - ANO 2010









"LASCAS E GRAVETOS DA HISTÓRIA DOS LATINOS"

COLEÇÃO CULTURA HUMANA - EDITORA ITATIAIA - 252 PÁGINAS - ANO 2004


Outras famílias e personalidades de Queluz de Minas


A Família Baêta Neves



"JOAQUIM LOURENÇO BAÊTA NEVES:
Barão de Queluz a 24.5.1873. Faleceu em 1880, em Queluz (Hoje Conselheiro Lafaite – Minas Gerais). Filho do comendador Joaquim Baêta Neves, português, e de D. Maria Fortunata Monteiro de Barros, n. Queluz, + 1864; n. m. do capitão Manuel Lobo Leite Pereira e de dona Maria do Carmo Monteiro de Barros. O Barão c.c sua prima dona Maria da Conceição Baêta Neves, + 1884, filha de Daniel Baêta Neves. Pais de:

F1) D. Maria José Baêta Neves c.c Joaquim Camilo Baêta Neves, filho do Barão de Lorêdo. Pais de:
N1) Leonidas Baêta Neves
N2) Maria Baeta Neves (Marócas).
N3) D. Melanie Baêta Neves.
N4) Alexia Baêta Neves.
N5) Gastão Baêta Neves.
N6) Sílvio Baêta Neves.

F2) Joaquim Lourenço Baêta Neves. Filho c.c sua prima dona Maria Leonor Teixeira Baêta Neves Calazans, neta dos Barões de Camargo e de Lorêdo. Pais de:
N7) D. Maria Augusta Baêta Neves, c.c. Antônio Furtado de Mendonça. Pais de: Bn1) Dr. Antônio Furtado de Mendonça, engenheiro.
N8) D. Maria Fortunata Baêta Neves, c.c Afonso Urbano Baêta Alvim, filho do doutor Francisco Urbano Ferreira Alvim e de dona Maria Leonor Baêta Neves. Pais de:
Bn2) Dr. Nelson Baêta Alvim, médico veterinário e farmacêutico.
Bn3) Asdrubal Baêta Alvim.
Bn4) Celso Baêta Alvim.
Bn5) D. Marieta Baêta Alvim.
Bn6) Luiza Baêta Alvim (Luizinha).
N9) José Francisco Baêta Neves, c.c com a prima Julieta Teixeira Baêta Neves, neta dos Barões de Camargos e de Lorêdo, pais de:
Bn7-D. Olga Baêta Neves, professora normalista.
Bn8–D. Augusta Baêta Neves, professora normalista.
Bn9-Paulo Baêta Neves.

F3) Daniel Lourenço Baêta Neves c.c dona Leopoldina Amélia de Calazans Baêta, neta dos Barões de Camargo e Lorêdo.

F4) D. Henriqueta Maria de Baêta Neves c.c. o doutor Cristiano da Silva Pena nascido 2.5.1869, médico em Lavras, Minas Gerais.

F5) Maria Augusta Baêta Neves.

F6) Maria Fortunata Baêta Neves.

F7) José Lourenço Baêta Neves.
N10) D. Maria Baêta da Silva Neves, c.c Aristóteles Pinheiro
(ver ANUÁRIO GENEALÓGICO BRASILEIRO VI, 138, 7º n.804).
N11) Dr. Augusto da Silva Pena, médico.
N12) Dr. Henrique da Silva Pena, cirurgião dentista.
N13) D. Georgina da Silva Pena.
N14) Mario Baêta Neves da Silva, n. 19.2.1896. A 23.12.1924, c.c Ana Vieira, n. 14.12.1902, filha de Azarias Vieira de Carvalho, n. 22.6.1871 e de (c.25.8.1890) dona Emerenciana Maria da Conceição
(Ver ANUÁRIO GENEALÓGICO BRASILEIRO, VI, 120,8º n.253). Pais de:
BN10- Augusto, n. 1.11.1925;
BN11- Roberto, n. 27.1. 1929;
BN12- Julieta n. 3.11.1931 e
BN13- Ana, n. 2.10.1933.


MAPA DA POPULAÇÃO de 1831- Mapa da População. Local: Queluz.
Relação de habitantes do distrito da paróquia da Villa de Queluz - Pasta nº 4 - Doc. 24 por José Ignácio Gomes Barboza - Juiz de Paz - Manoel Ignácio de Mello e Souza - presidente da Província.:
2º quarteirão - Joaquim Albino de Almeida - 23 anos - negociante s/m. Joanna Felisberta - 18 anos, costureira - filho João, branco, 1 anno.
3º quateirão - Gabriel Thomaz Vilella - 40 anos - tabelião s/m.
Bárbara Laurentina - 24 annos - rendeira; filhos: Joaquim - 11 annos; Francisco - 8 annos; Maria - 4 annos; Cândida - 2 annos.
7º quarteirão - N.1- Furriel Theodózio Alves Cyrino - 48 annos - lavrador; s/m. Ematildes Esméria de Jesus - 44 annos - fiandeira; Filhos: Cândida - 16 annos - costureira; José Alves Cyrino - 15 annos – solteiro; Ematildes – 13 anos - solteira; Laura - 11 annos; Gertrudes - 7 annos; Theotônio - 7 annos.
8º quarteirão – Guarda-mor Manoel Albino - 58 annos, secretário da Câmara; s/m. Francisca Cândida de Noronha - 47 annos – costureira. Filhos: Maria Cândida - 21 annos - costureira; Francisco Balbino - 17 annos - estudante; Romualdo - 13 annos - estudante; José - 12 annos.
João Albino de Almeida - 27 annos - negociante; s/m. Maria Rosa - 24 annos - rendeira; filho Antônio, com 7 annos.
9º quarteirão - nº. 36 - Cel. José Ignácio Gomes - 56 anos - proprietário; s/m. Maria Leocádia - 54 annos; filhos: Cel. José Ignácio Gomes Barboza - 31 annos - proprietário: Antônia Jesuina - 27 annos - casada; Francisco Ignácio - 11 anos - estudando; Agostinho – 9 annos - na escola; Bartholomeu - 8 annos - na escola; 26 captivos e 3 agregados.
Habitantes do distrito da Villa de Queluz: Escravos 1621, sendo 585 captivos e 1036 livres.
Distrito da Villa de Queluz, 19 de outubro de 1831.
José Ignácio Gomes Barboza - Juiz de Paz. ”
Fonte: Arquivo Público Mineiro.


REGISTRO NA PARÓQUIA DE QUELUZ

“Aos vinte e um dias do mês de novembro do ano de mil oiocentos e três na Ermida de Nossa Senhora da Esperança do Curtume, filial desta Freguesia de Nossa Senhora da Conceição da Real Vila Real de Queluz, feito o que manda o Concílio Tridentino e Constituições do Bispado sem se descobrir impedimento algum canônico, nem eu o saber em virtude do Muito Reverendo Doutor Vigário da Vara Padre João Pereira de Castro e de licença minha, presentes por testemunhas o Capitão Manoel Pereira Brandão e José Pereira de Souza - etc. receberam em Sacramento do Matrimônio, Joaquim da Costa Guimarãens, filho legítimo de Jerônimo da Costa Guimarãens e de Damiana de São José e Anna Thereza de Jesus, filha Legítima do Capitão Francisco José Ferreira de Souza e de Antônia Rita de Jesus Xavier, ambos naturais e batizados nesta mesma Freguezia e logo receberam as bençãos nupciais. Para constar faço este assento que assino. Declaro que minha licença foi permitida ao padre João Antônio Souza Leão. Vigr. Fortunato Gomes Carneiro”.


TESTEMUNHO MANUSCRITO DE ROMEU GUIMARÃES DE ALBUQUERQUE


“No passado número desta folha, dado à exigüidade de espaço, não me foi possível concluir a relação de filhos ilustres desta cidade, por mim organizada a pedido de uma gentil professora de um dos nossos grupos escolares. Bastava a simples leitura das notas publicadas para se ver desde logo que a relação era incompleta. Não era possível acreditar-se que uma cidade como a nossa, culta e progressista, fosse capaz de produzir tão pequeno número de filhos ilustres. Desta vez acrescentarei mais alguns, mas não posso garantir que sejam todos, pois muitos ficarão esquecidos, se a memória não nos ajudar. Neste pequeno e insignificante trabalho só pretende incluir aqueles que nasceram nesta terra, que viveram em época mais afastada. Os de agora ficarão para depois: que aguardem oportunidade. Bem, o entróito está pronto. Agora, vamos ao que interessa:

  • O Dr. Antônio Cândido de Assis Andrade, foi um ilustre médico do Município de Queluz e clinicou nesta cidade durante mais de 50 anos. Coração boníssimo, dedicado por demais à sua profissão - as receitas que formulava para os pobres eram serviços gratuitos. Foi vereador e juiz de paz, cargo que exerceu por muitos anos seguidamente. Dizia ele que o seu primeiro cliente nesta cidade foi o Sr. Antônio Rodrigues Pinto Braga e a última receita que formulou, já no seu leito de enfermo, foi para um cliente de Santo Amaro - era seu irmão - o Dr. Egídio de Assis Andrade, inspirado poeta e íntegro juiz.”
  • “Jacinto José de Siqueira: embora não fosse formado em direito, advogou durante muitos anos nesta comarca, como simples advogado provisionado. Quem escreve essas linhas ouviu do próprio Conselheiro Lafaiete, certa vez, essa frase: “Quem tem parecer do Jacintho de Siqueira, não precisa do meu”. E ele foi durante muitos anos secretário da Câmara Municipal e também vereador.”

  • Em 05.11.1900: “Grande massa popular, tendo à frente a banda Santa Cecília, fez brilhante manifestação ao presidente da Câmara, eleito Sr. Luiz Dias de Souza. Foram muito saudados os srs. Dr. Silviano Brandão, Bernardo Monteiro e Henrique Sales. Regozijo geral. Resultado: Dr. Luiz Dias de Souza, 2327; Dr. Campolina, 1633.”

  • José Caetano da Silva Campolina: Vejamos o que dizia o seu necrológico publicado no “Correio da Semana” de 15 de dezembro de 1934 (Anno XXII , número 939):
“Em Sete Lagoas, onde presentemente residia e exercia o cargo de diretor do Núcleo João Pinheiro, faleceu, no dia sete do corrente, o Exmº Sr. Dr. José Caetano da Silva Campolina, médico nosso conterrâneo, que foi chefe político de incontestável prestígio em nosso município, onde exerceu por longos annos, a presidência de nossa Câmara Municipal. Não foi este, unicamente, o cargo de eleição popular que exerceu, tendo sido também eleito deputado federal tanto no Império, como na República. Nascido na Fazenda da Serra, distrito de Suassuhy em 27 de dezembro de 1860, formou-se em Medicina pela Faculdade da Bahia, fixando, após, residência em nossa cidade, conquistando desde logo a sympatia e a admiração do nosso povo, que nelle via um chefe responsável por todos os títulos, votando-lhe immensa idolatria. Como político e como administrador, o Dr. Campolina soube ser perfeito, beneficiando o município por todas as formas, engrandecendo-o e fazendo-o progredir continuamente. Era casado com Dona Brasilia Baggi Campolina, já falecida, e deixou os seguintes filhos: Dona Amélia Campolina, esposa do sr. José Luiz dos Santos; D. Stella Campolina, esposa do sr. Manuel da Cunha Medeiros; D. Elisa Campolina, esposa do sr. José Camilo Maia; senhorinha Judith Campolina Maia (irmã Sophia), diretora da Santa Casa de Misericórdia de Angra dos Reis; D. Brasilia Campolina; senhorinha Maria Campolina; sr. José Caetano Campolina, zelador do Núcleo João Pinheiro e Bráulio Campolina.
Logo que em nossa cidade circulou a notícia do passamento do Dr. Campolina, que aquí contava numerosos e devotados amigos, uma onda forte de pesar encheu o coração de todos que o conheceram, tendo a Prefeitura hasteado a bandeira nacional em funeral, pesar que também nos avassalou, pois devotamos a esse ilustre conterrâneo a maior e mais sincera afeição. À sua distincta e numerosa família, nossas sinceras e profundas condolências.”

  • Napoleão Reys: “Antônio Napoleão Nogueira Reys foi um homem de vasta cultura e invejável erudição. Foi alto funcionário do Ministério do Exterior e, como tal, desempenhou missões diplomáticas de importância. Poliglota, falava até japonês, idioma que estudou quando foi Ministro Plenipotenciário no Japão. Profundo conhecedor de botânica, estudou a que se dedicava com ardor (compreende-se que o manuscrito tinha ortografia diferente).
Foi o fundador da famosa Biblioteca do Lamim, sua terra natal e ajudou a fundar outras em várias localidades do Estado. Quando a Câmara Municipal de Queluz votou a lei criando a Biblioteca Municipal de Queluz e nomeou o autor dessas linhas como diretor, foi graças a seu eficiente auxílio que o então jovem e inexperiente diretor, conseguiu para elao número de mais de 400 volumes devidamente registrados.”

Em pesquisa no Jornal Oficial do Estado, mais alguns dados importantes, tais como:
“Figuram na biblioteca exemplares de periódicos de todas as nações da Europa e da América, da China, Japão, Arábia, Egito, etc. os quais formam a sua melhor curiosidade. Por intermédio do Sr. Juan Lagarrique, publicista chileno, residente em Santiago, a biblioteca obteve as obras completas do poeta chileno Puelma Tupper, oferecidos pela viúva dona Sara Puelma Tupper, graças aos bons ofícios do Sr. Raul Reydner de Amaral, primeiro–assistant secretary da Smithsonian Institution - a Biblioteca do Lamim conseguiu os documentos oficiais dessa Instituição sendo igualmente contemplada na distribuição universal, encarregada da permuta internacional de todas as bibliotecas do mundo”.
“Itaverava -Município de Queluz - por iniciativa do Sr. Napoleão Reys, digno funcionário da Secretaria das Relações Exteriores, fundou-se neste lugar uma biblioteca, a que se deu o nome de “Biblioteca Itaveravense”. A nova instituição que já conta perto de 130 volumes quasi todos doados pelo Sr. Napoleão Reys, acha-se a cargo do professor Francisco Penna. O Sr. Napoleão Reys bem merece o qualitativo de benemérito por ter prestado a esta zona o assinalado benefício da criação de diversas instituições deste gênero.” Jornal “Minas Gerais” de 27.02.1904, p. 3.

Napoleão Reys nasceu em Lamim a 13 de dezembro de 1867, faleceu no Rio de Janeiro em 25 de julho de 1935. A biblioteca foi fundada em 1897 com 4.000 volumes, sendo seus mais dedicados auxiliares, Antônio dos Reis Chagas, bibliotecário, e João Francisco de Medeiros Duarte.
Para maior divulgação, Napoleão Reys organizou um conselho diretor composto dos senhores Severiano José Nogueira, Manoel José Seabra, Francisco Rodrigues Milagres e Antônio dos Reis Chagas.
A 25.05.1898, foi instalada em prédio novo do Sr. Francisco de Paula Ferraz, que se prontificou em mantê-la em sua casa.
Lamim foi desmembrado da freguesia de Itaverava pela lei provincial nº 184, de 03 de abril de 1840, à qual pertencia como curato.
O número de volumes na sua famosa biblioteca era a princípio de 15.000 volumes, fundada em 24 de maio de 1898.
Era berço do latinista Dr. Augusto La-Fayette.
Folheando o Dicionário Histórico e Geográfico de Minas Gerais, pág. 263, destaquei o seguinte: “tinha cerca de 26.000 volumes”.
Lamim, a terra de Napoleão Reys, era constituída de um único distrito.
Foi elevada à categoria de cidade, com a criação do município desmembrado do de Rio Espera, com a lei 2764 de 30.12.1962.
Barão do Lamim : Alcides Rodrigues Pereira – Quando do seu falecimento, publicado no “Minas Gerais” de 14.04.1897:
“ Vitimado por uma pneumonia , faleceu a 9 do corrente, na vizinha cidade de Queluz, o prestante cidadão Cel. Alcides Rodrigues Pereira (Barão do Lamim), que contava 74 anos de idade.
Filho do finado major João Rodrigues Pereira e primo irmão dos drs. Conselheiro Lafaiete e Washington Rodrigues Pereira, o pranteado mineiro havia conquistado por sua inteligência, atividade e amor ao trablaho, não só elavada posição social e avantajados bens de fortuna, como a estima e o respeito de seus concidadãos. Foi assim que no tempo do império, militando nas fileiras do partido liberal, de quem era chefe exerceu vários cargos de eleição popular e de nomeação do governo, sendo um destes o de Comandante Superior da Guarda Nacional da Comarca de Queluz, em que prestou relevantes serviços, que lhe valeram ser agraciado com o título de Barão do Lamim. Proclamada a República, aceitou ele com sinceridade as novas instituições, não lhes recusando o valioso apoio de sua influência e esforço pessoal, visto como exerceu, entre outros, o cargo de Vereador Geral do Município de Queluz, onde se achava em serviço daquele cargo, quando foi colhido pela enfermidade que o levou ao túmulo.
Seu enterro realizou-se às 2 horas da tarde de 10 do corrente, sendo extraordinariamente concorrido, achando-se entre as pessoas presentes o digno sobrinho do finado, Sr. Dr. Antônio de Almeida, secretário de Polícia, atualmente em exercício do cargo de Chefe de Polícia.”

  • Vicente de Andrade Racioppi: Escreve Moacyr Andrade:
“Vicente de Andrade Racioppi é escritor e historiador dos melhores que temos. É pesquisador seguro e militante. E, sobretudo reivindicador de nossas glórias históricas e defensor atento de nosso patrimônio artístico. Muito tem feito e continua a fazer pela História de Minas Gerais. Criou um museu de preciosidades do passado, que é um dos mais merecedores de apreço em Minas. Nele o Ministro Gustavo Capanema foi buscar oficialmente para o museu da Inconfidência 423 peças que reunira com muito trabalho e dedicação. Fundador de uma notável instituição – o Instituto Histórico de Ouro Prêto – do qual fazem parte figuras as mais eminentes da cultura mineira e brasileira. É uma das nossas maiores culturas, sempre movimentada para Minas”.
Academia Mineira de Letras, Belo Horizonte, 6 de março de 1970.
No seu livro “Procissão de Entêrro” Vicente Racioppi escreveu (contra capa):
“À memória de meus pais Vital e Afonsinha, sepultados em Queluz de Minas (Lafaiete), minha terra natal.
Minha espôsa Maria Dias Racioppi, sepultada em jazigo perpétuo, em Cachoeira do Campo, Município de Ouro Preto.
Meus filhos Celso (jazigo em Cachoeira do Campo) e Márcio (cemitério da Paz, Belo Horizonte).
Edmundo Lins, João Pinheiro da Silva, Delfim Moreira, Artur Bernardes, Getúlio Vargas, Cristiano Machado, Carlos Luz.
Alberto Magalhães, Paulo José Pires Brandão, Gastão Penalva (Sebastião de Souza), Alfredo Baeta, João Velloso, Washington de Araújo Dias, Monsenhor João Castilho Barbosa, Padre José Marcos Penna, Gastão Gomes, Artur de Brito Machado, Padre Frei Virgílio Hoogenboom, O F M., Honório Esteves, Dom Antônio Cabral.
Aos parentes e amigos:
Meus filhos Maria José, Edith e Augusto Rocha, Carlos e Vera, Lúcia e João Dabus.
Minha irmã Mathilde Racioppi Lobanco (São Paulo, São José do Rio Preto), meus sobrinhos Caio Benjamim Dias - Glecy Esmeralda Dias Bastos – João Bastos, Hilda Carneiro Simões – Cornélio Simões; Célia Dias – Antônio Moreira Calaes.
Dom Daniel Tavares Baêta Neves, membros da Academia Marianense de Letras, Padre Luiz de Marco, Manoel Borrotchin, João Carneiro de Morais, Eponina Ruas, Luiz Aroeira, Odair de Oliveira, Pedro Aguinaldo Fulgêncio, Lauro Morais, João Gualberto Teixeira, Camil Caram, Eugênio Diogo, Julius Kaukal, Renato Lima, Último de Carvalho, Edésio Estevão, Angélica Mileno Racioppi, Nelson de Figueiredo, Miguel Schquiloff, Moacyr Andrade.
Saudades
Homenagem
Gratidão.”

TERRA IMORTAL


“Rever a terra natal é sempre um prazer e um conforto. Prazer porque a recordação da infância e da juventude traz ao espírito e ao coração panoramas, casas, pessoas, que renascem em fortes tintas, inundando-nos a alma de suaves sentimentos. A gente sente uma saudade em flôr, a chorar e a rir, na expressão do poema lusitano.
Um conforto, ao verificar que a terra cresceu e progrediu em todas as manifestações da vida, quer material quer espiritualmente, na ânsia de aperfeiçoamento.
Revivo os dias, grandiosos e alegres, em que, a convite do sempre lembrado Dofinho, Adolpho Albino de Almeida Cyrino, eu dirigí o “Correio da Semana” líder do movimento renovador da terra, nosso berço e que mantém as tradições de honradez da imprensa local.
Ainda agora, procuro fixar em livro a grandeza espiritual dos filhos deste amado torrão. Chama-se Campo Alegre dos Carijós, edição comemorativa da preconização de Dom Daniel Tavares Baeta Neves de Bispo de Januária. É o primeiro volume. No pórtico do livro, a divisa; Pátria mea in corde meo.
Que todos os queluzianos, lafaietenenses, carijós de bôa cepa, tenham presentes, em honra da bôa terra natal, essa divisa de amor e de civismo: A minha terra no meu coração.
Campo Alegre dos Carijós, 28.08.1958.
VICENTE RACIOPPI.”

Dom Daniel

“A sagração de Dom Daniel teve lugar na Matriz de Nossa Senhora da Conceição, que se encontrava ricamente ornamentada para a cerimônia.
Às 8 horas da manhã, já a nave da Matriz e suas imediações se encheu de fiéis, aguardando o início das cerimônias, num imponente espetáculo de fé viva e entusiasmo cristão. No momento em que o Arcebispo de Mariana, os Bispos consagrantes e o eleito entravam na nave da Matriz, o Côro do Seminário de Congonhas entôou o “Ecce Sacerdus Magnus.
Têm início as tocantes cerimônias com a observância rigorosa do ritual.
Após uma série de atos litúrgicos, realiza-se a sagração, assistida pelos fiéis presentes com profunda atenção e respeito.
A imposição das mãos, no instante em que o sagrante pronuncia -“Recebe o Espírito Santo”- irrompe poderoso e emocionante o“Veni Creator Spiritus”; em seguida a cabeça do novo Bispo é ungida com os Santos Óleos e depois as suas mãos.
Logo após o novo Bispo recebe as insígnias episcopais; o báculo, insígnia de jurisdição pastoral e o anel.
Continua a Santa Missa, já agora também rezada pelo Bispo sagrado, finda a qual lhe são entregues as últi-insígnias: a mitra e as luvas.
Terminadas as cerimônias da sagração, à porta da Matriz, realiza-se entusiástica manifestação ao Arcebispo e aos Bispos consagrantes, usando da palavra o Dr. Caio Leite Guimarães que, em vibrantes palavras, manifestou a alegria do povo de Conselheiro Lafaiete em hospedar tão ilustres prelados, tendo agradecido, em nome dos homenageados, o Bispo de Valença, Dom Rodolfo.”

O BANQUETE


“Às 13 horas, realizou-se o banquete de 90 talheres, que a sociedade de Conselheiro Lafaiete ofereceu ao novo prelado, ao arcebispo e aos bispos presentes, usando da palavra o Dr. João Gonçalves de Melo Júnior, juiz de Direito da Comarca, que proferiu magnifico discurso de oferta.
Falaram, agradecendo, D. Helvésio Gomes de Oliveira e D. Daniel Tavares Baêta. Por fim, falou o Dr. Valdemar Baêta, que levantou um brinde à Sua Santidade o Papa Pio XII.”


Te Deun
“Às 17 horas, realizou-se solene procissão de N.S. da Conceição, presidida por D. Daniel, que foi acompanhada por incalculável número de pessoas e cinco bandas de música, tendo o padre José Sebastião Moreira, na Matriz, proferido a oração congratulatória, seguindo-se o “Te Deun” e benção do SS. Sacramento. Na manifestação popular que se seguiu, falaram os srs. Dr. José Viana de Souza, Dr. Sizenando de Barros , Dr. José Leônidas Damázio, Pe. Dr. José Alves Trindade, Dr. Aloísio Leite Guimarães, Dr. Domingos Nunes Horta, Prof. Sebastião Patrus, D. Daniel Tavares Baêta Neves, cônego Francisco Vieira Braga e Pe. Adalberto Sabino da Cruz.”
Fonte: Jornal “Correio da Semana” de 03/07/1947, nº. 1454.



  • Padre Barreto: Todos amigos e admiradores de Conselheiro Lafaiete, do saudoso e inovidável Padre José de Oliveira Barreto, foi com o mais sentido pesar que, receberam a comunicação de seu falecimento ocorrido na diocese da cidade de Oliveira, cujo Bispo é D. José Medeiros e de quem o Monsenhor Barreto era Vigário Geral e pároco do Santuário de N. Senhora de Fátima.
Padre Barreto muito estimado em nossa cidade foi pároco na igreja de N. Senhora da Conceição, entre o período de 12.03.1927 até março de 1940. Tendo ficado, portanto, em nossa cidade, prestando valiosos serviços religiosos e filantrópicos, durante 13 anos.
Sendo um grande devoto de Nossa Senhora, foi a época em que se viu as mais lindas e bem organizadas coroações, concorridas até por gente de fora e que, até hoje, nunca foram igualadas.
Ele mesmo trabalhava e organizava todo o serviço do altar, junto aos seus amigos, como eletricista, decorador e até carpinteiro.
Seu zelo religioso era tanto que, para as meninas pobres dava o vestuário completo para a coroação, fato que desde a sua saída, não mais se repetiu em nossa cidade.
Para a coroação, ensinava as crianças os mais belos hinos de sua autoria e musicados por um seu conterrâneo de São João del-Rei e que, até hoje, são cantados.
Quem não se lembra destes belos e inspirados versos?

“Com sorrisos de alegria,
Cheias de pompa e esplendor,
Vimos trazer-te Maria,
Essa coroa de flor.

As flores que te ofertamos,
Que são da virtude a palma,
São rosas que cultivamos
No canteiro de nossa alma.

Maria, doce miragem,
Mãe do infeliz que padece,
Aceita nossa homenagem,
No murmúrio de uma prece.

Maria virgem inocente,
Salvação dos pecadores.
Ergue a fronte imaculada
E recebe as nossas flores.”


  • NOTA DO FALECIMENTO DO DR. ANTÔNIO CÂNDIDO DE ASSÍS ANDRADE

“ – Um doloroso golpe acaba de sofrer a população desta cidade, com o passamento, no dia 20 do corrente, do humanitário clínico Dr. Antônio Cândido de Assís Andrade, que desaparece aos 80 anos de idade, depois de uma longa vida, em que espalhou benefícios a esmo com aquela bondade que o tornara tão popular e tão querido de quantos o conheciam e de quantos em momento de aflição tiveram de socorrer-se de sua clência para aliviar-lhes os sofrimentos, ou para salvar-lhes a saúde ou a vida de um ente querido.
Logo após diplomaram-se em Medicina, pela Faculdade do Rio de Janeiro, fixou residência em Lafayette, onde exerceu a sua profissão com eficiência e segurança, ingressando na política, tornou-se chefe de rara influência, cercando-se de prestígio e de dedicados amigos.
Agora, após longos dias de prestígio e de dedicados amigos, do carinho e conforto por sua extremosa família, entregou ele a alma a Deus como um bom e um justo, enchendo a cidade de luto e de pezar. Deixa o Dr. Assís Andrade viúva, D. Antônia Melilo Brandão Andrade, de quem deixa três filhos: Amália, Elza e Antônio. Era casado em primeiras núpcias com o D. Leonor de Almeida Martins, de quem deixa os seguintes filhos: D. Leonor Furtado Mendonça, esposa do Sr. Alfredo Mendonça, residente em Belo Horizonte; Ruth Andrade Kallut, esposa do Sr. César Kallut, funcionário aposentado da Central; D. Noemi de Andrade Souzam viúva do Tte. Américo Dias de Souza, do exército; D. Hermengarda Andrade Peconick, esposa do sr. Peconinck, funcionário da Central; D. Guiomar Andrade Albino, esposa do Sr. Adolpho Albino, comerciante; Dr. Moacir Andrade e Dr. Djalma Andrade, jornalistas em Belo Horizonte; e Dr. Jayme Andrade, já falecido.”
(Do “Correio da Semana” de 25.08.1934)

PADRES ORDENADOS POR DOM BENEVIDES
Queluz: 03 de abril de 1881: Padre Américo Adolpho de Campos Tait-Son
Adendo: Em 18 de janeiro de 1853, Carta Imperial desta data nomeou o Padre Domiciano Teixeira Campos, colado a 2 de março do mesmo ano, e que exerceu funções eclesiásticas até 1866, quando assumiu o vigário José Vieira de Souza Barros.
“Foi a 16 de julho de 1696 que à frente de numerosa bandeira, o Coronel Salvador Fernandes Furtado de Mendonça, rompendo o silêncio milenário das solidóes bravias da Itaverava e vingando destemido as egréstias rudes do Itacolomi, veio erguer às margens do ribeirão que, para perpétua memória desse dia, se chamou Carmo, a primeira cabana da que foi ainda em vida de seu fundador, a primeira vila das Minas – a Leal Vila do Ribeirão do Carmo. É aqui, sem dúvida, que se abre o período histórico das Igrejas de Minas.”
*(Arquidiocese de Mariana –Subsídio Para Sua História – 2º edição – 1º volume – Cônego Raymundo Octávio da Trindade – 1953.).


ESBOÇO GENEALÓGICO

“O espírito aventureiro do navegador português reside em André de Oliveira Raio, homem de boa têmpera que, nos primeiros lustros do século XVIII, deixou as águas do Porto e rumou para o Brasil. Subiu, rumo a Minas, para radicar-se nestas paragens, aqui viver e morrer preso à terra pelos amor do filho que aqui ficava, não como bom obreiro de serralheria, mas como arrematado mestre-de-obras. André de Oliveira Raio, que em Portugal se casara com dona Antônia da Costa Oliveira e que aportara ao Brasil com intenção de ficar é o mais distanciado varão de que se tem notícia nesta gênese e que entre os filhos constava o nome José Costa Oliveira, como o pai, temente a Deus e membro da Irmandade do Santíssimo Sacramento da Matriz de Nossa Senhora da Conceição do Campo Alegre dos Carijós em que ambos, pelas suas virtudes e conceitos, desfrutaram do apreço e do respeito de quantos os conheciam. Homem de fé radicada, nunca estiveram alheios as coisas do culto e sentiram que com o crescer do povoado, era necessário que se cuidasse de aumentar o templo para a glória e para a doutrinação do rebanho. Nas atas da Irmandade, nota-se a cada passo a preocupação de erguer-se um templo formoso, e de nele se ficar em dura e trabalhada cantaria, a alma do crente e suas origens de fé. Em 1749 resolveu a Irmandade fosse intimado o mestre de obras Simão Vaz Portugal a continuar as obras, já encetadas, da matriz ou dela desistir, pois a igreja ameaçava desabar.É provável que mestre Simão Vaz Portugal não estivesse pela continuação da sua traça ou dela desistisse, ou mesmo a não pudesse levar a termo. O que é certo, entretanto, é que ao filho de André de Oliveira, o de nome de José da Costa Oliveira, então mais uma vez provedor da Matriz, foi cometido o encargo da reconstrução e da feitura do adro. Efoi assim que se rasgou, com mão firme, a terra que recebeu os alicerces da Igreja Matriz sob a invocação de Nossa Senhora da Conceição do campo Alegre dos Carijós, com sua portada principal para o norte e o cruzeiro voltado para o sul. A força de radicação do homem acabaria por coroar o perfil da famosa colina com as linhas harmoniosas do templo de suave e majestoso aspecto, com duas torres apontando para os céus serranos, e que ainda hoje guarda ao risco fielmente executado.”José da Costa de Oliveira


ASSENTAMENTOS TIRADOS DE LIVROS DA MATRIZ DE QUELUZ

Em 5 de agosto de 1754, na capela de São Caetano foi batizado ANTÔNIO, filho de José Tavares de Melo e Antônia Tavares Diniz, neto paterno de Manuel Afonso Corrêa e Guiomar Cabral, ambos da Freguezia do Bom Jesus da Ilha de São Miguel, e materno de Manuel Alves Diniz, natural da Ilha Terceira, e de Francisca Tavares, desta freguezia.

Em 30 de abril de 1760, em Lagôa Dourada foi batizado JOSÉ, filho de José Tavares de Melo, idem,idem...

Em 19 de setembro de 1768, em casa de José Tavares de Melo, no sítio chamado Carvalhinho, desta freguesia dos Carijós, com licença do dr. Inácio Corrêa de Sá, vigário capitular de Mariana, e com a mesma do vigário desta freguesia, Simão Caetano de Morais Barreto, foi batizado pelo reverendo dr. Antônio Corrêa Marinho, vigário de Ouro Preto, a BERNARDO, filho de José Tavares e sua mulher Antônia Tavares, esta natural desta freguezia e aquele natural da Ilha de S. Miguel; foram padrinhos o dr. Matias Francisco de Melo e Albuquerque, e tocou a creança por procuração que lhe fez d. Mariana Michaela de Almeida, mulher do dito dr. Mathias, moradores na vila de Ouro Preto.
Em 5 de agosto de 1795, na ermida de N.S. da Esperança de Curtume, o Padre João Antônio da Silva Leão fez o casamento de LUIZ DA CUNHA LOBO – filho do capitão João Crisóstomo Lopes e de Bárbara Maria Dias, natural de Prados, e ANA ANTONIA DA PIEDADE, filha de José Tavares de Melo e Antônia Tavares Diniz, desta vila.

Em 25 de junho de 1800, na Matriz de Queluz, pelo Padre Antônio Ferreira de Araujo foi feito o casamento de JOAQUIM TAVARES DINIZ, filho de José Tavares de Melo e Antônia Diniz, natural de Prados, e MARIANA FRANCISCA DA SILVA, filha do capitão Antônio Francisco de Carvalho e Brites Teresa de S. Bernardo, natural do Pilar de Vila Rica, e moradores nesta Vila de Queluz.

Em 1800, JERÔNIMO LOPES RODRIGUES, filho de Francisco Lopes da Fonseca, casou com JÚLIA MARIA DA CONCEIÇÃO, filha de José Tavares de Melo.

Em 1814 CAETANO TAVARES DE MELO, filho de José Tavares de Melo, casou com ANA FRANCISCA DE S. ANTÔNIO, filha do alferes Marcelino da Costa Barros.

Em 1824, FRANCISCO FURTADO DE MENDONÇA, casou-se com FRANCISCA DE SALES XAVIER DE ASSIS, filha do alferes José Tavares de Melo.

Em 1823, o CAPITÃO JOSÉ INÁCIO GOMES BARBOSA, filho do capitão-mor José Inácio Gomes Barbosa, casou-se com ANTÔNIA JESUINA DE MELLO, filha do alferes José Tavares de Melo e de d. Joana Marcelina de Magalhães.

Em 1828, FRANCISCO DUTRA NICACIO, filho de Antônio Dutra Nicácio e de Maria Joaquina, casou-se com ANA LUIZA BERALDA DE S. JOSÉ, filha de José Tavares de Melo.

DONA ANNA BALBINA DA SILVA
Já era falecida em 1865. Batizada em 10 de junho de 1805, na capela de N.S. da Glória, filial da Matriz de Queluz, pelo Padre Manoel Antônio Gomes.
Foi casada com o Tenente Coronel Jacob Dornellas Coimbra, fazendeiro em Catas Altas da Noruega, Fazenda da Boa Vista, no Município de Queluz.
Foi o Cel. Jacob Dornelas Coimbra um dos chefes da revolução de 1842.
No dia 13 de junho daquele ano, as suas forças unidas às do Capitão Marciano Pereira Brandão, entraram triunfantes em Queluz que foi a segunda povoação da província que reconheceu o Governo Insurgente do Presidente José Feliciano.
O tenente Cel. Jacob Dornellas faleceu em 26 de março de 1887 e sua mulher faleceu em época anterior.
Pelo título de herdeiros em seu inventário que foi processado no cartório do 1º. Tabelião de Queluz, vê-se que ele teve os seguintes filhos:
F1 - José Tavares Coimbra, c.c. Rosenda Maria da Glória residiram durante muitos anos, na Fazenda de Capoeirão em Miraí;
F2 – Francisca Balbina da Silva, c.c. Tenente José Dutra de Rezende;
F3 - Maria Balbina da Silva, 2ª mulher do Alferes Manoel Dutra Gonçalves de Rezende.
F4 - Joaquim Tavares Coimbra, foi fazendeiro no distrito de Lamim, c.c. Henriqueta Cândida de Assis, filha de Cândida Chagas, de Sant’Anna do Morro do Chapéu.
Em 1887, ambos falecidos, deixaram diversos filhos:
N1 - Dona Maria Julieta c.c. João Augusto de Oliveira.
N2 - Dona Rosina c.c. Daniel José Teixeira, proprietário da “Fazenda “Cachoeira do Saltinho” em Sant’Anna do Morro do Chapéu.
N3 - Joaquim Tavares Coimbra de Assis.
N4 - Chermon Tavares Coimbra, professor em Lamim, viúvo de Maria dos Reis Chagas, com diversos filhos.
N5 - D. Henriqueta c.c. Cel. Severiano José Nogueira, importante fazendeiro em Lamim, irmão de José Severino Nogueira, que residiu em Cataguases e do erudito sr. Napoleão Reys, o semeador de bibliotecas, aposentado como Cônsul de 1º Classe, com honras de Ministro Plenipotenciário.
N6 - Dona Julieta, viúva de José dos Reis Chagas, residiu em Queluz e teve vários filhos.

  • O CONSELHEIRO LAFAIETE – 1834 – 1917

André de Oliveira Raio, navegador português, em princípios do século XVIII, deixou as águas do Porto e veio para o Brasil, casado em Portugal, com Antônia da Costa Oliveira. Seu filho era José da Costa de Oliveira, também membro da Irmandade do Santíssimo Sacramento da Matriz de Nossa Senhora da Conceição do Campo Alegre dos Carijós.
Em 1749, resolveu a Irmandade, por intermédio do mestre Simão Vaz Portugal, continuar as obras já encetadas que ameaçavam desabar, trabalho que, por alguma razão, foi transferido para José da Costa Oliveira, o filho, além do trabalho da reconstrução e da feitura do adro.
A Igreja Matriz construída tinha sua portada principal para o norte e o cruzeiro voltado para o sul, com duas torres.
Ouvido e respeitado por todos, assinou a ata de 02.02.1755, registrada na fls. 51 do livro das Eleições da Irmandade Religiosa, cujo pároco era o padre Simão Caetano de Morais Barreto.
O contrato se firmou para a execução das obras da Matriz e o mestre José da Costa de Oliveira, bisavô do Conselheiro Lafaiete, iniciou a execução dos trabalhos e terminou antes de seu falecimento, ocorrido em 1799.
Antes, em 1748, comprara bens de raiz, móveis, escravos, utensílios, lavouras, etc. à margem direita do “Caminho Novo das Minas Gerais”, adquiridos de Antônio da Fonseca.
Constituiu a Fazenda do Lençol.
Para maior segurança requereu ao governador da província a concessão de uma sesmaria, então concedida.
Iniciava-se a medição por onde terminava a sesmaria de Simão Duarte, de 30 das concessões que marginavam a estrada que vinha de S. Sebastião do Rio de Janeiro, (“o Caminho Novo”), indo suas terras confinar com a Fazenda dos Macacos, berço do Conselheiro Lafaiete Rodrigues Pereira, e que foi, posteriormente, a sede da propriedade.
A fazenda do Lençol, solar de importantes e honrosas tradições, onde D. Pedro I, em uma das suas viagens a Minas, se hospedou, e que então pertencia à família Baêta Neves, hoje não existe.
Foi demolida e as pedras empregadas no leito da Estrada de Ferro Central do Brasil, numa variante depois construída.
Desapareceu também a capela de São Caetano, erigida pelo padre Caetano da Costa Pereira, tio do inconfidente padre Manoel Rodrigues da Costa, em 1728, mais ou menos.
O padre Anastácio Francisco Vieira comprou as terras de São Caetano, em 1800, alcançando cartas de sesmaria de outras terras, constituindo assim grande fortuna.
A capela foi mudada para o povoado de São Caetano de Paraopeba, distante do primitivo local cerca de seis quilômetros e, na antiga situação, foi erigido um cruzeiro, que foi transferido para o arraial de Queluzito, antigo Santo Amaro.
Luiz Rodrigues Milagres estabeleceu-se em Catas Altas da Noruega, levantando solar na Fazenda da Boa Vista.
Em 1753, conseguia carta de sesmaria de meia légua de terras, no local.
Casou-se com Eufrásia Maria de Jesus.
Tiveram numerosa prole: quatro 4 varões e seis mulheres, fixando-se todas em Minas:
01– Luiz Rodrigues Milagres, que participou, de perto, da organização da Vila de Queluz, quando de sua criação, em 19 de setembro de 1790; c.c. Antônia Angélica - não tiveram filhos.
02 – Cap. José Rodrigues Milagres, fazendeiro em Lamim.
03 – Bacharel Rodrigues Milagres, formado pela Universidade de Coimbra.
04 – Joaquim Rodrigues Milagres
05 – Padre Caetano Rodrigues Milagres
06 – Maria da Assunção, c.c. o cap. João da Costa Vieira
07 – Teresa Maria de Jesus, c. c. o guarda-mor José Nunes de Carvalho
08 – Luiza Rodrigues de Jesus, que não se casou e foi herdeira de seu irmão mais velho, o cap.
Luiz Rodrigues Milagres
09 – Quitéria Maria de Jesus
10 – Eufrásia Maria de Jesus
Das filhas, a mais jovem, Eufrásia, veio a se casar com Felizberto da Costa Pereira, de cujo consórcio nasceria o nono filho, o Barão de Pouso Alegre, pai de Lafayette Rodrigues Pereira, o Conselheiro Lafaiete.
Constam aqui apenas duas páginas do livro: “Carta do Irmão – Lafayete Rodrigues Pereira” – Ed. Brasiliana – vol. 342.
Não registrei as cartas a Washington, mas nelas se vê o Conselheiro sempre solidário com as famílias, comunicando os acontecimentos ocorridos no tempo do Império.
Estas cartas ocupam 195 páginas de toda a obra.

A família
“José da Costa de Oliveira, também reinol, tornou-se mestre em arquitetura. Casou-se com Leonor Pereira de Jesus, de Carijós, filha do sargento-mor Alexandre Pereira de Araújo, de Braga (São Salvador de Barbeta) e da pernambucana, Maria Josefa de Jesus, natural da freguezia de Corpo Santo. Dêsse consórcio houve José da Costa de Oliveira, 11 filhos, dos quais 4 se votaram ao mesmo serviço de Deus: o reverendo Dr. Antônio José de Azevedo Pereira, cujas ordens lhe foram conferidas em Mariana: o padre Manoel da Costa de Azevedo Pereira; o padre José da Costa de Oliveira; e o padre Fabiano da Costa de Azevedo Pereira. Dos demais, o Capitão Francisco da Costa Pereira e o tenente Felisberto da Costa Pereira, se dedicaram ao amanho da terra, e o cap. João da Costa Pereira, além de fazendeiro, participou da política, ocupando cargos públicos na Real Vila de Queluz, cuja câmara presidiu.
As mulheres foram: Ana Maria da Conceição, Joana Terêsa de Jesus e Antônia Maria da Costa.
Com Joana Têresa de Jesus, casou-se o capitão Manoel Rodrigues da Costa, vindo uma das duas outras a casar-se com João Dias Ladeira, morador da freguesia dos Prados, radicando-se, assim, em Minas, a estirpe dos Ladeiras.
Em 2 de fevereiro de 1755, foi lavrado termo por Domingos Francisco Ribeiro, escrivão da Irmandade, no qual o bisavô de Conselheiro Lafaiete, José da Costa de Oliveira, se comprometia a construir a obra, conseguindo, entretanto, terminá-la após o prazo estabelecido.
Faleceu José da Costa de Oliveira em 1779.
Cultivava terras à margem direita do “Caminho Novo das Minas Gerais”. Neste contraforte da Mantiqueira fica a Fazenda dos Macacos, distante 4 Km da estação de Buarque de Macedo e doze da de Conselheiro Lafaiete, antiga Queluz de Minas.
Requereu ao governo da província, concessão de sesmaria, para assegurar a posse da Fazenda do Lençol, por ele já constituída, em meia légua em quadro, vizinha da sesmaria de Simão Duarte.
Trinta concessões marginavam a estrada que vinha do Rio de janeiro, o “Caminho Novo”, indo suas terras confinar com as da Fazenda dos Macacos, berço de Conselheiro Lafaiete e que foi, posteriormente, a séde da propriedade.
A Fazenda do Lençol, solar de importantes e honrosas tradições, onde D.Pedro I, em uma de suas viagens a Minas, se hospedou e que então pertencia à família Baêta Neves, hoje não existe. Foi demolida e as pedras empregadas no leito da Estrada de Ferro Central do Brasil, numa variante depois construída.
Desapareceu, também, a capela de São Caetano, erigida pelo padre Caetano da Costa Pereira, tio do inconfidente padre Manoel Rodrigues da Costa, em 1728, mais ou menos.
O padre Anastácio Francisco Vieira comprou as terras de São Caetano, em 1800, alcançando cartas de sesmarias de outras terras, constituindo assim grande fortuna.”


  • BARÃO DE POUSO ALEGRE

Obs: Resumo de trabalho de historiador Joaquim Rodrigues de Almeida
“ O Barão de Pouso Alegre assentou praça no 5º Regimento da Cavalaria da 2a Linha de Exército, em 1822; recebeu a patente de Alferes da Guarda Nacional em 1831, sendo graduado, depois, tenente, capitão, major, Cel. Chefe de Legião e Cel. Comandante Superior.
Sofreu interrupção apenas de 2 anos, 3 mêses e 4 dias, quando demitido, já no posto de major, por ter assumido o Comando Supremo, na sua região, das forças liberais revolúcionárias em 1842.
Como militar, serviu à Nação quase 36 anos.
Na Administração Municipal, exerceu vários cargos.
Embora tivesse casa na cidade, sempre residiu na Fazenda dos Macacos. Durante muitos anos, os chefes da política de Queluz, foram: do partido conservador - o Barão de Suaçuí; os irmãos, Comendador Joaquim Lourenço e Daniel Lourenço Baêta Neves; o Barão de Queluz; o Major José Caetano da Silva Campolina; José Alves Pena, etc.
Eram do partido liberal: o Cel. Antônio Rodrigues Pereira e sua família, o Barão de Coromandel, o Conselheiro Antão Fernandes Leão, a família Ferreira da Fonseca, tendo como figura principal, o padre Gonçalo Ferreira da Fonseca, os Tavares Coimbra e outros.
O presidente interino, José Feliciano Pinto Coelho da Cunha nomeou para o posto de Cel. Comandante em Chefe da Legião, em Queluz e Bonfim, o Major Antônio Rodrigues Pereira.”

  • O CÔNEGO MARINHO

Segundo J. Rodrigues de Almeida, rua Afonso Pena, n.9, Cons. Lafaiete, sede de Tipografia Almeida:
“Natural do povoado Brejo Salgado (hoje Cônego Marinho), nasceu aos 07.10.1803.
Seus pais: lavradores Antônio José Marinho e Maria Escolastica de Jesus.
Seu padrinho mandou-o estudar no seminário de Olinda, Pernambuco. Após o grito do Ipiranga fizeram com que sonhassem com a Confederação do Equador.
Abandona o seminário e faz-se soldado revolucionário.
Fracassada a revolução, refugiou-se na cidade de Barra ( Brumal – dec – lei 1058, de 31.12.1943), quando voltou para o seminário no Caraça, recebendo a ordem de presbítero em 24 fevereiro de 1829. Lecionou filosofia em Ouro Preto e Congonhas, foi delegado do Círculo Literário, diretor do Colégio de São João del-Rei, pregador imperial em 1839, Cônego Honorário da Capela Imperial em 1840, camareiro secreto de Pio IX, em 1947, e cura do S. Sacramento da Sé do Rio de Janeiro, onde se notabilizou como pregador da igreja católica.
Eleito deputado a Primeira Assembléia Provincial de 1835-1836 e ainda eleito na Assembléia de 1842. Essa foi dissolvida.
Jornalista emérito, redigiu o periódico “Americano” de S. João del-Rei e, em 1847, o “Correio Mercantil” do Rio de Janeiro.
Comendador do Hábito de Cristo e teve as honras de Monsenhor . Faleceu vítima de febre amarela em 13.03.1853, sendo sepultado no cemitério de S. João Batista do Rio de Janeiro.”



CONSELHEIRO LAFAIETE ANTES DA MATRIZ

As cartas de Conselheiro Lafaiete Rodrigues Pereira, dirigidas a seu irmão Washinton Rodrigues Pereira, foram encontradas em velhos baús, com outros papéis, alguns definitivamente perdidos entre outros trastes de interesse variável da Fazenda dos Macacos, que fora de propriedade do jurista e estadista mineiro. Recolhidas piedosamente e compiladas pelo zelo diligente do senhor Joaquim Rodrigues de Almeida, autor do esboço genealógico do Conselheiro, foram, afinal, encaminhadas à C. Editora Nacional, para serem incluídas, por seu interesse evidente, à prestimosa coleção Brasiliana.
São 109 cartas relativas a assuntos de família ou política.
Segundo Joaquim Rodrigues de Almeida, o Conselheiro entrava em melhores detalhes quando o assunto era política, sem esquecer de lembrar da família, é claro.
Notícias relevantes de Joaquim Rodrigues de Almeida, sobre outros personagens históricos que se relacionam à história de nossa terra:
“André de Oliveira Raio, no século XVIII, deixou as águas do Porto e rumou para o Brasil e fora tentar a vida na nova terra, agradecendo a Deus e seguindo para Minas Gerais.
Havia se casado em Portugal com Antônia da Costa Oliveira, que veio para ficar.
Contava como filho José da Costa Oliveira.
Eram membros da Irmandade do Santíssimo Sacramento da Matriz de Nossa Senhora da Conceição do Campo Alegre dos Carijós.
Nas atas da Irmandade, cuidaram de aumentar o templo: em 1749, resolveu que fosse intimado o mestre Simão Vaz Portugal a continuar as obras já encetadas da Matriz ou delas desistir, pois a Igreja começava a desabar.
Ao filho de André, José da Costa Oliveira, mais uma vez, provedor da Matriz, foi atribuido o encargo da reconstrução e da feitura do adro.
E foi assim que se rasgou a terra que recebeu os alicerces da Igreja Matriz sob a invocação de Nossa Senhora da Conceição do Campo Alegre dos Carijós, com sua portada principal para o Norte e o Cruzeiro voltado para o Sul, com duas torres apontando para os céus serranos.
José da Costa Oliveira, natural da freguesia de São Vítor, da cidade de Braga, descendia, pelo lado materno, de Maria Antônia da Costa de Oliveira, lusitana. Dedicou-se à arquitetura. Uniu-se a Leonor Pereira de Jesus, de Carijós, filha do sargento-mor Alexandre Pereira de Araújo, braguense, de S. Salvador da Barbeta e da pernambucana dona Maria Josefa de Jesus, natural da freguesia de Campo Santo.
Desse consórcio, houve José da Costa Oliveira onze filhos, e, deles, quatro se votaram ao serviço de Deus: o reverendo dr. Antônio José Azevedo Pereira, cujas ordens lhe foram conferidas em Mariana; o padre Manuel da Costa de Azevedo Pereira; o padre José da Costa de Oliveira; e o padre Fabiano da Costa de Azevedo Pereira. Dos demais, o capitão Francisco da Costa Pereira e o tenente Felisberto da Costa Pereira se dedicaram ao amanho da terra, e o capitão João da Costa Pereira, além de fazendeiro, participou da política, ocupando cargos públicos na Real Vila de Queluz, a cuja câmara presidiu.
As mulheres foram: Ana Maria da Conceição, dona Joana Teresa de Jesus e dona Antônia Maria da Costa. Com dona Joana Teresa de Jesus casou-se o capitão Manuel Rodrigues da Costa, vindo uma das duas outras a casar-se com João Dias Ladeira, morador da freguesia dos Prados, radicando assim, em Minas, a estirpe dos Ladeiras.
Na ata de 2 de fevereiro de 1755, está registrada na fls 51 do livro das Eleições da já mencionada irmandade religiosa, quando o vigário da paróquia, o reverendo padre Simão Caetano de Morais Barreto efetuou o contrato que se firmou para a execução das obras da Matriz:
“Em 9 de maio de 1751, quando, mais uma vez, deliberou-se reconstruí-la sob sua provedoria ficou estabelecido, também, que cada freguês, para custeio do serviço, pagaria meia pataca em ouro, cobrada em derrama, por ocasião da desobriga geral.
José da Costa de Oliveira que quer tomar a dita obra à sua conta para acerto de toda a despesa; sendo avaliada, por quatro homens de sã consciência, estes nomearão os outros dois e o dito José da Costa de Oliveira que poderá continuar com ela.
E o mesmo se apresse em assinar este termo escrito por Domingos Francisco Ribeiro que assina como escrivão aos dois de fevereiro de mil setecentos e cinqüenta e cinco anos.”

O mestre José da Costa de Oliveira, bisavô do Conselheiro Lafaiete, executou o contrato, mas as obras não ficaram prontas no prazo combinado. Mas, à sua têmpera concluiu a obra por sua conta e risco e há quase 200 anos abriga e acolhe os fiéis.
Em 1779, falece, já velho, José da Costa de Oliveira.
Já em 1748, comprava a Antônio da Fonseca bens de raiz móveis, semoventes, utensílios, lavouras na gleba de terras que cultivara à margem direita do caminho novo das Minas Gerais.
Nesse contra forte da Mantiqueira, fica a Fazenda dos Macacos, distante apenas 4 quilômetros de Conselheiro Lafaiete, antiga Queluz de Minas.
Além de terras, José da Costa de Oliveira comprou 20 escravos, 11 cavalos, 70 cabeças de gado, 170 porcos, 125 carros de milho e 15 alqueires plantados, afinal, um rico patrimônio aqui a descrever.
Achava a lavoura preferível à mineração, na permanência do solo.
Já havia construído a Fazenda do Lençol, onde D. Pedro I, em uma de suas viagens a Minas, se hospedou, e que, então, pertencia à família Baêta Neves. Hoje ela já não existe mais. Foi demolida e as suas pedras empregadas no leito da Estrada de Ferro Central do Brasil.
Para maior garantia, requereu ao governador da província, a concessão de uma sesmaria que foi concedida encaminhando o pedido ao rei de Portugal para a confirmação (meia légua em quadro vizinha da de Simão Duarte e de 30 das concessões que marginavam a estrada que vinha de São Sebastião do Rio de Janeiro, o Caminho Novo, indo suas terras confinar com as da Fazenda dos Macacos, berço do Conselheiro Lafaiete e que foi posteriormente a sede da propriedade.
Sua honradez e haveres vincularam-no à vida da Vila Real de Queluz.
Padre Manoel Rodrigues da Costa:
Em 20 de julho de 1754 o vigário de Nossa Senhora da Conceição dos Carijós, padre Simão Caetano de Morais Barreto, foi à Capela de São Caetano do Paraopeba e batizou Manuel, filho legítimo do apitão Manuel Rodrigues da Costa e de dona Joana Teresa de Jesus, moradores na freguesia de Borda do Campo, na capela de Ibitipoca; neto paterno de Miguel Rodrigues da Costa e dona Inácia Pires, naturais da Freguezia de São Miguel das Marinhas, do Arcebispado de Braga e, pelo lado materno, de José da Costa de Oliveira, natural da freguesia de São Vítor, da cidade de Braga e Leonor Pereira de Jesus, natural da mesma freguesia de Carijós, filha do sargento-mor Alexandre Pereira de Araújo, natural de S. Salvador de Braga e Maria Josefa de Jesus, natural da Freguesia de Porto Santo, da cidade de Pernambuco. Foram padrinhos José da Costa de Oliveira e Leonor Pereira de Jesus.
Acrescentamos os nomes dos avós maternos, tirados de outros registros, De Ibitipoca à capela de S. Caetano a distância deveria ser de 30 léguas ou mais, pois, naqueles tempos os caminhos eram péssimos e sinuosos. Manuel da Costa estabeleceu-se mais terde com casa de negócios de fazendas no Registro Velho da Borda do Campo, onde morou e faleceu, aos 94 anos de idade.
Agora cumpre aqui registrar: a Fazenda do Lençol, solar de importantes e honrosas tradições, onde D. pedro I em uma de suas viagens a Minas, se hospedou e então pertencia à família Baêta Neves, hoje não mais existe. Foi demolida e as pedras empregadas no leito da Estrada de Ferro Central do Brasil, numa variante construída.
Luís Rodrigues Milagres
Da província do Minho, com área de Monção, freguesia de Cambres, provém Luíz Rodrigues Milagres, reinol que os sonhos de grandeza trouxeram para a terra virgem do Brasil. Sua preferência foi, como é natural pelas Minas Gerais, cujos caminhos pontilhados de cats de puro ouro de bêta ou de lavagem, o bandeirante já assimilava. Aqui se fixou em Catas Altas da Noruega, levantando solar na fazenda de Boa Vista. Das terras, comprou ele as posses. Não lhe satisfizeram, contudo, tais títulos e, em 1753, alcançara carta de sesmaria de meia légua de terras no mesmo local. Figura patriarcal, foi casado com dona Eufrásia Maria de Jesus, natural da freguesia de Ouro Branco e filha legítima de Francisco de Souza Lima, português de São Salvador de Sobrosa, Vila Real e da brasileira Maria Gomes de Oliveira., da freguesia do Rio de Janeiro.
Em seu testamento há luzes sobre sua gênese, seu pai, Antônio Rodrigues era filho de Pedro Gonçalves e sua mãe Páscoa Lourenço, descendia de Domingos Lourenço, todos valencianos da freguesia de Santa Maria da Moreira. Por seu lado, dona Eufrásia Maria de Jesus era neta paterna do capitão-mor Domingos Fernandes e de Maria de Jesus de Cambresco e materna de Pedro Gonçalves Domingos e dona Antônia Gomes Godinho, todos originários do Reino. De seu leito com dona Eufrásia houve numerosa prole, quatro varões e seis mulheres, que acabariam por fixar nas Minas a grei dos Milagres. Luiz Rodrigues, seu primogênito, herdeiro do nome e das virtudes paternas foi o tutor de seus irmãos menores, quando faleceu o seu pai. Arrojado e vivo, participou de perto da organização da Vila de Queluz, quando de sua criação de 19 de setembro de 1790. Três anos após, de 1793 a 1794, exerceu as funções de presidente da Câmara Municipal e as de Juiz Ordinário do Termo, investiduras que por este tempo cabiam a uma só pessoa conferidos pelo voto popular. Em 1807, voltava novamente o capitão Luiz Rodrigues Milagres a exercer as altas funções de Juiz ordinário e de Órfãos, em substituição ao capitão Miguel Francisco Vieira Filho e tenente João Francisco Vieira, que foram excluídos dos cargos.
Uma vida de desonestidade marcara a reputação de tais homens e o governador da província, Pedro Xavier de Ataíde e Melo, não trepidou na punição. Fazia-se míster um homem de duro pulso e de caráter ilibado.
Luiz Rodrigues Milagres foi chamado a servir à causa pública. Investido das funções, não desmereceu a confiança que nele se depositava. O governador em ofício registrado nos anais da Câmara lhe realça as virtudes cívicas e o alto conceito de que desfruta como administrador.
Casado com dona Antônia Angélica, não deixou filhos.
O segundo dos filhos do casal foi o Capitão José Rodrigues Milagres, fazendeiro em Lamim.
Seguem-se o Bacharéu Rodrigues Milagres, formado pela Universidade de Coimbra, que com seu irmão Joaquim Rodrigues Milagres, em 1778 havia feito o processo de habilitação de gênese no seminário de Mariana, sendo admitido a fazer provas. O bacharél Joaquim Rodrigues Milagres é o terceiro dos filhos.
A seguir, nasceu o padre Caetano Rodrigues. As mulheres são as mais jovens. Dona Maria da Assunção, casada com o Capitão João da Costa Vieira; dona Teresa Maria de Jesus, casada com o guarda-mor José Nunes de Carvalho; Luísa Rodrigues de Jesus, que não se casou e foi herdeira de seu irmão mais velho, o capitão Luís Rodrigues Milagres. E, finalmente, Quitéria Maria de Jesus e Eufrásia Maria de Jesus. A mais jovem das filhas, a que recebeu o nome da progenitora, viria a casar-se com Felizberto da Costa Pereira, de cujo consórcio nasceria o nono filho, o Barão de Pouso Alegre, pai de Lafayette Rodrigues Pereira.
Felisberto da Costa Pereira
Sendo o caçula de José da Costa de Oliveira, csou-se com a caçula de Luís Rodrigues Milagres e passaram a residir na Fazenda dos Macacos. Na organização administrativa da Vila de Queluz o tenente Felisberto da Costa Pereira teve destacada atuação. Ocupou diversos cargos públicos, inclusive o de Presidente da Câmara, em 1789. Faleceu em 1811, deixando os filhos:
Padre Felisberto Rodrigues Milagres, ordenado em Mariana no ano de 1811, tendo sido coadjutor em Queluz, capelão no Glória, hoje Caranaíba, e vigário durante muitos anos na cidade de Prados.
Luísa, que se casou com João Jácomo da Silva.
Padre Francisco Pereira de Assis, que por ato do governo em 1805 foi nomeado Capelão do Segundo Regimento da Cavalaria de Milícias, da Comarca de Ouro Preto. Em 1833 era ele vereador à Câmara Municipal de Queluz, um brado de revolta ecoou no seio da população ante o ato de prepotência militar. Bernardo de Vasconcelos foi libertado. A Câmara Municipal reuniu-se com a assistência popular, e o Padre Francisco Pereira de Assis lançou uma proclamação, que consta em ata, deflagrando a contra-revolução. Seu irmão, o Capitão José Rodrigues Pereira, foi incumbido de levar a notícia oficial à Corte e Bernardo de Vasconcelos seguiu depois para São João Del Rei, preparando a resistência que logo foi vitoriosa.
Na Revolução Liberal de 1842 o Padre Francisco Pereira de Assis, ao lado de seus irmãos, tomou parte saliente, sendo em 1843 processado e julgado como chefe de rebelião, não apresentando defesa. Mas, foi absolvido.
Político de destacado prestígio foi Deputado Provincial em três legislativas, de 1856 a 1862.
Foi vigário de Itaverava durante muitos anos, até falecer.
Pertenceu-lhe a Cachoeira do Santinho, aonde está a Usina Força e Luz que abastece Santana dos Montes e Buarque de Macedo.
Tanto o padre Francisco Pereira de Assis, como o seu irmão Padre Felizberto Rodrigues Milagres deixaram filhos naturais, mas em testamento, vazados em expressões próprias de homens que possuíam sentimentos superiores, os reconheceram, deram-lhes instrução, e fizeram dos mesmos seus herdeiros, demonstrando, assim, nobreza de caráter, resguardando , a despeito de tudo, a prole que de resto era sua.
Seus descendentes constituíram famílias que se destacam nas melhores sociedades. Serviu de testamenteiro do vigário Francisco de Assis, seu irmão o Coronel Antônio Rodrigues Pereira que foi também tutor das duas órfãos, futuras esposas e mães exemplares.
Antônia
Maria
Ana
Major José Rodrigues Pereira, fazendeiro e pai do Barão de Lamim
Major Jm Rodrigues Pereira que casou com dona Inez Ferreira de Azevedo, tendo exercido os cargos de promotor público do têrmo, juiz municipal e presidente da Câmara.
Antônio Rodrigues Pereira, depois, Barão de Pouso Alegre.
Manuel Ferreira de Azevedo
Era natural de Venda Nova, freguesia de São Cristóvão do Rio Tinto, Comarca de Penafiel, Portugal. Nasceu em 1768. Filho de José Ferreira de Azevedo e de Tereza de Jesus; neto paterno de João de Azevedo e Ana Ferreira e materno de Domingos João e Josefa de Jesus, todos naturais da mesma freguesia de São Cristóvão.
Manuel Ferreira de Azevedo casou com sua prima Jacinta Perpétua Brandão, natural de Raposos, filha do alferes Henrique Brandão e Maria Genoveva de Macedo. O casamento se realizou em 1805, na capela do Porto da Estrela, então freguesia e depois, província do Rio de janeiro, com os ternos de habilitação e fiança e banhos.
Depois este ato foi confirmado pela mesa Eclesiástica do bispado do Porto; pois os nubentes eram primos. Manuel Ferreira de Azevedo já tinha, então sua aresidência em Congonhas do Campo, morando e companhia de um tio de igual nome que morreu solteiro, deixando o sobrinho como seu herdeiro.
Possuiu diversas casas e terrenos no Arraial de Congonhas.
Emprestava dinheiro a juros e entre seus numerosos clientes, figurou o cônego Marinho, autor da obra Movimento Revolucionário de 1842.
Deixou este casal, os seguintes filhos:
Maria Evarista Ferreira de Azevedo
Manoel Ferreira de Azevedo
Rosa Ferreira de Azevedo, que se casou com Mateus Herculano Monteiro de Castro.
Inês Ferreira de Azevedo, que se casou com o major Joaquim Rodrigues Ferreira.
Clara Ferreira de Azevedo que se casou com Antônio Rodrigues Pereira, pai de Lafayette.
Antônio Rodrigues Pereira
Assentou praça voluntariamente no 5º Regimento de Cavalaria Ligeira da 2º linha do Exército em 1822; recebeu a patente de Alferes da Guarda Nacional em 1831, sendo graduado depois, Tenente, Capitão, Major, Coronel Chefe de Legião e Coronel Comandante Superior. Sofreu interrupção apenas dois anos, 3 meses e 4 dias, quando demitido já no posto de Major,por ter assumido o Comando Supremo, na sua região, das forças liberais revolucionárias , em
1842. Como militar, serviu à Nação quase 36 anos. Na administração municipal, exerceu os cargos eletivos de eleitor, juiz de paz, vereador, presidente da Câmara Municipal, juiz municipal e de órfãos. Possuía regular preparo intelectual, teve carta de advogado provisionado, e decidia com independência, despachando por conta própria, nos processos a seu cargo. Embora tivesse casa na cidade, sempre residiu na Fazenda dos Macacos. Tanto ele como seu pai e sua mãe, por diversas vezes, tentaram mudar a denominação de Macacos para Fazenda da Constituição e Pouso Alegre; porém a denominação primitiva já estava enraizada e de nada valeram tais tentativas. Na sua mocidade, ia a São Paulo comprar animais para vender e recriar. Mais tarde, o capitão Manuel Nogueira de Oliveira é que se incubiria das compras, em continuação a esses negócios.
Durante muitos anos os chefes da política de Queluz foram:
- do partido conservador: o Barão de Suassuí, membro da família Tavares de Melo; os irmãos comendador Joaquim Lourenço e Daniel Lourenço Baêta Neves, ambos portugueses; o Barão de Queluz; o major José Caetano da Silva Campolina; José Alves Pena, etc.
-e, do partido liberal: o Coronel Antônio Rodrigues Pereira e sua família; Barão de Coromandel, Conselheiro Antão Fernandes Leão. A família Ferreira da Fonseca, tendo como principal o padre Gonçalo Ferreira da Fonseca; os Tavares Coimbra e outros.
Na revolução de 1842 é que os ânimos se exaltaram.
O presidente interino, José Feliciano Pinto Coelho da Cunha nomeou para o posto de Coronel Comandante, em Chefe da Legião, em Queluz e Bonfim, o major Antônio Rodrigues Pereira.
Não fez perseguições políticas aos adversários. Tomou posse de todas as repartições públicas, agindo com elevação e com espírito público.
Com a vitória dos legalistas, foi ele processado criminalmente, e bem assim os seus irmãos, major Joaquim Rodrigues Pereira e Padre Francisco Pereira de Assis.
A demissão foi oferecida pelo promotor público Dr. Joaquim Caetano da Silva Guimarães, ao juiz municipal Dr. José Inácio Nogueira Penido, apontando-os como cabeças da rebelião.
Além de outros documentos, consta o seguinte- inédito:
“Ilmº Exmo. Snr. Feliciano Pinto Coelho, presidente interino da Província:
Às 11 horas da manhã fomos agredidos por duas colunas, uma de Ouro Preto, outra de Congonhas. Na de Ouro Preto havia duas peças comas quais deram 13 tiros, sem ofensa nenhuma nossa. A coluna de Congonhas, rompendo o fogo, foi respondida pela gente do Capitão Marciano, que a fez recuar. Não tivemos nenhum ferido e deles foram alguns. A do Ouro Preto, além dos tiros de peças, deram algumas descargas de mosquetaria, que também não fez dano; eles sofreram descargas de nossas forças e supõe-se ter morrido um oficial que pareceu ser o Bernardo Brandão, por ter-se visto rodar do cavalo abaixo. Nós tivemos um guarda ferido por um dos nossos, por engano. Aprisionaram-se quatro deles, mas pessoas insignificantes; eles pegaram quatro dos nossos de surpresa em uma casa onde se haviam entricheirado, a despeito das ordens do comandante em chefe.
Calcula-se haver morrido da parte deles seis ou sete. Às cinco horas e meia da tarde, retiraram-se. O coronel Galvão acha-se entricheirado, por isto faço esta participação.
Deus guarde a V. Excia. Quartel do Comandante da Legião de Queluz.
4 de julho de 1842, às oito horas da noite.
Antônio Rodrigues Pereira, Coronel Chefe da Legião.”
No proceso crime iniciado em 29 de abril e encerrado a 26 de maio de 1843, depuzeram algumas testemunhas.
Nenhum dos denunciados se apresentou para o julgamento, nem constituíram advogados; mas foram todos absolvidos.
Antônio Rodrigues Pereira, o caçula de Felisberto da Costa Pereira e Eufrásia Maria de Jesus, casou-se com a caçula de Manuel Ferreira de Azevedo e Jacinta Perpétua Brandão, de nome Clara Ferreira de Azevedo.
Desse consórcio, tiveram somente dois filhos: Washington e Lafayette.
Os nomes dados aos dois pimpolhos revelam o ideal e a cultura de seus progenitores.
Ir buscar naqueles que foram símbolos de heroísmo da pátria e da civilização, nomes para a existência de seres que surgiam no lar, numa região remota, inculta, onde até então somente a carreira eclesiástica era o grau superior da instrução a que seguiam os jovens, nem sempre dotados de vocação para o serviço de Deus, constitui por si só, um índice de pendores republicanos dos pais de Lafayette.
Antônio Rodrigues Pereira, na mocidade, teve os seus casos amorosos. Parece que isto era uma herança a muitos da mesma família. Assim como eram igualmente, inteligência e capacidade de agir com franqueza e lealdade, resultando disso o elevado conceito e acatamento que gozavam no seio da sociedade.
Antônio Rodrigues Pereira foi exemplar chefe de família, político honesto e leal.
Sempre deferiu trato lhano aos seus adversários políticos.
Numerosos documentos comprovam esse julgamento.
Todavia para que se possa julgar a sua conduta, transcrevemos as cartas abaixo, dirigidas a seu filho Washington:
XXXIII - Carta de 14 de junho de 1870:
“Washington,
Grande novidade! Estou de casamento justo com a Exmª Srª D. Francisca Coutinho, menina de 19 anos de idade, formosa como um anjo caído do céu, de uma educação primorosa, modesta, singela, inteligente, amiga da economia, de costumes puríssimos e habituada a viver longe do bulício do mundo. É filha legítima do Dr. José Júlio de Freitas Coutinho, antigo advogado nesta corte e sogro do Silveira Martins. É uma moça como eu sempre imaginara para minha mulher, boa, santa e capaz de viver de pouco. É a filha mais moça e herdeira da terça parte do pai. Em carta segura que por este correio escrevo ao meu pai, peço o consentimento dele e de minha mãe. Quero que sejas o portador desta carta e que lhe desvaneças qualquer repugnância fazendo com que ele me dê uma resposta que eu possa apresentar à família. É preciso que saibas que já fiz a minha promessa e que não posso por consideração alguma faltar a ela.
Dize a Isabelinha que ela vai ter uma irmã digna dela por todos os títulos. Eu te confesso que estou muitíssimo contente. Vejo tudo cor-de-rosa. Adeus.
Teu irmão do C. Lafayette.
Rio, 14 de junho de 1870.”

A política entregue aos conservadores, Lafayette cuidava da vida. Seu escritório ia bem. Publicara um livro famoso desde logo. Só lhe restava deixar a condição celibatária, que dava que falar, por certo. Já fizera 36 anos...


  • LAFAYETTE RODRIGUES PEREIRA

“O Lafayette nasceu em 28 de março de 1834” – diz o livro de apontamentos de família, escriturado do próprio punho do pai, Antônio Rodrigues Pereira, agraciado, mais tarde, com o título de Barão de Pouso Alegre.
Já ao primeiro rebento, varão, também, dera o pai o nome de Washington, em homenagem ao grande republicano da América do Norte.
Os dois anos, três meses e dias que medeiam entre o nascimento de Washington e o de Lafayette, em nada modificaram os pendores patrióticos do pai, que, batizando os filhos com os nomes de vultos célebres, já por esse tempo sonhava dar ao Brasil homens que pudessem servir à causa nacional com a mesma fé cívica de seus homônimos.
Foi assim que, ao findar o ano de 1834, o casarão da Fazenda dos Macacos, no distrito de Santo Amaro, hoje Queluzito, da freguezia de Nossa Senhora da Conceição, hoje cidade de Conselheiro Lafayette, ouviu os primeiros vagidos do garoto que mais tarde havia de fazer-se notar e respeitar como publicista de mérito, como mestre de ciências jurídicas, como crítico do mais fino quilate e como político de princípios sólidos e elevados a chefiar o governo numa das épocas mais tumultuosas do segundo reinado.”

“13 de novembro de 1845. O Washington e o Lafayette foram para o Colégio de Congonhas e principiaram a gramática a 2 de fevereiro de 1846. No mesmo dia remeti para pagar o Colégio 72$000. Os estudos foram iniciados em 2 de fevereiro de 1846, mas o pai não queria que os filhos tardassem. Partiram quase quatro meses antes, para uma rigorosa verificação dos assuntos já em casa aprendidos, a fim de familiarizassem com o colégio e com os mestres, e, finalmente, madrugarem na tarefa de aprender. Nem Washington tinha completado os quatorze anos, nem Lafayette havia feito dôze, quando travaram contacto com os preceitos da gramática, no colégio de Matosinhos.
Sua permanência alí foi breve. Nada se conhece das razões que em agosto de 1846 fizeram com que o pai os transfirissem de Congonhas para Prados.
É possível que até estivessem bem os meninos. Porém jamais como em companhia do tio, o reverendo Padre Felisberto Rodrigues Milagres, varão de grandes conhecimentos e aprimoradas virtudes. Ao findar-se o ano, Antônio Rodrigues Pereira, recebendo de retorno os filhos, anotava em seu livro de Prados, 30$000. Mais, na mesma data, de jaquetas, chapéus e outras muidezas, 17$300. Mais de livros que vieram do Rio, a 13 de novembro de 1846, 53$400. Vinha, também, do Padre Felisberto, da austeridade dos seus hábitos, a nota profundamente humana e singela, mas que em singeleza, diz tanto do que era ele e do que eram os meninos:
“Meu irmão
“Que continue a viver venturoso, com nossa madrinha e todos, anelarei sempre.
Vão em férias os nossos estudantes e legam-me saudades; as férias finalizam-se em seis de janeiro, dia em que devem regressar para o estudo.
Quero 3 mudas das suas uvas ferras; e quando vierem os meninos, mande-me 2 mudas de salsa de arear ou a limpar dentes: as ferras só em julho de ano futuro.
Prados 12 de setembro,1846.
Seu mano ama-te.
Felisberto R. Milagres”
“A variegada e colorida população das Minas organizava-se em irmandades, de brancos, pardos e prêtos, com estrutura própria, grande rivalidade, e prestígio social.
Estas irmandades construíram igrejas, subvencionaram os artistas do Barroco mineiro, deram aos pretos africanos consciência de classe, integraram-nos no meio brasileiro, educaram-nos.
Se a inscrição na Ordem do Carmo equivalia a um atestado público de nobreza (para aquêles labregos que em Minas campavam logo de fidalgos, para a irritada indignação do desembargador Teixeira Coelho), Nossa Senhora do Rosário, com seus reis e rainhas pretos, suas igrejas tão belas, de santos pretos, de padres pretos e nas quais branco não entrava, “desalienava” os escravos, restabelecendo-lhes a harmonia íntima e a propriedade de sua alma.
E notemos bem, havia eleições nas irmandades e eram disputadas.
No século XIX decaiu o ouro, mas na periferia (zona da Matta, Sul de Minas...) os cafezais fizeram renascer a prosperidade mineira.
A fazenda de café, porém, não matou as cidades.”

Consº. Lafayette Rodrigues Pereira prossegue afirmando que na segunda metade do século XIX as estradas de ferro começaram a ser abertas, elas seguiram, em geral, os velhos caminhos – a Central do Brasil, seguia exatamente o trajeto do “Caminho Novo” do guarda-mor Garcia Rodrigues Pais.
Quando o senhor D. Pedro II inaugurou a estação ferroviária de Ouro Preto, no caso de seu reinado, um século exatamente depois da tragédia da Inconfidência, ele percorreu de trem o mesmo itinerário que os governadores, os frades, os soldados, os contrabandistas, os romeiros do ciclo do ouro.
... “E a velha Queluz de Minas, nas proximidades de Ouro Preto, na linha de Caminho Novo, não ficaria atrás...”
(Cartas ao Irmão – Lafayette Rodrigues Pereira Brasiliana – volume 342)
Nota: - O irmão a quem se refere o texto é o senhor Dr. Washington Rodrigues Pereira que foi Juiz de Direito em Queluz.
Lafayette, Flávio Farnese e Bernardo Guimarães lançaram ao povo A ATUALIDADE, que Pujol afirma ter sido o primeiro jornal que no Rio de Janeiro teve venda avulsa.”
O Conselheiro Lafayette Rodrigues Pereira faleceu em 29 de janeiro de 1917, na Chácara da Gávea, Rio de Janeiro.
Era viúvo de D. Francisca Coutinho Rodrigues Pereira, falecida em 1902, deixando 5 filhos, entre eles, dona Corina Lafayette de Andrada, casada com o embaixador José Bonifácio de Andrada e Silva.


AS GRANDES FAMÍLIAS DE QUELUZ

  • BARÃO DE MANDUCABA: José Luiz Gomes, Barão de Manducaba a 2.12.1854. Nascido em 1791, em Piraí, onde faleceu a 30.01.1855, sendo sepultado no cemitério da extinta Irmandade do SS. Sacramento.
Sargento-mor de milícias, alferes do 2º Batalhão de Angra dos Reis, foi o maior benfeitor de Piraí, onde possuía as fazendas de “SANTA MARIA” e “PONTE ALTA.”
Vereador, presidente da Câmara e delegado de polícia da mesma cidade.
Juiz de Paz de Manducaba.
Filho de Francisco Luiz Gomes (este irmão do Padre Dr. Alexandre Caetano Gomes, escritor) e de D. Ana Margarida de Jesus, n. São João Marcos, falecida em janeiro de 1852.
O Barão casou-se duas vezes, sendo a sua segunda esposa dona Maria Rosa da Conceição.
Era seu trineto 141, o Dr. Geraldo Majela Cardoso de Melo, nascido em São Paulo, advogado (1931) – Ver sua biografia na “Revista Genealógica Brasileira”, número 5, página 194.
Em uma das fases dessa geneologia, consta:
“ Tn141) Dr. Geraldo Majela Cardoso de Melo, n. S.Paulo, advogado (1931); a 2.12.1931, em São Paulo (Santa Cecília) c.c. Maria Dulce Torres de Albuquerque, n. São José do Barreiro, filha de Euclides Tavares de Albuquerque, nascido em Queluz (Minas) e de D. Maria da Piedade Nogueira Torres, n. Bananal; neto paterno de Antônio Francisco de Albuquerque e de D. Teresa Tavares de Melo: neta materna do Dr. Pinto Torres e de Adriana Nogueira”.



TAVARES DE MELO

INSTITUTO GENEALÓGICO DE MINAS GERAIS
Filiado ao Instituto Genealógico Brasileiro .

O SENADOR TAVARES DE MELLO: sua personalidade e sua grande descendência, por GERALDO CARDOSO DE MELO:

“O DR. JOSÉ TAVARES DE MELO, nasceu em Queluz, hoje Lafaiete, (da então Capitania de Minas Gerais), faleceu em Santo Antônio de Pádua (Província de Minas Gerais) pelo ano de 1872. médico-operador, foi político de grande influência em Minas Gerais, recebeu o gráu de Cavaleiro da Ordem de Cristo e viu o seu prestígio chegar até a Côrte quando S.M. o Imperador o nomeou para Senador do Império do Brasil. Foram seus pais o alferes José Tavares de Melo, batizado em 10 de abril de 1760, em Lagôa Dourada (conf. Assentamentos da Matriz de Queluz) e d. Joana Marcelina de Magalhães. Descendia de tradicional estirpe lusitana, sendo seu avô paterno José Tavares de Melo, português, natural da Ilha de São Miguel, filho de Manuel Afonso Corrêa e de Guiomar Cabral, ambos naturais da Freguesia de Bom Jesus da Ilha de São Miguel, em Portugal. Sua avó paterna Antônia Tavares Diniz, nascida em Queluz, era filha Manuel Alvez Diniz, português, natural da Ilha Terceira e de Francisco Tavares, uma legítima mineira – nascida na Freguesia dos Carijós (posteriormente Queluz e hoje Lafaiete). Era irmão da Baronesa de Suassuí, do Tenente coronel Luiz Gonzaga de Melo e do capitão Pedro Bargena de Melo Tavares. Foi homônimo de seu pai e de seu avô e o seria também de seu filho, o dr. José Tavares de Melo (2º) que foi senador estadual em Minas,e de seu neto José Tavares de Melo, fazendeiro em Lagôa Dourada, filho deste último.

ASSENTO DE CASAMENTO
Revista Genealógica Brasileira
Antônio Furtado de Mendonça, filho de Antônio Furtado de Mendonça e de Antônia Maria da Assunção, com Maria José Tavares de Melo, filha de José Tavares de Melo.
Foram seus tios paternos: Antônio Tavares de Melo, batizado em Queluz (na Capela de São Caetano), em 5 de agosto de 1754; Bernardo Tavares, batizado em 19 de setembro de 1768; Ana Antônia da Piedade, casada em 5 de agosto de 1795 com Luiz da Cunha Lobo; Joaquim Tavares Diniz, casado em 25 de junho de 1800 com Mariana Francisca da Silva; Júlia Maria da Conceição, casada em 1800, com Jerônimo Lopes Rodrigues; Caetano Tavares de Melo, casado em 1814, com Ana Francisca de Santo Antônio; Antônia Jesuína de Melo, casada em 1823, com o capitão José Inácio Gomes Barbosa; Francisca de Sales Xavier de Assís, casada em 1824, com Francisco Furtado de Mendonça; Luiza Beralda de S. José, casada em 1828, com Francisco Dutra Nicácio e finalmente Maria José Praxedes de Melo, casada em 1828 com Antônio Furtado de Mendonça.
No Rio de Janeiro, casou-se com Caetana Angélica de Castilho, nascida na Côrte e falecida pelo ano de 1885, em Queluz, filha legítima de Fabrício Tavares de Castilho e Angélica Tavares de Castilho, ambos portugueses, falecidos na Capital do Império Brasileiro.
De educação primorosamente esmerada, foi D. Caetana Angélica além de uma virtuosa esposa, uma eficiente colaboradora de seu marido, não só na política, como também na clínica e cirurgia, esta última ainda muito incipiente naquela época.
De seu consórcio deixou sete filhos:
F 1) Josefina Tavares de Melo.
F 2) Luiza Tavares de Melo.
F 3) Maria Tavares de Melo.
F 4) Dr. José Tavares de Melo (2º).
F 5) Tereza Tavares de Melo.
F 6) Caetano Tavares de Melo.
F 7) Joana Angélica Tavares de Melo.

F1) Josefina Tavares de Melo, citada acima, n. Queluz de Minas, em 21.3.1848 e faleceu na mesma cidade em 23.3.1910, foi c.c. Ricardo Barroso, farmaceutico. Pais de:
N 1) Conceição Barroso, falecida aos 13 anos.
N 2) Sebastiana Barroso, c.c. Eugênio Tavares de Melo, funcionário aposentado da Estrada de Ferro Central do Brasil, já falecido.

F2) Luiza Tavares de Melo, n. 22.2.1852, em Ouro Preto, tendo sido alí batizada na Capela do Palácio. Falecida em São Paulo, onde residiu muitos anos. Foi c.c. Francisco Moreira de Mendonça, n. São João Nepomuceno e falecido na Vila de Descoberto (Município de São João Nepomuceno). Foi comerciante forte e político de influência. Pais de:
N3) Maria Moreira de Mendonça, n. Queluz de Minas, solteira,residente em São Paulo.
N4) Antônio Moreira de Mendonça, n. Descoberto, farmacêutico, em primeiras núpcias c.c. Maria de Lourdes Brandão, falecida s.s..
N4) Antônio Moreira de Mendonça, em segundas núpcias, c.c. Guiomar Rolim de Freitas. Pais de:
BN1- Maria Aparecida, n. Una.
BN2- Joana d’Arc, n. Matão.
BN3- José n. Matão.
N5) Alzira, Moreira de Mendonça, n. São João Nepomuceno, solteira, residente em São Paulo, onde é funcionária dos Correios.
N6) Inez Moreira de Mendonça. n. São João Nepomuceno, professora normalista. Em S. Paulo c.c Arsênio Nunes Rolo – Coletor Estadual e industrial em Araras. Pais de:
BN4- Mirian Nunes, n. Lins, solteira, funcionária dos Correios em São Paulo.
BN5- Luiz Mozart Nunes, n. Lins - Industrial em Araras, solteiro.
BN6- José Wagner Nunes, n. São Paulo, pintor e escultor em S. Paulo.
BN7- Maria Amália Nunes, n. São Paulo, professora, solteira.
BN8- Arsenio Weber Nunes, n. Araras, ginasiano.
BN9- Francisco Liszt Nunes, n. Araras, ginasiano.

F3 – Maria Tavares de Melo, n. Ouro Preto. 4.5.1854 e falecida, foi casada com o Cel. Luiz Gonzaga de Melo, da Guarda Nacional. Pais de:
N7- Maria Luiza Tavares de Melo, solteira, residente em Queluz.
N8- Luiza Tavares de Melo, n. na Fazenda Paraopeba, Queluz, hoje Lafaiete, aos 20.02.1881 e falecida a 17.02.1921. Foi c.c. Daniel Justiniano Baêta Neves, residente em C. Lafaiete. Pais de:
BN17- Padre José Tavares Baêta Neves da Pia Sociedade Salesiana, nascido Cons. Lafaiete, professor do Liceu Leão XIII, da cidade do Rio Grande, do Estado do Rio Grande do Sul.
BN18- Maria Tavares Baêta Neves, n. Cons. Lafaiete, c.c. Carlos Fabrino Braga, func. da Estrada de Ferro Central do Brasil. Pais de :
TN1- Carlos dos Reis Baêta Braga, aluno do Seminário Menor de Mariana.
TN2- Clea Maria Baêta Braga, aluna do Ginásio S. José, C. Lafaiete.
BN19- Cecília Tavares Baêta Neves, n. Conselheiro Lafaiete, onde reside.
BN20- Luiz Gonzaga Tavares Baêta Neves, n. Conselheiro Lafaiete – engenheiro agrônomo – professor do Liceu N. S. Auxiliadora de Campinas, c.c. Domingas Granzotti. Pais de:
TN3- Rubens Bosco, menor.
TN4- Valter José, menor.
BN21- Ester Tavares Baêta Neves, n. Conselheiro Lafaiete, onde reside, professora normalista do Grupo Escolar “Domingos Bebiano”.
BN22- Padre Daniel Tavares Baêta Neves, n. Cons. Lafaiete, sacerdote da Arquidiocese de Mariana, residente naquela cidade, sendo oficial da Curia Metropolitana.
BN23- Rute Tavares de Melo, n. Cons. Lafaiete, onde reside, professora normalista, solteira.
BN24- Diná Tavares Baêta Neves, n. Cons. Lafaiete, professora normalista, c.c. Pedro Damasceno Chaves, comerciante em Cons. Lafaiete, pais de:
TN5- Maria Auxiliadora, menor.
TN6- Regina Coeli, menor.
TN7- Maria Stela, menor.
BN25- Sebastião Tavares Baêta Neves, nascido em Cons. Lafaiete, estudante da Faculdade de Medicina da Universidade de Belo Horizonte, solteiro.
N9- Etelvina Tavares de Melo, n. Cons. Lafaiete, solteira, residente em Belo Horizonte.

F4- Dr. José Tavares de Melo, (filho), n. 3.6.1855, na cidade de Queluz de Minas , atual Conselheiro Lafaiete, onde também faleceu. Médico formado no Rio de Janeiro, político de grande influência na província e no Estado de Mnas Gerais, onde foi deputado e senador estadual. Foi c.c. dona Joana Rezende (“Juanita”), n. Lagôa Dourada (Província de Minas Gerais), em 23.8.1866, filha do Coronel Eduardo José de Rezende e Ana Antônia de Rezende, n.p. de Joaquim José de Rezende e de Francisca de Paula Ricardina de Rezende (Genealogia Mineira, de Artur Rezende- III, 500.511 e 516) Pais de:
N10- Maria Rezende Tavares de Melo, n. Queluz, c.c. José Saturnino Rezende, fazendeiro em Lagôa Dourada. Pais de:
BN10- Valter, n. Lagôa Dourada, menor.
BN11- Mirian, n. Lagôa Dourada, menor.
BN12- Rui, n. Lagôa Dourada, menor.
BN13- Romeu, n. Lagôa Dourada, menor.
N11- Arací Rezende Tavares de Melo, n. Queluz, atual Cons. Lafaiete, c.c. José Moreira, comerciante em Belo Horizonte, pais de:
BN14- Áurea, n. Belo Horizonte, menor.
BN15- Solange, n. Belo Horizonte, menor.
BN16- Luciano, n. Belo Horizonte, menor.
N12- José Tavares de Melo (homônimo de seu pai, avô, bisavô e tetravô), n. em Queluz, atual Cons. Lafaiete, fazendeiro em Lagôa Dourada, proprietário da tradicional “Fazenda do Engenho Velho de Cataguases”.

F5- Teresa Tavares de Melo, n. Queluz de Minas, em 16.11.1858 e alí faleceu em 28.01.1941, senhora de nobres virtudes que as herdou por certo de seus progenitores: o senador do Império Dr. José Tavares de Melo e Caetana Angélica de Castilho. Foi c.c. Antônio Francisco de Albuquerque, n. São Gonçalo, em 22.4.1852 e falecido em Queluz de Minas em 6.10.1907, abastado fazendeiro, maestro e compositor, filho do alferes Francisco Coelho de Albuquerque, segundo do nome, n. em 31.12.1815, na Fazenda da Várzea.
Pais de:
N13- Zulmira Tavares de Albuquerque, n. Queluz, onde reside e exerce o magistério, solteira.
N14- Euclides, faleceu menor.
N15- Euclides Tavares de Albuquerque, n. Queluz de Minas, em 04.8.1889, reside no Rio de Janeiro, estando aposentado na Diretoria de Caça e Pesca do Ministério da Agricultura, Indústria e Comércio. Em primeiras núpcias, consorciou-se com Maria Piedade Nogueira Torres, moça de fina educação, raras virtudes e proverbial bondade, filha mais jovem do conceituado médico Dr. Manuel Pinto da Silva Torres Júnior e de dona Adriana Josefina Brasilia Nogueira, esta última, filha do deputado provincial comendador Antônio José Nogueira. Pais de:
BN26- Maria Dulce Torres de Albuquerque, n. São José do Barreiro e batizada um mês após na capital de São Paulo, onde passou a residir com sua madrinha dona Vitória Pinto de Almeida Lima, viúva do Dr. Augusto Cincinato de Almeida Lima. Em São Paulo, em 2.12.1931, casou-se com o Dr. Geraldo Magela Cardoso de Melo, autor destas notas genealógicas, advogado (São Paulo 7.9.1931), Delegado de Polícia da Capital, pais de:
TN8- Alberto Geraldo, faleceu menor.
TN9- Geraldo Cardoso de Melo Filho, n. São Paulo, capital, aos 8.9.1933.
TN10- Alberto Eduardo Torres de Albuquerque Cardoso de Melo, n. Lorena, São Paulo, em 19.9.1935.
TN11- Alberto Cardoso de Melo Neto, n. Jacareí, São Paulo, em 6.9.1939.
TN12- Antônio Euclides Torres de Albuquerque Cardoso de Melo, n. Penápolis, São Paulo, em 25.5.1943.
BN27- Paulo Rezende (Torres de Albuquerque), n. São José do Barreiro, bacharel em ciências e letras pelo Ginásio Arquidiocesano de São Paulo, exímio pianista, fazendeiro em Bebedouro. Em 1933, na cidade de São Paulo, c.c. Vicentina Junqueira Caetano, n. Bebedouro, filha do abastado fazendeiro Vicente Caetano e de d. Maria José Diniz Junqueira, ambos falecidos. Pais de:
TN13- José Maria Rezende (Torres de Albuquerque), n. Bebedouro.
TN15- Euclides Tavares de Albuquerque, em segundas núpcias, na cidade de Rezende, c.c. Adélia de Almeida Torres, falecida em Niterói, filha do desembargador Cesar Nogueira Torres e de D. Luiza de Almeida Maia, ambos do Bananal, sendo aquele filho do Dr. Manoel Pinto da Silva Torres Júnior e de D. Adriana Nogueira, esta, filha do Dr. João de Azevedo Carneiro Maia e de D. Antônia Cândida de Almeida, s.s..
Euclides Tavares de Albuquerque, em novas núpcias, no Rio de Janeiro, c.c. Dalila Figueira, n. Rio de Janeiro, filha de Antônio Fugueira da Silva e de Dona Maria Leontina Ávila da Silveira, aquele já falecido e sta residente na Capital Federal, s.s.
N16- Durval Tavares de Albuquerque, n. Queluz, 09.11.1891, major da Guarda Nacional e da Reserva do Exército Brasileiro, foi prefeito municipal em Pirapora e em outras cidades mineiras. Reside em Belo Horizonte, onde é alto funcionário da Secretaria da Agricultura. Em primeiras núpcias, c.c. Judith Teixeira Franco, já falecida. Pais de:
BN28- Paládio Franco Tavares de Albuquerque, n. Cons. Lafaiete, funcionário da Estação Ferroviária Central do Brasil, solteiro.
N16- Durval Tavares de Albuquerque - em novas núpcias, c.c. dona Maria Pontes, pais de:
BN29- Teresinha Tavares de Albuquerque, solteira.
BN30- Maria Auxiliadora Tavares de Albuquerque.
BN31- Ilma Tavares de Albuquerque.
BN32- Marlene Tavares de Albuquerque.
Bn33- Paulo Tavares de Albuquerque.
BN34-Fábio Tavares de Albuquerque.
BN35- José Luiz Tavares de Albuquerque.
BN36- Ildeu Tavares de Albuquerque.
N17- Maria Tavares de Albuquerque, n. Queluz de Minas, em 13.3.1893, faleceu na mesma cidade em 10.9.1912; foi c.c. Claudionor Augusto de Almeida, n. Queluz de Minas e residente em Belo Horizonte, pais de:
BN37- Gisa Tavares de Almeida, n. Conselheiro Lafaiete, professora normalista, Irmã de Caridade da Congregação de São Vicente de Paula.
BN38 – Diva Tavares de Almeida, n. Lafaiete, professora normalista, c.c. o capitão José Moacir Baeta de Magalhães (do Exército Nacional), filho do dr. Alberto de Magalhães e de Maria Ismênia Baêta Neves, pais de :
TN14 – Cláudio Alberto, com 8 anos.
TN15 – Rui Alberto, com 5 anos.
N18 – Olinto, falecido, menor idade.
N19 – Adalgisa Tavares de Albuquerque, faleceu solteira.
N20 – José Tavares de Albuquerque, n. Queluz, em 20.6.1902, dotado de excepcionais dotes de coração e de caráter, reside em C. Lafaiete, onde é funcionário da E.F.C.B. Alí c.c. Maria José Pereira de Rezende , filha de José Augusto de Rezende e de d. Isabel Pereira. Pais de :
BN39 – Laís Rezende de Albuquerque.
BN40 – Marina Rezende de Albuquerque.

F6 – Caetano Tavares de Melo, n. Queluz de Minas, aos 23.9.1860 e prematuramente falecido solteiro em Descoberto (Município de S. João Nepomuceno).

F7 – Joana Angélica Tavares de Melo (Joaninha) n. em S. Antônio de Pádua (Rio de Janeiro) aos 31.08.1865, foi funcionária dos Correios em Queluz, onde residiu. Foi c.c. o conceituado negociante José Agostinho Amâncio, falecido em Lafaiete. Pais de:
N41 – Maria, faleceu menor.
N42 – Caetana, faleceu na infância.
N43 – Caetana Tavares Amâncio, n. Queluz, professora pública em Conselheiro Lafaiete.

Assentamentos autênticos feitos pelo próprio punho do Dr. José Tavares de Melo, no livro “DEUS É TODO PURO AMOR” de ORAÇÕES, traduzido pelo Dr. C. Lopes de Moura e impresso em Paris, pela Casa Aillaud, em 1883.

“Aos vinte e um de março de mil oitocentos e quarenta e oito na vila de S. João Nepomuceno em uma terça feira nasceu Minha Filha JOSEPHINA pelas 6 horas da manhã. Foi batizada a 23 do mesmo mês sendo padrinhos o Capm. José Inácio Gomes Barbosa e Antônia Jesuina de S. José e celebrante o padre José Antunes de Siqueira.

LUIZA nasceu a 22 de fevrº. De 1852 no Ouro Preto. Foi batizada na Capela de Palacio pelo vigrº da Vara Emerenciano Maximino de Azevedo Coutinho. Foram padrinhos o Exmº. Sr. Dr. Luiz Antônio Barbosa e d. Antônia Luiza de Oliveira Horta Barbosa.

MARIA nasceu a 4 de maio de 1854 no Ouro Preto. Foi batizada a 14 de abril pelo Cônego Antônio Felipe de Araujo, com licença do Vigrº Jm. Ferreira da Rocha. Foram padrinhos o dr. Mel. Je. Pinto de Nascº e D. Maria Je. de Oliveira Pinto.

JOSÉ nasceu a 30 de junho de 1855 em Queluz. Foi batizado a 12 de julho do mesmo ano pelo Vigrº Domiciano Teixeira Campos. Foram padrinhos meus manos o ten. Coronel Luiz Gonzaga de Melo e cap. Pedro Barjena de Melo Tavares.

TERESA nasceu a 16 de abrº de 1858 em Queluz. Foi batizada a 21 de sebrº no mmo. ano pelo Revmº. Antônio Valeriano Gonsaleres de Andrade com licença do Revmº. D.T.C. Foram padrinhos o Capitão Jm. Tavares de Carvº e d. Teresa Angélica de Castilhos, por procuração que apresentou Minha Mãe e Sra. d. Joana Marcelina de Magalhães.

CAETANO nasceu a 23 de setº. de 1860 em Queluz. Foi batizado a 13 de Obrº do mesmo ano solenemente em casa do Exmº Barão de Suassuí. Foram padrinhos o Exmº. dr. Firmino Rodrigues Silva e sua mulher d. Elisa Berlamina Badaró, por procuração que apresentaram o Exmº. Barão e Baronesa de Suassuí. E para constar lavro este termo em que me assigno.
Dr. José Tavares de Mello.”


PROPRIETÁRIOS DE TERRAS EM QUELUZ NOS ANOS DE 1855 E 1856


“Este livro que há de servir para nelle se lançarem os registros de terras que se aprezentar segundo a Lei nº 601, de 18 de setembro de 1850 nesta Freguezia de Nossa Senhora da Conceição da Villa de Queluz: por mim numerado e rubricado com a minha costumeira rubrica que diz – Campos – e no fim leva o termo de encerramento – Villa de Queluz, 7 de março de 1855.
O vigr. º Domiciano Teixeira Campos..
(Carimbo: Arquivo Público Mineiro – Ouro Preto)”

“N. 2º ¬- 27.02.1855: Segue no livro relação de fazendas de Joaquim Lourenço Baêta Neves e Irmão Daniel Lourenço Baêta Neves – em sociedade, confrontando com várias outras fazendas, inclusive de Francisco Albino, e de Francisco Balbino de Noronha e Francisco Coelho de Albuquerque.

N. 2º: Joaquim Lourenço Baêta Neves – Fazenda Água Limpa, Fazenda Pasto Bom Retiro – Paciência.

N. 5 – 08.01.1856: Fazenda dos Franças e Bom Retiro, de Antônio Lourenço Baêta Neves, confrontando com o patrimônio do Padre João Francisco de Albuquerque.

N. 9 – 22.-01.1856: Francisco Teixeira de Siqueira, fazenda Cachoeira, divisando com terras do Exmº. Sr. Barão de Suaçuí; idem Francisco José de Souza Penna, idem Francisco Coelho de Albuquerque.

N.12 – 24.01.1856: “Fazendas Bananeiras de Barão de Suaçuí – Ponte - Mar Ribeiro, Sam Gonçalo e Maciel, confrontando com diversas, entre elas a de José Dias de Souza, Francisco José de Souza Penna, Francisco Teixeira de Siqueira, Antônio Tavares de Mendonça, Antônio Ferreira Albino de Almeida, Francisco Cândido Pereira da Silva Brandão, Manoel Francisco Teixeira, Francisco Antônio da Costa; com as Fazendas Bandeirinhas, Barroso e Dona Gertrudes. Assim mais, Fazenda Patrimonio da mesma freguezia que limitam com a fazenda Casa Branca, Manoel de Queiroz e Joaquim Lourenço Baêta Neves; e assim, mais um pasto no fundo do quintal de sua casa nesta Villa, 2 alqueires, confrontando com a mesma villa, Antônio Joaquim da Silva, Joaquim de Souza, Antônio Ferreira Albino de Almeida.
Queluz, 24 de janeiro de 1856 – Barão de Suaçuí – Vigrº. Domiciano Teixeira Campos”.

N.14 - 26.01.1856: me foi presente a seguinte relação – Antônio Tavares de Mendonça, morador nesta villa de Queluz possui a Fazenda denominada Palmital, nesta freguezia, por compra e doação que levará cem alqueires de planta, mais ou menos e confrontam com o Barão de Suaçuí, com o Dr. Francisco José Pereira Zebral e herdeiros da Fazenda da Casa Branca. Queluz, vinte e quatro de janeiro de mil oitocentos e cinquenta e seis – Antonio Tavares de Mendonça. Nada mais consta. Para constar, faço este . O vigrº. Domiciano Teixeira Campos.”

N.17 – 02.02.1856: Maria Joanna de Jesus – terras confrontando com o pasto de João Albino de Almeida, com Francisco Coelho de Albuquerque, José Rodrigues de Menezes e Manoel José de Queiroz.

N.21 - 04.02.1856: Francisco Fulgêncio de Paula – terrenos na Chácara de Moinhos e outros terrenos, confrontando com Francisco Coelho de Albuquerque, herdeiros de Theodosio Alves Cyrino.

N.23 – 16.02.1856: José Lobo Leite Pereira – Fazenda do Fundão – 90 alqueires, confrontando com Casa Branca, Arraial de Passagem.

N.26 – 23.02.1856: José de Souza Teixeira, terrenos perto do Córrego das Lages, perto da Fazenda do Gigante, divisando com Antonio Coelho de Albuquerque e vários outros.

N.27 – 29.02.1856: Joaquim Ferreira da Silva, Água Limpa, divisando com o Capitão Antonio Lourenço Baêta Neves, Patrimônio do Padre João Francisco de Albuquerque e outros mais.

N.33 – 09.03.1856: Antonio Rodrigues Braga, em sociedade com a irmã Josepha Ignacia do Espirito Santo – 29 alqueires- Fazenda do São Gonçalo.

N.40 – 08.03.1856: Antonio Rodrigues de Jesus Junior – 4 alqueires na Fazenda da Olaria, divisando com João Alves Cyrino e Manuel Antunes de Siqueira.

N.43 – 24.03.1856: me foi presente a relação seguinte: “O abaixo assinado possui nessa freguezia a Fazenda dos Macacos e outras accessorias de Campos e Culturas , confrontão com diversas Fazendas – Queluz, dez de março de mil oitocentos e cincoenta e seis. – Antônio Rodrigues Pereira”. – Nada mais contêm, para constar, faço este. Advertindo que parecendo – me que a presente relação não satisfaz o ordenado do art.100 da Lei respectiva, procurei fazer que o proprietário o reformasse; não consentindo-o a aceitei e a registrei.

N.46 – 28.03.1856: Theodoro Alves Ferreira – Fazenda Casa Branca – divisando com João Albino de Almeida, Manoel José de Queiroz, Barão de Suaçuí, o Comendador Joaquim Lourenço Baêta Neves, Manoel José de Queiroz, José Lobo e com herdeiros do falecido Cap. Manoel Lobo e com o Doutor Francisco José Pereira Zebral; outros terrenos na Fazenda da Olaria, divisando com José Joaquim de Santana Beato, Manoel José de Queiroz e com Antônio Coelho de Albuquerque.

N.48 – 31.03.1856: Na fazenda do Paraopeba, uma sorte de terras de campos e cultura, que levará 40 alqueires, dividem com várias fazendas. Queluz, 31 de março de mil oitocentos e cinqüenta e seis – Alcides Rodrigues Pereira. Nada mais consta e para constar faço este. – o Vigrº. Domiciano Teixeira Campos.”

N.65 – 06.04.1856: Dona Maria José, filha do Alferes Adriano José de Oliveira, falecido, sorte de terras na Fazenda de São Gonçalo, divisando com Francisco Coelho de Albuquerque.

N.73 – 07.04.1856: José Joaquim Barbosa – herança – 21 alqueires na Fazenda dos Vargas, divisando com terras de Daniel Lourenço Baêta Neves, Joaquim Lourenço Baêta Neves e Joaquim Francisco Teixeira Penna, etc.

N.76 –01.04.1856: Francisco Balbino de Noronha Almeida – heranças e compras – 60 alqueires na Fazenda Casa Branca, na Fazenda do Patrimonio, na Fazenda da Olaria, divisando com Antonio Coelho de Albuquerque e muitos outros mais.

N.78 – 08.04.1856: Manoel José de Queiroz – 100 alqueires na Fazenda Patrimonio, divisando com terras de diversos proprietários, inclusive o Alferes Francisco Coelho de Albuquerque, o finado Furriel Theodozio Alves Cyrino.

Nº. 84 –10.04.1856: Candido José Fernandes, fazendas São Gonçalo, Boa Vista, Casa Branca, divisando com Antonio Rodrigues Braga, Joaquim Lourenço Baêta Neves, Antônio Furtado de Mendonça e vários outros.

Nº. 85 –10.04.1856: Joaquim Albino Baptista – 15 alqueires na Fazenda da Olaria, divisando com João Alves Cyrino, Francisco Coelho de Albuquerque e Antonio Rodrigues.

Nº. 89 – 03.01.1856: Francisco Coelho de Albuquerque , apresentada ao vigário Domiciano Teixeira Campos em 12.04.1856 – herança e compra na fazenda de São Gonçalo – 7 alqueires de terras de cultura, divisando com Diógenes Teixeira Campos, com Barão de Suassuhy; possui mais no Patrimonio 41 alqueires de terras de cultura e campos, divisando com José Rodrigues e Manoel José de Queiroz. Queluz, trez de janeiro de mil oitocentos e cinquenta e seis – Francisco Coelho de Albuquerque. Nada mais contém e para constar faço este. O vigrº. Domiciano Teixeira Campos.

No mesmo livro outros confrontantes, a saber :

1 – Joaquim e Daniel Lourenço Baêta Neves;
2 – Fazenda Cachoeira, de Francisco Teixeira de Siqueira;
3 – Maria Joanna de Jesus;
4 – Chácara dos Moinhos, herdeiros de Theodosio Alves Cyrino;
5 – D. Maria José, filha do alferes Adriano José de Oliveira, terras na Fazenda de São Gonçalo;
6 – Manoel José de Queiroz, 100 alqueires na Fazenda Patrimonio, divisando também com Francisco Coelho de Albuquerque.

Nº. 95 – 13.04.1856: Antonio Rodrigues Pinto Braga, fazenda do Sobrado, confrontando com as Fazendas do Buraco, Boa Vista e com diversos herdeiros, sorte de campos e capões em diversos lugares que levarão 25 alqs. mais ou menos, em comum com outros herdeiros, uma sesmaria de campo denominada “Campo Alegre de São Gonçalo”. Antonio Rodrigues Pinto Braga.

Nº. 145 – 05.03.1856: Antonio Coelho de Albuquerque – possui na Fazenda da Olaria uma sorte de terras de cultura – 16 e meio alqueires de planta de milho, divisando com Manoel Antunes de Siqueira Junior, Manoel José de Queiroz, José Narcizo de Almeida Cardoso, Theodósio Alves Ferreira, José de Souza Teixeira, Francisco Balbino de Noronha.
Queluz, cinco de março de mil oitocentos e cinquenta e seis – Antonio Coelho de Albuquerque – Nada mais contém, para constar, faço este – o Vigrº. Domiciano Teixeira Campos.

Nº. 222 – 14.04.1856: Adão Francisco Coelho possui em Santo Amaro 2 alqueires de terras de cultura e campos na Fazenda da Olaria, por compra, divisando com Joaquim Penna, por outro com José Silvério, por outros, com herdeiros da Olaria.

Nº. 247 – 18.10.1855: José Francisco Teixeira Penna – “Capela de Santo Amaro – aos dezoito de outubro de mil oitocentos e cincoenta e cinco, foi apresentada a declaração do theor seguinte – o abaixo assinado, morador do distrito de Santa Anna do Morro do Chapéu, Freguezia a termo da Villa de Queluz, possui ahi, por herança e compra na Fazenda de Mau Cabelo secenta alqueires de terras, as quais dividem com Dona Ignez e com os herdeiros do finado Vigario Francisco Pereira de Assís, com o Capitão Dionizio Antunes, Comendador Joaquim Baêta Neves e com José Barbosa; assim, mais quatro alqueires de terras que dividem com os herdeiros do falecido Caetano Manoel de Meirelles, na Fazenda dos Bernardinos – Mau Cabelo, dezoito de outubro de mil oitocentos e cincoenta e cinco – José Francisco Teixeira Penna – Nada mais contém e para constar faço este. O Vigrº. Domiciano Teixeira Campos.

Nº.270 – Padre João Francisco de Albuquerque - Aos vinte e dous de março de mil oitocentos e cincoenta e seis, foi apresentada a declaração do theor seguinte: o Padre João Francisco de Albuquerque possui na Fazenda denominada Bom Retiro, Freguezia de Queluz, quarenta alqueires de terras de cultura, confrontando com as terras do Ajudante Joaquim Ferreira da Silva e Antonio de Almeida, com os herdeiros do finado André Francisco Fernandes e com o Capitão Antonio Lourenço Baêta Neves – vinte e dous de março de mil oitocentos e cincoenta e seis – o Padre João Francisco de Albuquerque - Nada mais contém, para constar, faço este. O Vigrº. Domiciano Teixeira Campos

Nº. 336 – 26.01.1856: José Tavares de Mello – “aos vinte e seis de janeiro de mil oitocentos e cincoenta e seis foi apresentada a declaração do theor seguinte – Tenho no lugar denominado Matinada, aplicação de Glória, Freguezia de Queluz cento e dois alqueires de terras de cultura que dividem por um lado com os herdeiros do finado José da Silva, por outro, com Modesto Rodrigues de Faria, com José Manoel e por outro lado com Francisca Cândida e com Manoel Vaz da Silva – José Tavares de Mello”. Era ut supra. Nada mais continha e para constar, faço este. O Vigrº. Domiciano Teixeira Campos.

Nº. 353 – 14.04.1856: Antonio Dornellas Coimbra – Fazenda do Papagaio, aplicação do Glória, Freguezia de Queluz – 167 alqueires de terras de cultura, confrontando com Jacob Henriques Pereira, Seraphim José da Cunha, herdeiros do Padre José Maria, herdeiros de dona Perpetua, Manoel Fernandes Col, Antonio da Costa e José da Cunha Ramalho e Antonio Dornellas Coimbra e irmãos ausentes. Vigrº. Domiciano Teixeira Campos

Nº. 485 – 21.04.1856: João Albino de Almeida – “Me foi apresentada a declaração do theor seguinte: João Albino de Almeida, morador na Villa de Queluz possui nos Bairros da mesma um pasto de Campos e matto que leva cinco alqueires de planta de milho; e bem assim um outro pastinho nos fundos de sua casa da Villa que levará uma quarta de planta de milho; confronta aquele com José Rodrigues de Menezes, com Francisco Balbino de Noronha Almeida; com Francisco Coelho de Albuquerque e pela estrada que vai para a Passagem; e este outro com o Vigário Domiciano Teixeira Campos, no fim do seu quintal da Rua do Fogo, com o pasto de Francisco Balbino, e com os quintais da dita Rua do Fogo. João Albino de Almeida – Nada mais contém e para constar faço este. O Vigrº. Domiciano Teixeira Campos”.


RELAÇÃO DE NÚMERO DE FOGOS NO TERMO DA VILA REAL DE QUELUZ EM 1830

Vila e Matriz de Queluz ...................................................................................144
Arraial de São Gonçalo do Canapuan..............................................................13
Arraial de Santo Amaro.........................................................................................5
Arraial de São Caetano do Paraopeba...............................................................6
Arraial do Glória ..................................................................................................10
Arraial do Morro do Chapeu.............................................................................18
Arraial das Dores .................................................................................................39
Arraial do Redondo ............................................................................................34
Arraial do São Gonçalo da Ponte .....................................................................32
Arraial de Santa Anna do Paraopeba...............................................................15
Arraial do Bom Fim..............................................................................................58
Arraial do Rio do Peixe......................................................................................44
Arraial de Piedade dos Gerais ...........................................................................53
Arraial das Dores de Piedade.............................................................................38
Arraial do Brumado..............................................................................................66
Arraial do Suassuhy............................................................................................192
Arraial de Conquistas..........................................................................................52
Arraial e Matriz de Itaverava.............................................................................93
Arraial de São Francisco de Cattas Altas.......................................................85
Arraial de São Gonçalo de Cattas Altas........................................................102
Arraial de Cattas Altas da Noruega................................................................10
Arraial do Lamim..................................................................................................37



FELICIANO MENDES E O SENHOR BOM JESUS DE MATOSINHOS


Feliciano Mendes veio, esperançoso, de Portugal.
Não aconteceu o que pretendia: alguma fortuna.
Doente e decepcionado, apelou para Deus, como devoto do Senhor Bom Jesus.
Pedia um milagre – e isso aconteceu...
As oitavas de ouro que possuía pertenceriam ao Santo, pois estava curado.
Corria o ano de 1757 e como prova de gratidão, resolveu permancer na terra abençoada.
Levantou uma cruz em uma estrada de trânsito acentuado.
Alí colocou um nicho, mas isso não seria suficiente.
Queria que naquele ponto exato surgisse uma capela.
Saiu, de sacola em punho, mendigando esmolas para o fim colimado.
Escreveu ao bispo Dom Manoel da Cruz, consultou o pároco de Congonhas, Jayme Coelho, e, em 1757, colocou no nicho que Deus lhe destinara , junto ao cruzeiro, a imagem do Senhor Bom Jesus e saiu a pedir esmolas para levantar uma capela.
A licença do Bispo tinha a data de 21.07.1757.
Na estrada que passava pelo Alto Maranhão via-se, em cima do morro, o cruzeiro e o nicho alí colocados.
Um ato de D. José, dizia: “... sou servido que o Sr. Feliciano Mendes seja Ermitão da Ermida do Senhor Bom Jesus de Mattosinhos para tratar do aceio della e, com as esmolas que os fiéis christãos que quizerem dar por sua devoção continuar nas obras da mesma com a declaração que será obrigado a dar contas todos os annos perante o visitador ordinário de que depender.”
Fez uma fervorosa declaração de total despojamento em favor de sua nobre causa.
Veio a falecer em 28.09.1765, no povoado de Antônio Pereira.
O Barroco brasileiro se desenvolve, principalmente em Minas Gerias, devido ao ciclo do ouro no século XVIII, sobressaindo-se o Aleijadinho e o pintor Manuel da Costa Ataide.
E, hoje, lá estão as 66 imagens esculpidas em madeira e os 12 profetas em pedra sabão.


O MARQUÊS DE QUELUZ

Introdutor da cana``caiana´´ no Brasil.
Título nobiliárquico de João Severiano Maciel da Costa (1769-1833). Nascido em Mariana (MG), diplomou-se em Leis pela Universidade de Coimbra.
Em 1809 foi nomeado administrador de Caiena: a essa época os portugueses tinham invadido o território da atual Guiana Francesa, para a solução de questões de limites.
Essas questões só ficaram resolvidas em 1817, quando então aquelas terras foram devolvidas à França e o Marquês de Queluz regressou ao Brasil; trouxe para cá, então, inúmeros vegetais úteis, entre os quais a noz moscada, o cravo, a fruta pão e sobretudo a variedade de cana, mais tarde conhecida por ``caiana´´ (de Caiena).
Presidente da Assembléia Constituinte de 1823 (dissolvida por D. Pedro I), foi ainda um dos redatores da Constituição de 1824.


NOMEAÇÕES PARA A GUARDA NACIONAL EM QUELUZ

05.11.1895 – “Foram feitas as seguintes nomeações para a Guarda Nacional:

Comarca de Queluz: Infantaria

4º Batalhão, 3ª Companhia : Capitão José Francisco de Albuquerque Júnior.

5º Batalhão, 1ª Companhia : Capitão Benjamin Porfírio de Albuquerque e João Henrique de Albuquerque.

5º Batalhão, 3ª Companhia: Augusto de Assís Andrade.

92º Regimento de Cavalaria, 4º Esquadrão: Alfredo Albino de Almeida Cyrino.

133º Batalhão de Reserva, 2ª Companhia: Capitão José Francisco de Albuquerque.

(Fonte: publicação no “Minas Gerais”, data acima)

Foram publicados no mesmo jornal os seguintes atos do Gov. Estadual:

21.04.1892 – Nomeação do bacharel Feliciano Augusto de Oliveira, para Juiz de Direito da 4ª Entrância em Juiz de Fora.

21.04.1892 – Nomeação para Juiz de Direito de 2ª entrância em Queluz, o Bacharel Washington Rodrigues Pereira.


PADRE ANTÔNIO VIEIRA

“EM DEFESA DOS CRISTÃOS-NOVOS
As perseguições sofridas pelos judeus da Península Ibérica às mãos do Santo Ofício constituem um dos episódios mais negros da Contra-Reforma. Estabelecida oficialmente a Inquisição em Portugal nos meados do século XVI, logo se avolumou ali a onda anti-semita, e os cristãos novos (nome dado aos judeus convertidos, pela força, ao Cristianismo) tiveram de abandonar o reino às pressas, levando consigo opulentos cabedais, que iriam enriquecer os Países Baixos, onde se refugiaram, enquanto Portugal se arruinava cèleremente.
Em favor dos judeus perseguidos e no propósito de evitar o descalabro econômico de sua pátria fêz-se ouvir então a voz desassombrada do Padre Antônio Vieira (1608-1697).
Nascido em Lisboa, Vieira veio criança para a Bahia, em cujo colégio de jesuítas ingressou, ali proferindo os votos religiosos e ali iniciando a sua carreira de extraordinário pregador, êle que haveria de ser considerado o gênio da parenética portuguêsa. Aliás, pela sua identificação com os problemas do Brasil, focalizados em alguns dos seus mais belos sermões, Vieira está hoje definitivamente incorporado à nossa história política e literária.
De regresso a Portugal em 1640, envolveu-se na agitação política conseqüente à restauração, exercendo várias missões diplomáticas e advogando em mais de uma oportunidade a causa dos judeus proscritos. Cedo desiludido da política, tornou ao Brasil, onde se demorou até 1661, ano em que se iniciou contra êle um processo da Inquisição. Condenado após sete anos de encarceramento, acabou alcançando, graças a uma reviravolta política, o perdão real. Transladou-se então para Roma, onde se demorou allguns anos, e veio finalmente morrer no Brasil, no mesmo Colégio da Bahia em que ordenara sacerdote. ”
(Fonte: Grandes Cartas da História – Editora Cultrix – São Paulo - Página 106, 107,108 e 109 )


DO PADRE ANTÔNIO VIEIRA A D.RODRIGO DE MENESES DE ROMA , A 24.X.1671 SOLI

“Senhor. _ V.Sª. não estranha a cláusula, porque é a com que na nossa Religião se escreve aos prelados, quando a carta não há-de passar a outros olhos nem ouvidos.
Recebi a de que V. Sª.me fez mercê , escrita em 31 de agôsto , e ali com tanto agradecimento como dor, a qual me atravessou a alma tantas vêzes quantas li o nome de S.A., a que Deus guarde. V. S.ª me segura a sua graça, e eu mereço a S. A. tôda, porque ninguém ama e adora a sua pessoa, nem estima a sua fama, nem deseja a conservação, felicidade e aumento de sua monarquia mais que eu; e digo mais e não tanto, porque falo com V. S.ª, a quem só reconheço igualdade neste afeto.
Manda-me V. S.ª diga o que sinto acêrca do caso de Odivelas, e remédio de semelhantes escândalos. Confesso a V. S.ª que no mesmo dia em que chegou a nova, com a sagrada hóstia nas mãos me senti inspirado a dizer o que se me oferecia; mas, considerando que as razões que eu dissesse bastava serem minhas para que não se aceitassem, me pareceu melhor deixá-las à ventura de que ocorressem a outros sem êste perigo, pôsto que, segundo a cópia do decreto que cá chegou, vejo que não ocorreram ou não foram recebidas, com que me cresce nôvo motivo de desconfiar delas. Contudo, porque V. S.ª me manda e falo com V.S.ª, farei conta que não passam de mim; e assim direi brevíssimamente o que diante de Deus julgo por mais conveniente ao seu serviço e ao de S.A. que é o mesmo.
Os danos , Senhor, que experimentou até agora Portugal com os Cristãos-Novos, se reduzem principalmente a cinco. Primeiro: a contagião do sangue pela mistura com os Cristãos-Velhos. Segundo: os sacrilégios ocultos que são infinitos e sabidos. Terceiro: a infâmia da Nação, pela língua que falam, em todo o Mundo. Quarto: a perda das Conquistas, com a extensão da heresia e impedimento da propagação da Fé, pelo que ajudam as armas e o poder dos hereges. Quinto: a diversão e extinção do comércio, cujas utilidades logram os estrangeiros, assim pelos mercadores que têm em Portugal, como pelos cabedais dos Portuguêses, que por mêdo da confiscação trazem seguros em tôdas as outras praças da Europa.
Êstes inconvenientes se pretenderam até agora evitar por meio da Inquisição, mas pôsto que êste tribunal seja santíssimo e ùnicamente necessário para a conservação de pureza da Fé, a experiência tem-nos mostrado que não basta só êle para o remédio, e a mesma experiência ensina que, quando um remédio não aproveita, se devem buscar outros mais eficazes, como S.A. com tanta piedade e prudêcia resolveu se fizesse.
Se os meios que se propuseram e se têm decretado foram suficientes para acudir a êstes inconvenientes, não havia mais que desejar. É porém certo que, exceto o primeiro dano dos casamentos, que em parte se remedeia, todos os outros não só ficam em pé, mas com muito mais danosas e evidentes conseqüências, assim para a mesma Fé como para o Estado.
Se é êste o comum sentir de Roma e de tôda a Europa, informe-se S. A. de seus ministros. Eu só possso testemunhar desta casa, que, como já disse a V. S.ª, é uma abreviatura do Mundo. Ao Padre Assistente e mais protuguêses que aqui nos achamos parece que a dita resolução se não devia tomar, e muito menos executar-se, pelos manifestos inconvenientes dela, a que não chamam menos que perdição do Reino e das Conquistas. O mesmo sentem os padres italianos, franceses e alemães, não com pouca admiração do decreto, ainda que com grande reverência do zêl de S.A. Só os Castelhanos por dentro estimam muito esta expulsão, não só pelo que experimentam na sua dos Granadinos, mas porque consideram a diferença e conseqüências que se lhe podem seguir, tirados de Portugal e passados a Castela os que com os seus cabedais sustentaram a guerra.
Suposto isto, o meu voto seria uma doutrina muito alta, mas em matéria muito baixa, como é a de que se trata, e que muito claramente demonstra tudo. O estêrco (diz Santo Agostinho) fora do seu lugar, suja a casa, e pôsto nos eu lugar fertiliza o campo: e, aplicando-se a doutrina e semelhança ao nosso caso, com o maior dos doutôres digo, Senhor, que os Judeus se tirem de onde nos sujam a casa, e que se ponhamonde nos fertilizem o campo. Assim o faz o Papa, e a Igreja Romana, que é a regra da Fé e da Cristandade, tirando desta permissão muitos proveitos espirituais, e evitando muitos inconvenientes temporais. Lancem-se de Portugal os Judeus, os sacrilégios, as ofensas de Deus, e fiquem em Portugal os mercadores, o comércio, a opulência, e tenham de aqui por diante separados a doutrina, que nunca tiveram até agora, e os que se converterem serão verdadeiros cristãos, e os demais importa pouco que vão ao Inferno de aí ou de outra parte, como de aqui vão também aos pés de S. Pedro.
Pergunto a V. S.ª pelo amor de Deus, pelo amor da Fé e pelo amor do Príncipe: Qual é melhor? Judeus declarados ou judeus ocultos? Judeus que casem com Cristãs-Velhas ou judeus que não casem? Judeus que confessem e comunguem sacrilegamente ou judeus que não façam sacrilégios? Judeus que afrontem a Nação, ou judeus que a não afrontem? Judeus que enriqueçam Itália, França, Inglaterra e Holanda, ou judeus que enriqueçam Portugal? Judeus que com seus cabedais ajudem os hereges a tomar as conquistas e impedir a propagação da Fé e propagar a heresia, ou judeus que com os memsos cabedais ajudem as armas do príncipe mais católico a recuperar as mesmas conquistas e dilatar a Fé por todo o Mundo? Assim o tinha determinado El-Rei, que está no Céu, e não o fêz porque não tinha paz nem acesso ao Pontífice.
Mais, Senhor, é certo que a heresia é mais contagiosa que o Judaísmo: antes o Judaísmo não é contagioso, e a heresia sim e muito, como se experimenta com tôdas as nações da Europa, onde tantos se fazem hereges, e nenhum judeu.”


ESTUDO SOBRE O SISTEMA SESMARIAL

(Costa Porto: páginas 36 e 196)

“Sesmarias – são propriamente as dadas de terras, casais ou pardieiros que foram ou são de alguns senhorios e que já em outro tempo foram lavradas e aproveitadas e agora não são. O objetivo da legislação é não permitir terras incultas e se não aproveitadas, seriam confiscadas para distribuição a quem as queira aproveitar. Exemplo de uma demarcação: “tomamos a dita carta e lemos e conforme a ela fomos ao camynho que vay para o Reciffe e perto dessa Villa de Olinda, onde antigamente se chamava o caminho onde mataram o Varella e semdo lá se pôs o dito demarcador perto de um oity onde metteo um marco de pedra... e do dito marco foi... pelo rumo Noroeste onde metteo dois marcos dali ao marco que metteo perto do oity... e foi correndo pelo Sudoeste e metteo outro marco de pedra... e dali se tornou ao caminho do carro... onde se acabou a dita terra por amor do caminho de carro... e logo metteo outro marco... e mays bayxo metteo outro marco... á qual demarcaram o dito Manuel Alves houve por demarcada, feita e acabada. (tombo 30)”.

Casal – lugarejo de poucas casas
Oity – planta da família das rosáceas.

Data de 1375 a Lei de Sesmaria, que incorporada às Ordenações Afonsinas foi conservada nas Ordenações Manoelinas (1521), Filipinas (1603) e na recompilação ordenada por Dom João IV e Restauração.
Fonte: Introdução à Rev . APM – Vol. I – ano XXXVI – 1988, p.11.


CONCESSÕES DE SESMARIAS EM QUELUZ DE MINAS

Nomes data Cód. Pág.
Salvador Fernandes Furtado de Mendonça
Sítio do Morro Grande, para a parte do Brumado Em 1965 esteve em Itaverava 23.03.1711 - -
Jerônimo Pimentel Salgado
Sítio da Borda do Campo, em Carijós, junto das Congonhas- Freg. N.S. da Conceição 26.03.1711 Sc 07 82
Cap. Antônio Furquim da Luz
Sumidoro 27.03.1711 - -
João da Silva Redondo
Sítio Redondo- Caminho além das Congonhas 29.03.1718 Sc 12 07
Domingos Rodrigues Lima
Itaverava 26.03.1724 Sc 21 176
Manoel Alz. Braga
Fazenda da Serra Camapuan de Santo Amaro- Freg. Carijós- Termo da Vila de S. José - Com. do Rio das Mortes 23.07.1759 Scl 25 72
Domingos Pacheco
Morro do Chapéu- Freg. Carijós 30.11.1759 Scl 27 08
Manoel dos Santos Pereira
Margens do Ribeirão Conceição- Freg. Itaverava- termo de Mariana 01.03.1760 Scl 27 114
Luiz Pinto Guedes
Fazenda Fundão- margem do Rio Itaverava 14.08.1760 Scl 29 40
José Tavares de Mello
Palmeira- Freg. Carijós 06.05.1760 Scl 27 168
Miguel Cardoso de Andrade
Fazenda Fundão de uma e de outra parte do Rio Itaverava 14.08.1760 Scl 29 40
Miguel Simões dos Santos
Paragem Tapeba - Freg.- Carijós - Termo Vila São José 25.10.1760 - 75
Clara da Costa
Barra do Ribeirão Lamim - Itaverava 11.12.1760 Scl 29 89
Manoel Pereira de Azevedo
Paragem Camapuan - Freg. Carijós - Termo de Vila São José 30.07.1761 scl 29 120
Felisiano Mendes (Felisiano)
Sítio Boa Vista e Campos Gerais 21.03.1764 Sc 129 201
Domingos Carvalho de Araújo
Par. Conceição - Freg. Itaverava- Termo de Mariana 02.07.1764 scl 46 87
Francisco José Roiz
Ribeirão Bom Sucesso, acima da Freg. Itaverava 30.10.1784 sc 234 90
José, João, Joaquim e Amaro da Costa Guimarães
Itaverava (ver no final) 1785 - -
João Luiz Calheiros
Sítio de Três Barras das Embrajaúbas, Freg. Itaverava- Termo de Mariana 26.04.1785 Sc 234 103v
Manoel Fernandes Coimbra
Paragem Águas Novas - Freg. Carijós- comarca Rio das Mortes 01.09.1786 Sc 234 186v
Domingos de Brito
(ver no final) 1738 - -
Manoel da Costa Guimarães
Possuidor da roça Boary - sítio nas Catas Altas, comarca Rio das Mortes; de um lado divisa com Luiz Rodrigues Milagres, de outro com João Nunes Perdigão 08.06.1744 - -
Clemente Fialho Garcia
Freg. N.S. da Conceção do Campo Alegre dos Carijós 19.01.1750 Sc 90 229v
Antônio Alves Pereira
Morro do chapéu 23.01.1750 Sc 90 240
José Pires Loureiro
Freg. Itaverava - Rio das Mortes 27.07.1753 Sc 106 73
Antônio Queiros Monteiro
Ribeirão do Lami (sic), freguezia Itaverava- Com. Rio das Mortes 18.08.1753 Sc 106 175
Gualter Moreira de Oliveira
Freg. Itaverava - Comarca Rio das Mortes 18.08.1753 Sc 106 176
Manoel da Rocha de Carvalho
Ribeirão do Lami (sic) - Freg. Itaverava, Comarca Rio das Mortes 15.09.1753 Sc 94 212v
Cap. Thomé Fernandes Santhiago
Ribeirão das 7 Cachoeiras- Santo Antônio de Itaverava - CRM 28.11.1753 Sc 106 133v
Cap. Baptista Pereira da Costa
Sítio Amaro Ribeiro- Bananeiras- CRM 17.04.1754 Sc 106 149
Manoel Silveira de Azevedo
Freguesia N.S. da Conceição do Campo Alegre dos Carijós - CRM 19.12.1755 Sc112
Alferes Domingos Galvão
Fazenda na Freguesia N.S. da Conceição dos Carijós - Termo Vila São João Del Rei 08.06.1757 Sc 119 03v
Joseph de Barros Pedroso
Parada Jequitibá - Freg. Itaverava - Termo da Vila de São José 14.04.1757 Sc 112 177
Francisco Antunes Veloso
Paragem Cachoeira do Córrego Morro do Chapéu - Freguezia Carijós 23.03.1759 Sc122 182v
Manoel Pereira Guimarães
Freg. Itaverava, Termo da Vila São José 25.04.1759 Sc 125 74
Francisco Roiz Gomes
Fazenda em São Gonçalo- freg. de Carijós 22.05. 1759 Sc 122 191
Teodósio Pereira Brandão
Junto à Capela de São Gonçalo - freguezia de Carijós 13.07.1759 Sc 125 47
Francisco Vieira Fagundes
Fazenda Paraopeba do Redondo - freg. Congs. Do Campo 20.07.1759 Sc 125 70v


ROMEU GUIMARÃES DE ALBUQUERQUE DE AMANUENSE PARA AMANUENSE

Em 01 de janeiro de 1905 o amanuense Américo de Souza Lima transferia os encargos da secretaria ao novo amanuense da Câmara Municipal de Queluz, senhor Romeu Gumarães de Albuquerque e, com ele, uma história da “Creação e Fundação da Cidade e Município de Queluz”, Estado de Minas Gerais, editado pela tipografia e papelaria Monteiro – Rua Castilho Lisboa, número 25, em 1907.
Primeiro ato como Amanuense junto á Câmara:

CÂMARA MUNICIPAL DE QUELUZ:

“De ordem do exame do Dr. José Caetano da Silva Campolina, presidente da Câmara e agente do executivo municipal, faço público que, em virtude do disposto na lei n. 169, de 28 de setembro de 1905, acha-se em hasta público para ser arrematado por quem melhores vantagens oferecer, qualquer cidadão ou empresa por ele organizada, os serviços de instalação de água, luz elétrica e esgoto nesta cidade, tomando- se como base para contraste o que ficou estabelecido na mesma lei, que em seguida a esta sai publicada. Convido, pois, às pessoas que desejarem concorrer a esses serviços enviarem as suas propostas em cartas fechadas ao exemº . sr. dr. agente executivo ou a esta secretaria até o dia 28 de outubro próximo. Para conhecimento de todos passei este edital, que será afixado no lugar de costume e publicado pela imprensa.
Secretaria da câmara municipal de Queluz, 28 de setembro de 1905. – o amanuese da secretaria, Romeu Guimarães de Albuquerque.
O povo do município de Queluz, por seus representantes, decretou e, eu, em seu nome, sanciono e mando executar a seguinte lei: Dr. José Caetano da Silva Campolina.”

LEI N. 169, DE 28 DE SETEMBRO DE 1905:

“Autoriza o agente executivo a contratar os serviços de abastecimento dágua, luz elétrica e esgotos nesta cidade. A câmara municipal de Queluz, eleita pelo povo para o exercício de sua soberana, decreta a seguinte lei:
Art.1º. – Fica o agente executivo autorizado a contratar, mediante concorrência pública, com quem melhores vantagens oferecer, qualquer cidadão ou empresa por ele organizada, os serviços de abastecimentos de água potável, iluminação elétrica e esgotos desta cidade.
Art.2º - O agente executivo exigirá os concessionários, para ser firmado o contrato, uma caução nunca inferior a cinqüenta contos de réis (50:000$000), a qual ficará em depósito nos cofres municipais.
Art.3º - O concessionário fará as instalações domiciliares de água, luz elétrica e esgotos, por conta dos proprietários das casas e gosará por trinta (30) anos das contribuições a que tiverem direito pelo fornecimento de água e luz e serviços de esgotos.
Art.4º - Essas contribuições nunca poderão exceder de trinta seis (36) mil réis anuais de água (por pena), de vinte e quatro (24) mil réis anuais para os esgotos por casa e de dois mil e quinhentos réis (2$500) mensais por foco elétrico de quinze (15) velas.
Art.5º - O concessionário é obrigado a estabelecer nas ruas da cidade cento e cinqüenta (150) focos elétricos para a iluminação pública, onde o agente executivo determinar, tendo cada a força de vinte e cinco velas no mínimo, mantendo-as à sua custa, e a abastecer de água e esgoto os edifícios públicos municipais, pagando anualmente a Câmara ao mesmo concessionário seis (6) contos de réis.
Art.6º - Para a instalação nesta cidade dos serviços a contratar a Câmara Municipal fará a desapropriação dos terrenos municipais e queda dágua preciosos, pagando o concessionário a importância da indenização arbitrada a despesas feitas para esse fim.
Art.7º - Fica estabelecida a multa de cinqüenta (50) mil réis anuais, que recairá sobre os proprietários de prédios de valor locativo superior a duzentos (200) mil réis, que não tiveram pena dágua, revertendo tal multa a favor do concessionário.
Art.8º - O concessionário será obrigado a ter nesta cidade uma casa de negócio, em que tenha à venda todos os objetos indispensáveis para os serviços de água, luz e esgoto, ficando isento de impostos municipais.
Art.9º - O concessionário poderá explorar os serviços contratados, por si ou por uma empresa que organizar, não podendo contudo transferir o contrato senão com o assentimento do agente executivo.
Art.10º - São obrigados a ter esgotos as casas de valor locativo superior a duzentos (200) mil réis, havendo a multa anual de cinqüenta (50) mil réis, que reverterá para o concessionário, ao qual pagarão os proprietários que infringirem tal disposição.
Art.11º - O concessionário pagará uma multa de dez (10) contos de réis todas as vezes que violar qualquer das cláusulas do contrato.
Art.12º - Findos os trinta anos para a exploração dos serviços contratados, todas as instalações serão revertidas para a Câmara Municipal, não tendo o concessionário direito a qualquer indenização, salvo se não tiver, findo esse prazo, amortizado capital e juros.
Art.13º - A Câmara Municipal garante ao concessionário o juro de oito por cento (8%) anuais sobre a quantia despendida até o máximo de quatrocentos (400) centos de réis com o imposto de indústrias e profissão, correndo a garantia de juros depois de instalados os serviços.
Art.14º - O concessionário será obrigado a pagar o ordenado que o agente executivo determinar a um fiscal que a Câmara terá para velar pelo comprimento do contrato. Esse fiscal será da confiança do agente executivo e por ele nomeado, nunca podendo exceder os honorários a três contos de réis anuais.
Art.15º - Ficam a cargo do agente executivo as cláusulas do contrato a fazer-se, que garantam os interesses dos municípios e os dos cofres públicos, ficando autorizado também a resolver sobre os prazos para o inicio e o fim da regular instalação dos serviços contratados, impondo as convenientes multas.
Art.16º - O concessionário não poderá transferir que fizer com a Câmara, senão depois de instalados os serviços que tomou a seu cargo pelo referido contrato, tudo conformem o art. 9º.
Art.17º - Fica salvo á municipalidade o direito de, passados dez anos, encampar todos os serviços instalados pelo concessionário, mediante indenização feita ao mesmo de seus dispêndios, desde que nesse período tenha recebido um juro de dez por cento ao ano de seu capital.
Art.18º - Para a cálculo de garantia de juros sobre o capital, considerar-se-á sempre a renda bruta da empresa, afim de apurar-se a responsabilidade da Câmara, não se computado no cálculo a anuidade desta.
Art.19º - A Câmara encarregar-se-á sempre de efetuar as cobranças dos devedores que opuzerem dúvidas nos pagamentos ao concessionário.
Art.20º - Revogam-se as disposições em contrário. Sala das sessões da Câmara Municipal de Queluz, 28 de setembro de 1905.
Dr. José Caetano da Silva Campolina, Luiz Gonzaga de Assis, João Antônio Nogueira Coelho, Balbino Augusto de Miranda, Antônio Moreira da Costa, José da Costa Carvalho, João Baptista Henriques.”

(Publicado no ``Minas Gerais´´ de 12.10.1905, p.4).


CREAÇÃO E FUNDAÇÃO DA CIDADE E MUNICÍPIO DE QUELUZ ESTADO DE MINAS GERAIS

(Emblema: uma prensa, um livro, papel e outros objetos)/Queluz de Minas/Typ. E Pap Monteiro & Comp.Rua Castilho Lisbôa, Nº 25/1907/Autor: Américo de Souza Lima.

“No principio do século XVIII passado, um certo número de aventureiros, que mineravam na serra de Ouro Branco, juntaram-se com os outros índios da aldêa Carijós e erigiram uma igreja à Nossa Senhora da Conceição, a qual foi creada parochia em 1709; edificaram-se, depois, mais duas invocações de Santo Antonio, no alto do morro d´este mesmo nome, e de Nossa Senhora do Carmo. Em 19 de setembro de 1790, o Governador Luiz Antonio Furtado de Mendonça, Visconde de Barbacena, atendendo à supplica que lhe fora dirigida pelos habitantes da povoação que então se denominava - Campo Alegre dos Carijós-, cujo solo pertenceu a Jeronymo Pimentel Salgado, a elevou a cathegoria de Villa, sob a denominação de “Real Villa de Queluz”, em homenagem ao “Palácio Real de Queluz” que pertenceu, na sua origem, à D.Chrystovão de Moura e mais tarde a D. Pedro II r D. Maria I, Reis de Portugal; ficando assim desmembrado do termo da de São José a que pertencia o referido Arraial. Foi creada Freguezia por Ordem Regia de 1752 e elevada à Cidade em 2 de janeiro de 1866 pela Lei Provincial nº 1276. É sede da Comarca de seu nome d´esde 15 de julho de 1872, creada pela Lei Providencial nº 1867. Tem, atualmente, um periódico, publicado aos domingos, sob o título de “Gazeta de Queluz” e direcção do Snr. Antonio Raymundo Alvares da Costa: casa de Camara, Forum, cadeia, cinco escolas públicas de instrucção primaria, duas agências do correio, um collegio regido pelas Irmãs da Congregação da Divina Providencia; hospital em construcção; estação telegraphica, seis pharmacias, seis médicos e seis advogados; três fabricas de cerveja, seis de violas, violões, bandolins etc. e uma de sabão: importantes casas commerciaes de fazendas, armarinho, ferragens, seccos e molhados; cinco padarias, sendo a “Padaria Central”, de propriedade do Snr. Francisco Ananias de Sant´Anna, a primeira que se fundou nesta cidade, em 1882, cinco alfaiatarias, seis officinas de sapateiros e três de funileiros; tres hotéis e diversas casas de pensão; quatro açougues onde são abatidas, diariamente, seis rezes; três Clubs: o “Castilho Lisboa”, “Bohemios”, e o de “Italia”, destinados, aquelles a diversões e este a benificência; duas Sociedades: A “Dramática dos Carijós” que contruio um theatro sob a denominação de “Santa Cecilia” e a “Protecção da Instrucção” cujo fim é prover de vestuários e utensílios collegiaes aos alumnos pobres, e duas bandas de musica: “Santa Cecília” e “Centro Operario”. A população do districto da cidade, segundo dados estatísticos, é de 9.000 almas. A cidade apresenta agradável aspecto, com excellente clima e acaba de ser abundantemente abastecida de superior água potável devido aos esforços do actual Presidente da Camara, Dr. José Caetano da Silva Campolina e a perícia do hábil engenheiro Dr. Joaquim de Almeida Lustosa, sob cuja direcção foram feitos os serviços de abastecimento que, no momento em que são escriptas estas linhas (2 horas do dia 24 de março de 1907), acabão de ser inaugurados. As suas principais ruas são calçadas e iluminadas à gaz acetyleno, havendo contracto já firmado pela Camara e o Snr. Leonardo A. Gutierrez, para a installação da luz electrica. Acha-se a 980 metros acima do nível do mar e está ligada a Capital Federal e a de Minas pela Estrada de Ferro Central de Brazil, cuja estação “Lafayette” deu nome ao aprazível e populoso bairro onde se acha edificada nas margens do rio “Bananeiras”; trazendo grande incremento para a cidade que se estendeo até ahi, ficando dividida em dois bairros, os quais pela sua extensão já podem ser divididos em dois districtos para terem mais fácil administração. No districto da cidade há ricas jazidas de marganez que estão sendo exploradas pelas seguintes Companhias: “Morro da Mina”, “Gonçalves Ramos & Comp.”, “Societé Anonyme des Mines de Manganese de Ouro Preto” e “A Thum” que também faz parte da exploração de uma mina aurífera na povoação da “Passagem”. Há tambem diversas ollarias, sobressahindo entre estas a “Olaria Esperança”, de propriedade dos Srs. Antonio Dias de Souza e José de Souza Salgado, por ser a única onde se fabricam - tijolos refractarios - empregados em altos fornos de fundição, eguaes aos fabricados na Europa. Estão comprehendidas dentro das divisas do districto as povoações: Buarque de Macedo (estação da E.F.C.B), S. Gonçalo, Bocaina, Passagem, Rancho Novo, Tiririca, Amaro Ribeiro, Violeiros, Muinhos e Fazenda do Sande, Miguel Burnier (estação da E.F.C.B.) que, sob a administração da municipalidade de Ouro Preto, pertencem, por Lei, ao districto desta cidade. Há muitos outros pequenos povoados. A Igreja Matriz, onde se achavam homisiadas as forças Legalistas durante a revolução de 1842, foi alvo das balas inimigas por servir de forte aos mesmos. Estes, respondendo ao fogo que lhes era feito, fizeram desapparecer das fileiras das revoltados a figura, sympathica do filho do General Galvão, Fortunato Nunes Galvão, o qual foi mortalmente ferido no momento, em que de um sobrado próximo a Matriz, fazia fogo para esta. Morreo ao lado de seu pae, sob cujas ordens servia com as forças pelo mesmo comandadas e que se achavam então entrincheiradas no referido sobrado. O Município compõe-se de onze districtos, inclusive o da cidade, e é representado por uma Camara Municipal composta, actualmente dos seguintes cidadãos: Dr. José Caetano da Silva Campolina, Presidente; Capm. José Ferreira de Egypto, vice-presidente; Capm. Luiz Gonzaga de Assis, secretario; Cel. João Antonio Nogueira Coelho, Major Luiz Gonzaga de Mello, Capm. Balduino Augusto de Miranda, Capm. José da Costa Carvalho, João Baptista Henriques, Antonio Moreira da Costa e Altonio Alves dos Reis. Faltam dous vereadores que não tomaram posse. Cada districto é representado por um vereador.”


SANTO AMARO
ORAGO DE SANTO AMARO

A povoação de Santo Amaro foi fundada em 1730 por Amaro Ribeiro que alli erigio uma capella à Santo Amaro. Foi um dos seus primeiros povoadores, José da Costa Oliveira, filho de Braga, do qual são netos o Barão de Pouso Alegre e Padre Manoel Rodrigues da Costa, réo da Inconfidência e membro da Assembléia Constituinte e bisneto do Conselheiro Lafayette Rodrigues Pereira que nasceo nesta freguesia em 28 de março de 1834, e é considerado o primeiro jurisconsulto brasileiro. É regado pelo rio Paraopeba e pertencia ao districto de S. Braz de Suassuhy, hoje município de Entre Rios, do qual foi desmembrado pela Lei Providencial nº 2474, de 23 de outubro de 1878. Dista 18 quilometros da sede do município. O seu território confina com os dos districtos de S. Caetano, Gloria, Suassuhy, do município de Entre Rios e Queluz, compreendendo os povoados: Casa Grande, Christiano Ottoni, Ollaria, Figueiredo, Ribeirão do Inferno e Aguada Grande. Tem duas escolas publicas de instrucção primaria, agencia do correio e uma ollaria onde se fabricam excellentes manilhas para encanamento de água. O digno e virtuoso Vigário da freguesia, José Pedro Gurgel, muito tem se esforçado para a prosperidade do districto auxiliado pelo Cap. Balduino Augusto de Miranda, representante do mesmo districto na Camara Municipal. A sua população é de 4.000 habitantes.

AO LEITOR:

Dando à publicidade o presente opúsculo, tivemos em vista somente fazer um trabalho de alguma utilidade os que, como eu, tem amor ao seo torrão natal e guiados por esse sentimento ligam importância à historia da sua pátria. Baseando-nos em documentos authenticos archivados na secretaria da Camara d´esta cidade, em informações seguras e insuspeitas de pessôas do município e no diccionario geográfico pelo pranteado Moreira Pinto, architetamos esta pequena obra, em que reunimos a noticia que n´ella se conta sobre esta comarca, julgando que seremos úteis aos nossos patrícios por trazermos a seo conhecimento não só o que não poderiam senão difficilmente ler visto constar de velho archivo e de informações não impressas, como tambem por divulgarmos a detalhada narração feita por Moreira Pinto, cujo livro não está ao alcance de todas as bolsas. A essa narração juntamos esclarecimentos que devíamos possuir como filhos desta terra que estremecemos, e em cuja sociedade temos vivido até hoje. Foi com tal material e levados apenas pelo desejo de prestar pequeno serviço aos filhos de Queluz, especialmente a mocidade escolar, que construímos o minúsculo livro que ides ler e para o qual pedimos vossa indulgência, attendendo ao fim que tivemos em vista: a boa intenção de sermos útil. XIII – III – CMVII.


SÃO CAETANO DO PARAOPEBA
ORAGO S. CAETANO

A primeira capella foi erigida junto a ponte sobre o rio “Paraopeba”, que banha o seu território, pelo Padre Caetano da Costa Pereira, isto há oitenta anos mais ou menos, sendo depois demolida e reedificada onde se acha hoje. Confina com os districtos de Santo Amaro, Gloria e Carandahy do município de Barbacena, comprehendendo os povoados: Vieiras, Cabeça d´Anta, Engenho, Francklin etc. Tem um escola publica de instrucção primária e dista da sede do município 24 Kilometros. A sua população é de 1.500 almas.


GLÓRIA
ORAGO N. S. DA GLORIA

O seo territorio pertenceu ao districto de Carandahy, tendo sido desemembrado e encorporado ao de Capella Nova das Dores, pela Lei Providencial nº 767 de 2 de maio de 1856, e mais tarde foi elevado a parochia pela Lei Providencial nº 2944 de 23 de setembro de 1882. Tem duas escolas publicas de instrucção primaria e agencia do correio. A sua população é de 4.500 almas. Confina com os districtos de S. Caetano, Sant´Anna, Capella Nova e Carandahy do município de Barbacena, comprehendendo os povoados: Christiano Ottoni (estação da E.F..B), Ribeiro, Campinho, Bernardo Correia e Estiva. Dista da séde do município 33 Kilometros.


CAPELLA NOVA DAS DORES
ORAGO DE NOSSA SENHORA DAS DORES

Foi creada parochia pela Lei Provincial nº 767 de 2 de maio de 1856 e a sua séde transferida para a Capella da Glória em 1864; essas disposições foram, porem, revogadas em 1870 pela Lei Provincial nº 1707, de 4 outubro. Tem duas escolas publicas de instrucção primaria e agencia do correio. Segundo os ultimos dados estatísticos a sua população é de 6.000 almas. Dista 42 kilometros da séde do município. Confina o seo território com o dos districtos do Gloria, Carrapicho, Sant´Anna e Remédios, S. Domingos de Monte Alegre do município de Barbacena, comprehendendo as povoações Ferreiras, Maia, Palmeira, Palmital, Lobas, etc.


LAMIM
ORAGO DIVINO ESPÍRITO SANTO

A séde do districto está assentada na margem occidental do ribeirão do mesmo nome, tributário do Rio Piranga pela margem direita, sendo o seu território elevado a districto em 1768 pelo Governador da Capitania D. Luiz Diogo Lobo da Silveira, tendo sido desmembrado da freguesia de Itaverava pela Lei Provincial nº 184 de 3 abril de 1840, a qual pertencia, como curato. As suas divisas actuaes são: do lugar denominado “Sete Cachoeiras” no rio Piranga, e por esta acima dividindo com os districtos de Cattas Altas de Noruega, Itaverava e Capella Nova das Dores, voltando por um espigão que divide as águas com os districtos da Espera a Oliveira, seguindo sempre o mesmo espigão até Sete Cachoeiras “onde teve principio, ficando dentro destas divisas as povoações: Bocoiba, Piranguinha, Anjos, Pega-Fogo, Cachoeira, Arrudas, Quebra e Martins. Tem duas escolas publicas de instrucção primaria, agencias do correio e uma importante Biblioteca, fazendo parte da mesma uma secção numismática e de manuscriptos onde se encontram os mais raros specimens. O numero de volumes, actualmente, é de 15.000. Foi fundada em 26 de maio de 1898 pelo talentoso e benemérito laminense Napoleão Reis, que occupa elevado cargo na Capital Federal. As letras, n’esse distritcto, são cultivadas de uma maneira admirável, sendo difficil encontrar-se um laminense que não saiba ler e escrever corretamente. A música conta também com fervorosos adeptos, havendo diversas senhoritas inspiradas compositoras. É berço do Dr. Augusto Castro de Lafayette, considerado hoje como um dos primeiros latinistas brazileiros. A sua população é de 3.500 almas. Dista da séde do município 48 Kilometros.


CATTAS ALTAS DE NORUEGA
ORAGO DE SÃO GONÇALO

O seu aspecto physico é montanhoso e tem algumas ruas bastante íngremes. Não tem rios consideráveis que a atravessam; banham´na os riachos Agapito, Piraptinga, Noruega e Água Suja, todos affluentes do rio Piranga. É percorrido pelas seguintes serras e morros: Gama, Santo Ignacio, Cachoeira, Itaqui, Manoel Antônio, Piteiras, Matta Cavallos, Mantiqueira, Noruega, Agapito, Cascalhudo, Cruz, Ponte do Piranga, Joaquim Fortunato, Matta Burros e Estiva. Dista da séde do município 42 Kilometros, do arraial do Lamim e de Itaverava 15 Kilometros; do Carrapicho 18 Kilometros, de Oliveiram município do Piranga, 24 Kilometros, da cidade do Piranga 30 kilometros, de Santa Rita, município de Ouro Preto, 24 Kilometros e da cidade de Ouro Preto, antiga Capital de Minas, 48 Kilometros. Alem da Matriz tem mais duas Capellas entre as quaes a de S. Francisco, em ruínas e em cujos arredores existem as lavras denominadas “S. Francisco”. Attribue-se a fundação do arraial aos exploradores de ouro que ali havia em grande qualidade. Foi creada parochia em 3 de abril de 1840 pela Lei Providencial nº 181. Tem uma escola publica de instrução primaria, agencia do correio e diversas casas comerciais. Confina com os districtos do Lamim, Carrapicho, Itaverava, Oliveira de Piranga e Santa Rita do município de Ouro Preto, comprehendendo os povoados: Agua Suja, Páo Grande, Jequitibá, Noruega, Piraptinga, Gambá, Damásio, Moreira, Sesmaria e Falleados, alem de muitos outros menores. A população de districto é de 3.800 almas.


CARRAPICHO
ORAGO DE SÃO JOSÉ

Seo território foi desmembrado do districto de Lamim e fica a esquerda do ribeirão do “Mello”, dividindo com os districtos do Lamim, Sant´Anna, Itaverava e Capella Nova, compreendendo as povoações: Cemiterio, Ribeiro, Araras, etc. Foi elevado a districto pela Lei Provincial nº 874 de 1º de junho de 1858 e a parochia em 25 de outubro de 1881 pela Lei 2848. Dista da sede do Município 36 kilometros. Tem uma escola publica de instrucção primaria, e a sua população é de 2.500 almas.


SANT´ANNA DO MORRO DO CHAPÉO
ORAGO DE SANT’ANNA

Foi capella das parochias de Queluz e Itaverava sendo encorporada a esta ultima pelo art. I * IV da Lei, Provincial nº 181 de 3 de abril de 1840 e à primeira pelo art. XXVII * XV da de nº 472 de 31 de maio de 1850. Foi elevada a parochia pela Lei Providencial nº 2085, de 24 de dezembro de 1874. Seu território é regado pelos rios Guarará, Sesmaria e Papagaio. Confina com os dos districtos de Itaverava, Gloria, Capella Nova e Queluz, comprehendendo os povoados: Pega-Fogo, Área e Estiva. Tem duas escolas publicas de instrucção primaria e agencia de correio. A sua industria é essencialmente agrícola, havendo importantes fazendas, sobressahindo, entre estas, a da “Fonte Limpa”, de propriedade do Cel. João Antonio Nogueira Coelho, pela sua elegância, decoração e asseio. A população é de 2.800 almas. Dista da sede do município 23 Kilometros.


ITAVERAVA
ORAGO DE SANTO ANTÔNIO

Segundo a tradição, a povoação de Itaverava foi fundada por duas bandeiras de exploradores, vindo uma de São Paulo e outra do Rio de Janeiro, em princípios do século XVIII, as quaes ahi encontraram-se e deixaram algumas pessoas para fazerem plantações que supprissem de gêneros alimentícios durante a exploração. Foi creada parochia por Alvará de 1752. O seo território é montanhoso, porem pequena elevação: seus valles são pouco largos. O rio mais importante que a corta é a Piranga e a única serra que atravessa é a de SO, a O é uma ramificação da Mantiqueira que lhe fica a O e que toma os nomes de serra do Pé do Morro, Moreira, Itaqui e Santo Ignacio, conforme os lugares que percorre. Tem duas escolas publicas de instrucção primaria, agencia do correio e diversas casas commerciais de fazenda, armarinho, seccos e molhados. A sua população é de 5.000 almas. Tem por limites os districtos de Lamim, Carrapicho, Sant´Anna, Cattas Atlas, Queluz e Santa Rita do município de Ouro Preto, comprehendendo os povoados: Barra, Itaqui, Farias, Pé do Morro, Providencia, Sobrado, Moreiras e muitos outros. Dista da sede do município 30 Kilometros.


REDONDO
ORAGO NOSSA SENHORA D’AJUDA

A sua denominação primitiva era “Alto Maranhão”, sendo depois mudado para “Nossa Senhora d´Ajuda do Redondo” e mais tarde, no Governo do Conselheiro Sant´Anna, para “Redondo”. Attribue-se a origem desta denominação a Redondo da Silva, um dos seus primeiros habitantes. A igreja actual foi reconstituída por Constantino Leite da Silva, visto a primeira ter sido demolida por manifestar indícios de desabamento. Existe n´ella um quadro representando o milagre feito por N. S. d`Ajuda, datado de março de 1630. Existem também, no cartório de Paz, autos datados de 1720. Seu território confina com o dos districtos de Queluz, Suassuhy, do município de Entre Rios e Congonhas do Campo do de Ouro Preto, pelo rio Maranhão, comprehendendo os povoados: Santa Quiteria, Monjolos e Bom Jesus de Mathozinhos, bastante conhecido pelas tradicionais festas do Jubileo, no mês de setembro. A sua população, segundo os últimos dados estatísticos, é de 1.800 almas. Dista 18 Kilometros da sede do município. Tem duas escolas publicas, de instrucção primarias.
***O território do Município confina com os municípios de Ouro Preto, Entre Rios, Prados, Barbacena e Piranga. A lavoura é a da cana, havendo, por isso diversos engenhos movidos a água. Cultiva-se também o milho, o feijão, o arroz e a batata, sendo esta grande quantidade e cuja exportação é feita para a praça do Rio de Janeiro. Há importantes fazendas de crear em que se fabricam excellentes queijos e manteiga, e uma, a da “Água Limpa”, no districto da cidade, de propiedade do Snr. Major Joaquim Ignacio Rodrigues, destinado, exclusivamente, a invernada do gado que tem de ser exportado para o Matadouro de Santa Cruz, no Rio de Janeiro, e a cuja industria dedicam os genros do referido Major. A medida da exportação annual é de 2.000 cabeças. A população do município consta de 44.400 almas.
Documentos históricos sobre a creação da Villa de Queluz transcriptos da copia authentica dos mesmos, que se acha archivada na secretaria da Câmara deste Município.Na transcrição é respeitada a orthographia e redacção com que são escriptos.”

Fonte: Dados oferecidos pelo Amanuense Américo de Souza Lima, colega de Romeu Guimarães de Albuquerque em Queluz de Minas.


OUTROS

“A região de Dores do Indaiá, Quartel Geral, Estrela do Indaiá, etc. na margem esquerda do São Francisco foi dada em sesmaria em 1738, a Domingos de Brito, o “abridor do caminho que do Pitanguí se botou para os Goiases”... Este mesmo território foi doado em sesmaria em 1785, a quatro irmãos, oriundos de Itaverava: João da Costa Guimarães, José da Costa Guimarães, Joaquim da Costa Guimarães e Amaro da Costa Guimarães; nos pedidos, os irmãos alegam ter-se estabelecidos há vinte anos, isto é, por volta de 1765”.
(A Decadência das Minas e a Fuga da Mineração- 1971, Waldemar de Almeida Barbosa)

Livro:
“1955 – Gráfica B.H. Ltda – Autor: Leopoldo Corrêa – Achegas à História do Oeste de Minas – Formiga e Municípios Vizinhos”:
Página 20:
“Requeria meia légua em quadra, João Gonçalves Chaves foi testamenteiro em 1751, de Domingos da Silva Santos, pai de Tiradentes. Em 1755, por morte de dona Antônia da Encarnação Xavier, mãe de Tiradentes, vê-se no inventário que o sargento-mor João Gonçalves era confrontante da Fazenda do Pombal.”
Página 73:
“Fazenda São Lourenço, situada na mata de São Miguel, têrmo da Villa de Tamanduá (cartório do 1º Ofício de Formiga).
Esta sesmaria confrontava com os herdeiros de Maria da Assunção, Vicente Rodrigues da Costa, José Rodrigues da Costa, João Bernardes da Silveira, Antônio da Barra e Capitão Joaquim da Costa Guimarães.”

José Antônio Marinho (Cônego Marinho) era vereador em Formiga, apelidado de “Xenofonte”. À pág. 87, consta:
“...O Governo do Império, pelo decreto de 30 de dezembro de 1841, mandou suspender de suas funções e submeter a processos, os respectivos vereadores que eram os senhores: Antônio Fernandes Moreira, Cônego José Antônio Marinho, Jm. José de Oliveira Mafra, Luíz Alves de Magalhães, Francisco de Assis Almeida, Jo´se Maximiano Batista Machado, Carlos Joaquim Maximiano Pereira e doutor Domiciano Leite Ribeiro.”

Manuel da Costa Guimarães possuidor da roça Boarypa, sito nas Catas Altas, Comarca do Rio das Mortes, de um lado divisa com Luiz Rodrigues Milagres, do outro com João Nunes Perdigão (06.08.1744).

Em “Achegas à História do Oeste de Minas” de Leopoldo Correa: A Fazenda São Lourenço – Formiga – confrontava com os herdeiros de Joaquim da Costa Guimarães. Cartório do 1º Ofício de Formiga, página 72. Sesmarias: José da Costa Guimarães – Termo Vila Rica 16.05.1798. Joaquim Costa Guimarães – Termo Pitanguí – 27.06.1785. João da Costa Guimarães - Termo Pitanguí – 27.06.1785. Amaro da Costa Guimarães – Termo Pitanguí – 270.6.1785.



IGUATAMA - Oeste de Minas, de Leopoldo José Ribeiro. Toponímia de Joaquim Ribeiro Costa – Distrito de Nossa Senhora da Abadia do São Francisco, pela Câmara Municipal de Formiga (leis). Paróquia de Porto Real do São Francisco.
Incorporado depois ao município de Formiga (1882) e, depois, ao município de Arcos, com o nome de Porto Real, lei 148, de 17.12.1938. Município e cidade como nome Iguatama atual, por decreto lei 1058, de 31.12.1943.
Monografia organizada na gestão municipal de José de Oliveira Braga, presidente da Câmata Municipal de Itajubá, pelo então deputado estadual Pedro de Alcântara Bernardo Guimarães, último filho do poeta, em 7 de novembro de 1915, incumbido pela edilidade e que foi lente do Ginásio de Itajubá.
Jarbas Guimarães era filho de Domingos Eugênio Guimarães e Maria Lobato Guimarães. Foi nomeado coletor federal em Itajubá em 21.5.1927.
Era ainda diretor do Instituto Agrícola Dom Bosco custeado pelo Estado.
Pedro Guimarães era segundo vice presidente da Conferência São Vicente de Paula, lente do Ginásio de Itajubá. Seu pai, Bernardo Guimarães, faleceu em 19.10.1884. Pedro, deputado estadual, faleceu em Uberlândia, em 16.09.1948.

Coletor Federal era o Coronel Abel Pereira dos Santos.
Fiscal de Consumo era João Rennó.
Coletor Estadual, Antônio Pereira Rennó.
Jarbas Guimarães faleceu em 25.01.1962.
Joubert, seu filho, foi prefeito, por duas gestões de Caxambú- Minas.


SESMARIA DO CAPITÃO ANTÔNIO FURQUIM DA LUZ

“Ao capitão Antônio Furquim da Luz - Antônio de Albuquerque Coelho de Carvalho & - faço saber aos que esta minha Carta de Sesmaria Virgem, que havendo respeito ao que por sua petição me enviou a dizer o Capitão Antônio Furquim da Luz, que ele assistia nestas minas há muitos anos, e dos primeiros Conquistadores delas, que haverá oito ou nove anos se situou ribeirão abaixo ao pé do Sumidouro, onde tinha suas roças e casas e capoeiras lavradas de muitos anos, e as queria lograr em boa fé com títulos de sesmaria para sustentação de sua família, mulher e filhos que tem em sua companhia e muitos escravos para o que necessitava de terras com largueza, que serão setecentos braçais; e me pedia lhe fizesse mercê mandar dar a sesmaria o nome de S. Majestade as terras e capoeiras, que compreendem os seus sítios, fazendo testada rio abaixo, começando da roça de Estevam Francisco até o fim da roça do Padre Vigário com as braças que se achar e cortando para o Brumado ate Miguel Garcia, e rio acima a mesma largura de sua testada, e da mesma sorte as terras fronteiras ao seu sítio da banda norte do dito rio em que estão situados os seus escravos, com a mesma testada dele, e de largueza 500 braçais de sertão. E visto seu requerimento e informação que se me deu e se não oferecer dúvida; Hei por bem, etc, etc...
Data este Arraial do Ribeirão do Carmo, aos 28 de março de 1711”.


ADMINISTRADORES DO SANTUÁRIO DE CONGONHAS

À partir da página 28 da obra editada em 1923, por Antônio dos Santos Monteiro, e que se encontra no Arquivo Público Mineiro,veremos a relação dos administradores do Santuário de Bom Jesus de Mattozinhos, Congonhas do Campo:
“1756-1765 – Feliciano Mendes (iniciador do culto)
1765-1775 – Custodio Gonçalves de Vasconcellos
1776-1790 – Ignacio Gonçalves Pereira
1790-1794 - Thomaz Maia Britto
1794-1807 – Vicente Freire de Andrade
1807-1828 – João Pedro de Jesus Maria
1828-1841 – Padre José Affonso de Moraes Torres
1841-1843 – Padre Antonio Affonso de Moraes Torres
1843-1855 – Padre João Roiz da Cunha
1855-1857 – Padre Manoel Juaquim Ferreira da Costa
1857-1860 – Padre Antonio Valeriano Gonçalves
1860-1864 – As Mezas da Irmandade administram o estabelecimento
1864-1874 – Padre João Roiz da Cunha (administrador pela 2ª vez)
1874-1884 – Esteve intercaladamente sob as administrações dos Padres Antonio C. Machado, Camillo Velloso e Flavio R. de Almeida
1884-1895 – Padre Flavio Ribeiro de Almeida
1895-1900 – Padre Candido Velloso
1900-1912 – Padre Julio Engracia
Em 1912 tomou posse do cargo de administrador do Santuário e até hoje(1923) o exerce o illustre Conego João Pio de Souza Reis.”


DOM PEDRO II EM QUELUZ

"PANORAMA DO PASSADO” (Antônio Luiz Perdigão).

MUSEU – “Lugar destinado não só ao estudo, mas de reunião e exposição de obras de arte, de peças e coleções científicas ou de objetos antigos, etc. ”
(Pequeno Dicionário Brasileiro da Língua Portuguesa, de Aurélio Buarque de Hollanda Ferreira).
Em nossa Conselheiro Lafaiete, Antônio Luiz Perdigão, tem curso que conquistou no Rio que lhe faculta administrar o museu que tem o seu nome. É o que tem feito há muitos anos, com rara competência, tendo editado um livro com o título acima. Eis o que escreveu sobre Dom Pedro II:

“Memórias Lafaietenses – O imperador D. Pedro II visita Queluz. Em nossa coluna de hoje, estamos trazendo aos leitores uma reminisciência histórica, ocorrida na antiga cidade de Queluz, no ano de 1881. Trata-se da viagem que fez S.M. D. Pedro II, Imperador do Brasil , à Capitania de Minas Gerais, partindo da Côrte do Rio de Janeiro, até à capital da Província , Vila Rica de Ouro Preto. Transcrevemos trechos de algumas obras e documentos, relativos à estadia do Imperador em nossa cidade, o que nos dá oportunidade de conhecermos o que era o torrão em que vivemos hoje, 1992, naquela época, 1881.”

“A VISITA (DIÁRIO DA VIAGEM DO IMPERADOR A MINAS)

Do alto das Bandeirinhas já se avistavam casas de Queluz. Parou-se em alguns lugares por causa da liteira. O tempo das pequenas paradas e o do almoço andariam por menos de duas horas. O coronel Pereira apontou-me suas terras do Ribeirão do Inferno e Queluz. Possui outras fazendas que dão-lhe 50 crias de mulas e 100 de poldros no ano. Antes de Queluz atravessa-se o Ribeirão das Bananeiras , onde não vi nenhuma. Ouvi falar também do alto do Paraopeba de onde se goza de vista extensa e bela e da ponte deste rio que ainda não é navegável para canoas nessa altura. A várzea por onde serpeia o Bananeiras é bonita assim como a entrada em Queluz por onde um novo caminho que se fez seguindo o alto do morro. No fundo da cidade e fim de uma subida está a igrejinha de Santo Antônio, e no fundo alteia-se a serra do Ouro Branco coroada de nuvens douradas pelo sol que se punha do lado oposto. O aspecto da cidade é mais pitoresco que o de Barbacena. Descansei um pouco, conversando com a família de Washington, filho do Coronel Pereira, e saí para ver aulas que são duas, agradando-me a de meninos, cadeia, bom edifício por acabar internamente; porém onde falta quasi tudo, não tendo os soldados da polícia nem baionetas nem sabres baionetas.”.


ALMANAQUE DA PROVÍNCIA DE MINAS GERAIS - ASSIS MARTINS - 1865

Município de Queluz
“Este município tem 320 fazendas de cultura, 91 de criar, 4 lavras de ouro, muitos engenhos de cana e casas de negócio. Tece-se e exporta-se grande quantidade de colchas de lã, algodão, panos riscados e cobertores de papa (tão bons como os que nos manda o estrangeiro) além disso, prosperam as fábricas de cera. A sua cultura, entretanto, não tem tido melhoramento algum. Cerca de 60 pontes dão trânsito aos passageiros; destas algumas necessitam de conserto.
Compõe-se o município de 8 freguesias e 13 distritos de paz.

Frequesia e Distrito de Queluz – Tem 201 casas, algumas de 2 andares, pela maior parte de madeira de boa qualidade, e muitas de sofrível perspectiva. Em seu território existem 30 fazendas de cultura e 5 de criar; produzem as primeiras: milho, feijão, arroz, mandioca, batatas, carás e cana em maior quantidade, e as segundas: gado vacum e suíno (só para o consumo), o muar e o cavalar dos quais há alguma exportação; destes as raças tem sido melhoradas.

Além desta povoação existem: o distrito de Santana do Morro do Chapéu, criado por decreto de 14 de julho de 1832 e os pequenos arraiais da Passagem e Alto da Varginha.
Necessita a Matriz de muitos consertos, orçados em 2.912$000.
Sua fábrica no ano passado deixou um saldo de 80 mil réis.
Não tem, porém, patrimônio algum ou bens rendosos, exceção da alfaias e alguma prata obrada.
A capela de Santana do Morro do Chapéu necessita de novo capeamento, reparos no teto, etc. para o que supõe o vigário que 1:000$rs. é suficiente.”

Câmara Municipal
José Joaquim de Oliveira Pena
Dr. José Francisco Neto
Cel. Antônio Rodrigues Pereira
Revmº. Francisco Ferreira da Fonseca
Tte. Cel. Francisco Nemésio Nery da Pádua
Tte. Cel. Antônio Rafael Martins de Freitas
José Francisco Teixeira Pena
Secretário – Jacinto José de Siqueira
Juiz de Paz – Alferes José Ferreira de Faria
Jm. Lourenço Baêta Neves Júnior
Alferes José Antônio Dias Ministério
Dr. Francisco José Pereira Zebral
Advogado – Aniceto Pinto de Barros.

Comarca de Ouro Preto – Município de Queluz

Professores de primeiras letras :
D. Maria Clara do Nascimento
Tte. Francisco Balbino de Noronha Almeida

Vacinador
Dr. Francisco José Pereira Zebral

Boticários
Antônio Joaquim da Silva
José Joaquim de Santana Beato

Queluz e Bom Fim – Comando Superior da Guarda Nacional
Cel. Comandante Superior – Antônio Rodrigues Pereira
Tte. Cel. Chefe do Estado Maior – Alcides Rodrigues Pereira
Major Ajudante de Ordens – Gervásio Joaquim de Souza
Dito - Cândido Saraiva Nogueira – Cap. Secr. Geral – vago.
Dito Quartel – Mestre – Laponerei Rodrigues Pereira
Dito cirurgião – mor – Dr. Francisco José Pereira Zebral

4º. Batalhão do serviço ativo de Queluz
Tte. Cel. Comandante – Luiz Gonzaga de Mello
Tte. quartel – mestre – Luiz Gonzaga de S. Pantaleão
Dito cirurgião – José Joaquim de Sant’ Anna Beato
Alferes Secretário – José Ferreira de Faria
Dito porta bandeira – Joaquim Fajardo de Mello

1ª. Companhia parada na Vila de Queluz
Capitão – Vago
Tte. Antônio Tavares de Mendonça
Alferes José Marcelino de Almeida
Dito - José Antônio Dias

Nota: - Não foram aqui registrados: Santo Amaro, São Caetano, Brumado, São Braz de Suaçuí, Redondo, Lamim, Itaverava, Glória e Capela Nova.

Corpo eleitoral da Província até a última revisão de alistamento, em 1863:

Queluz:
Dr. Antº. Jm. de Souza Paraiso
Santo Amaro
José Francisco de Albuquerque;
Capela Nova
Antônio Francisco de Albuquerque; e Augusto Cesar Rodrigues;
Itaverava:
Antº. Ávila da Silva Jr., Barão de Coromandel, Antº. Peregrino de Paula Andrade, Egydio de Paula Andrade;
S. Brás de Suaçuí:
João Correia da Silva Loureiro Júnior, Antônio Correia da Silva Loureiro, Cassiano Antº. da Silva Campolina, Francisco Correia Loureiro e Manoel Correia Loureiro;
Entre Rios:
Antº. Cândido Pereira Brandão, Francisco da Anunciação Teixeira Coelho, Joaquim José de Souza Coelho, José Balbino de Noronha Almeida e Luiz Balbino de Noronha Almeida ;
Carrapicho:
Antº. Juvêncio Balbino de Noronha.


Escrivão:
João José de Souza
Juiz Municipal e Delegado de Polícia:
Firmino Antônio de Souza Júnior.
Escrivão de Órfãos:
Tte. Cândido Miranda Pereira Brandão
Tabeliães:
Guilherme Pinto de Andrade e Manoel Dias da Silveira (também Escrivão do Juri)
Partidores:
Francisco de Souza Leão, Tte. Francisco Balbino de Noronha Almeida
Contador e distribuidor:
Francisco Balbino de Noronha Almeida
Curador Geral de Órfãos:
José de Souza Teixeira
Advogados:
Dr. Aniceto Pinto Barros, Dr. José Joaquim Baêta Neves e Jacinto José de Siqueira (provisionado)
Subdelegado:
José Albino de Almeida Cirino
Inspetor Municipal:
Rev. Domiciano Teixeira Campos
Dito paroquial:
Francisco de Souza Leão
Vigário colado e forâneo:
Rev. Domiciano Teixeira Campos
Agente de Correio:
João Loureiro de Albuquerque – passou a administrador da Recebedoria de Três Ilhas, conf. Diário de Minas de Ouro Preto de 24.11.1864 , nº. 342.
Coletor Geral Provincial:
Francisco Coelho de Albuquerque.
Escrivão de Coletoria:
João Crisóstomo de Queiroz
Negociantes e fazendeiros:
Antônio Alves Bebiano, Francisco Coelho de Albuquerque (2º do nome), José Albino de Almeida Cirino, Dr. Zebral & Vidigal, Antônio Dias Faria Jr., Antônio Soares Terra, Francisco Teixeira de Siqueira, João Albino de Almeida, José Ignácio Gomes Carneiro, Antônio Mendes de Souza, Cândido Virgílio Vaz de Lima, Daniel Lourenço Baêta Neves, Eloy Evangelista Vaz de Lima, Francisca Maria de Jesus, Francisco Lopes de Faria, João Nogueira Coelho, Joaquim Lourenço Baêta Neves, José Nogueira Coelho, José Vicente de Almeida e Remígio Antunes de Siqueira.

Não somente Queluz, mas vários municípios mineiros, não eram providos de Juiz de Direito, promotor de justiça e oficial de justiça em 1865.


ALMANAQUE DA PROVÍNCIA DE MINAS GERAIS - ASSIS MARTINS – 1870:

Município de Queluz
“Compõe-se de 8 freguezias que compreendem 13 distritos. Sua maior indústria é agrícola, que divide-se no cultivo de gêneros alimentícios, no de cana de açúcar e na criação de gado vacum, cavalar, muar, lanigero e suino, que prospera na frequezia de Brumado de Suaçuí e Santo Amaro. Também se cultiva algodão para consumo do município. Fabrica-se aguardente e tecidos de algodão e lã para colchas, cobertores de papa, lenços que imitam os alcobaças; meias, casimiras e violas. A cultura do café e de abelhas produz o preciso para o consumo. A Casa da Câmara na atualidade serve exclusivamente para prisão e está em péssimo estado, tanto que aquela corporação celebra suas sessões em um pequeno prédio particular.
A Matriz, porém, está conservada e paramentada, graças aos ilustres, comendador Joaquim Lourenço Baêta Neves e Daniel Lourenço Baêta Neves, que não pouparam sacrifícios nem economizaram suas bolsas para bem fazer a este município.”


CÂMARA MUNICIPAL
Tenente coronel Joaquim Lourenço Baêta Neves
Tenente coronel Bento José da Cunha
José Júlio Viana Barbosa
Coronel Luiz Gonzaga de Melo
José Caetano da Silva Campolina
Antônio Francisco Baião
Luiz Antônio de Souza Damasceno
João Nogueira Coelho Júnior
Joselino Pacheco de Souza

Secretário:
Jacinto José de Siqueira

Procurador:
José Antônio de Meireles
Fiscal:
Francisco José da Silva Pena


Freguezia e Distrito da Cidade de Queluz
Juizes de Paz:
Barão de Suaçuí
Joaquim Lourenço Baêta Neves
Antônio Lourenço Baêta Neves
Dr. José Joaquim Baêta Neves

Juiz Municipal:
Dr. Manoel Teixeira de Souza Magalhães.
Substitutos:
Cel. Antônio Rodrigues Pereira
Dr. Francisco José Pereira Zebral
Tenente Cel. Antônio Rafael Martins de Freitas
Coronel Narciso Tavares Coimbra
Tenente Coronel Felisberto Nemésio Nery de Pádua
Major João Ferreira da Fonseca

Escrivão do juri:
Guilherme Pinto de Andrade

Escrivão de Órfãos:
Cândido Tadeu Pereira Brandão

Tabeliães:
Guilherme Pinto de Almeida
Manuel Dias de Oliveira

Partidores:
Francisco de Souza Leão
Francisco Balbino de Noronha Almeida

Contador:
Francisco Balbino de Noronha Almeida

Coletor: Francisco Coelho de Albuquerque

Escrivão: José Dias de Souza.


ALMANAQUE DA PROVÍNCIA DE MINAS GERAIS - ASSIS MARTINS

Município de Queluz – 1874

Câmara Municipal:
Dr. José Francisco Netto
Dr. Washington Rodrigues Pereira
Tte. Cel. Joaquim Tavares Coimbra
Cap. José Calixto de Almeida
João Ribeiro de Oliveira
José Albino de Almeida Cyrino
Dr. Francisco José Pereira Zebral
Padre Francisco Ferreira da Fonseca
Francisco da Costa Carvalho.

Secretário:
Tte. José Antônio Dias Ministério
Juiz de Direito:
Dr. José Joaquim Baêta Neves
Promotor de Justiça:
Dr. José Jacintho de Azevedo Baêta
Secretário Adjunto:
Tte. José Antônio Dias Ministério
Juiz Municipal:
Manuel Gomes Tolentino
Suplentes:
1º distrito – Barão de Queluz
2º distrito – Cel. Antônio Rodrigues Pereira
3º distrito – Antônio Moreira da Cunha
Coletor Geral Provincial:
Até 01.09.1874 - Francisco Coelho de Albuquerque
Escrivão:
Firmino de Souza Leão
Agente do Correio:
Eduardo Emiliano do Nascimento
Francisco Teixeira de Siqueira
Advogados:
Dr. Bernardo Joaquim da Silva Guimarães
Dr. José Joaquim de Azevedo Baêta
Washington Rodrigues Pereira
Tte. Jacintho José de Siqueira (provisionado)
Dr. Aniceto de Souza Pinto Barros
Dr. José Joaquim Baêta Neves
Em 1873, o primeiro lecionou latim e francês no Liceu de Queluz.

Rancho de tropas:
Proprietário, Manoel Baêta Neves
Fabriqueiro:
Felicísssimo Cândido de Meireles
Médico:
Dr. José Júlio Vianna Barbosa
Farmacêuticos:
Antônio José da Silva e José Maria Barbosa
Fotógrafo:
José Alves Bibiano
Proprietários de hotel:
Donato José da Silva Caldas e
José Ignácio Gomes Carneiro
Negociantes de fazendas e molhados:
Antônio Alves Bibiano,
Francisco Coelho de Albuquerque,
José Albino de Almeida Cyrino,
Dr. Zebral & c. Vidigal,
Antônio Dias Faria Jr.,
Antônio Soares Terra,
Francisco Teixeira de Siqueira,
João Albino de Almeida,
José Ignácio Gomes Carneiro.
Fazendeiros cultivadores de cana:
Antônio Mendes de Souza,
Cândido Virgílio Vaz de Lima,
Daniel Lourenço Baêta Neves,
Eloy Evangelista Vaz de Lima,
Francisca Maria de Jesus,
Francisco Lopes de Faria,
Francisco José Teixeira & c. irmão,
José Nogueira Coelho,
João Nogueira Coelho Jr.,
Joaquim Lourenço Baêta Neves,
José Antônio da Silva Novato,
José Fernandes da Costa & c. irmão,
José Nogueira Coelho,
José Vicente de Almeida,
Remígio Antunes de Siqueira.

Eram juizes de paz na freguesia e distrito de N.S. da Saude das Águas Virtuosas da Campanha: Joaquim Albino de Almeida e João Albino de Almeida Sobrinho
O primeiro faleceu em Águas Virtuosas de Lambaré.

Carpinteiro mestre em Ouro Preto: Antônio Rodrigues Braga
Oficial reformado em Ouro Preto: Major Jm. José Moreira de Mendonça
Professor em N.S. das Grotas de S. Brás de Suassuhy: Luiz Balbino de Noronha Almeida.
1º tabelião – José Dias de Souza
2º tabelião – Manoel Dias da Silveira
Oficial de Justiça e porteiro – Pedro Albino de Almeida
Procurador – João Albino de Almeida
Delegado de polícia – José Caetano da Silva Campolina
Suplentes:
1º. – Jacintho José de Siqueira
2º. – vago
3º - João Antão Fernandes Leão
Subdelegado e fiscal:
Antônio Esteves Ferreira e
Jº. Albino de Almeida
Suplentes:
1º. – vago
2º - Pacífico Augusto Vieira
3º - José Maria Bandeira
Pároco e vigário da vara:
Rev. José Vieira de Souza Barros (a comarca eclasiástica compunha-se, então, das freguesias da cidade de Ouro Branco, Congonhas do Campo, Itaverava, Glória, Brumado de Suassuí e Santo Amaro.)
Escrivão eclesiástico:
Francisco Balbino de Noronha Almeida
Escrivão de órfãos:
Cândido Martins Pereira Brandão
Promotor de capelas e resíduos:
Antônio Joaquim da Silva
Partidores:
Francisco Balbino de Noronha Almeida e
Francisco de Souza Leão
Distribuidor e contador:
Francisco Balbino de Noronha Almeida
Juizes de paz:
1º. José Dias de Souza
2º. Tte. José Ferreira de Faria
3º José Joaquim Barbosa
4º Tte. José Antônio Dias Ministério
Inspetor de Instrução:
Dr. José Jacintho de Azevedo Baêta
Suplente:
Dr. Joaquim Ignácio Nogueira Penido


Solicitadores:
Domiciano José de Andrade,
Felisberto Nemésio Nery de Pádua e
José Antônio Dias Ministério.
Professor do sexo masculino:
João Martins de Souza Leal
Professora do sexo feminino:
Anna Balbino de Noronha Leal
Professora primária:
Maria Clara do Nascimento
Delegado de instrução:
Jacintho José de Siqueira.


CIDADE DE CONSELHEIRO LAFAIETE

Topônimo em homenagem ao Dr. Lafaiete Rodrigues Pereira, filho do Município, grande jurisconsulto, político e Conselheiro do Império.

Paróquia de N. S. da Conceição do Campo Alegre dos Carijós por alvará de 16.01.1752.

Vila de Queluz, por alvará de 19.09.1790, compreendendo a paróquia de Itaverava.

Criada em 1832 a paróquia de Brumado (atual Entre Rio de Minas).

Adquirido em 1836 o distrito de Redondo (Alto Maranhão).

Criado em 1840 a paróquia de Catas Altas de Noruega.

Criado em 1856, a paróquia da Capela Nova.

Adquirido a paróquia de N.S. da Piedade da Boa Esperança (atual Rio Espera) por leis ns. 1249, de 17.11.1865 e 1612, 16.10.1869, rev. pela lei n. º. 2.028, de 1.12.1873.

Adquirido em 1870, o distrito de Congonhas e perde-o em 1872.

Adquirido novamente o mesmo distrito por lei nº. 2.109, de 7.01.1875, revogada por lei nº. 2.173, de 20.11.1875.

Perde em 1875 o território que passou a constituir o município de Entre Rios.

Adquirida em 1878 a paróquia de Santo Amaro (atual Queluzita).

Adquirida a paróquia de Santana do Carandaí por lei nº. 2.722 de 18.12.1880, revogada pela lei de nº. 2.877, de 20.09.1882.

Pelo quadro da D.A. de 1903 compreende os distritos da sede, Redondo, Santo Amaro, São Caetano de Paraopeba, Santana do Morro de Chapéu, Catas Altas da Noruega, Itaverava, Lamim, N. S. da Glória, São José do Carrapicho e Capela Nova.

Criado em 1911 o distrito de Cristiano Otoni.

Perde em 1923 os distritos de Capela Nova e Caranaiba (ex. N. S. da Glória).

Adquirido no mesmo ano o distrito de Congonhas; suprimido no mesmo ano o de S. José do Carrapicho.

Nome atual de Conselheiro Lafaiete, por decreto n. 11.274, de 27.03.1934.

Perde em 1938 os distritos de Congonhas, Casa Grande (ex São Caetano) e Lamim.

Perde em 1943, o distrito de Alto Maranhão (ex – Redondo).

Criado em 1953 os distritos de Buarque de Macedo e Joselândia (este último na antiga sede do extinto distrito de S. José do Carrapicho).

Perde em 1962 os distritos de Cristiano Otoni, Itaverava, Queluzita, Santana dos Montes (ex Morro do Chapéu), Joselândia, Catas Altas da Noruega e parte do distrito da sede, que passou a constituir o distrito de Monsenhor Izidro, incorporado ao município de Itaverava.


MUNICÍPIOS QUE SE EMANCIPARAM DE CONSELHEIRO LAFAIETE

01 – Itaverava – cidade por decreto 2764 de 30.12.1962
02 – Entre Rios de Minas – nome atual por Lei 1039 de 12.12.1953
03 – Redondo (Alto Maranhão) – Lei 723 de 30.09.1918
04 – Catas Altas da Noruega – Lei 2764 de 30.12.1962
05 – Capela Nova – Lei 1039 de 12.12.1953
06 – N. S. da Boa Esperança (Rio Espera) – Lei 1039 de 12.12.1953
07 – Congonhas – decreto 336 de 27.12.1948
08 – Santo Amaro (Queluzita) – decreto 2764 de 30.12.1962
09 – Santana do Carandaí (Carandaí) – Lei 843 de 07.09.1923
10 – Congonhas – decreto de Lei nº. 148 de 17.12.1938, compreendendo a Séde e Lobo Leite; adquirido em 1943, o distrito de Alto Maranhão. Nome atual por Lei nº. 336 de 27.12.1948
11 – Conselheiro Lafaiete – em 1962, perdeu Cristiano Otoni, Itaverava, Queluzita, Santana dos Montes (ex Morro do Chapéu), Joselândia, Catas Altas da Noruega e parte do distrito da Séde que passou a constituir o distrito de Monsenhor Isidro, incorporado ao município de Itaverava
12 – Cristiano Otoni – Lei 2764 de 30.12.1962
13 – Santana dos Montes (ou Morro do Chapéu) – Lei 2764 de 30.12.1962
14 – Joselândia – Incorporada ao município de Santana dos Montes, por Lei 2764 de 30.12.1962.
“É interessante notar o exemplo inspirado no amor à Pátria, pois, em reunião do Visconde de Barbacena com as autoridades da Villa recém criada, a vista de requerimento dos próprios moradores, em que pediam eles fossem multados com donativo voluntário para edificação dos “Paços do Concelho”, cadeia, calçadas e fontes e os empregados públicos renunciaram as propinas que o uso havia introduzido nas Câmaras do Reino, em favor da prosperidade da nova comuna. Organizada a justiça, iniciada a administração, ela começou a viver a sua própria vida. Assim viveu 76 anos até que lhe deram mais um degrau pra cima: cidade em 1866. E começou a chegar tudo que era bom, que era útil. Veio a estrada de ferro. Vieram as minerações, as indústrias, calçamento, luz elétriva, água, transportes. E mais oito grupos escolares. Três ginásios, escola normal. Ainda cinco hospitais, etc. Mas... aí veio o contraste tiraram todos os seus distritos, seus velhos companheiros de tantos anos. Está sozinha. Tiraram até o seu nome tradicional e belo... Queluz!” Ass: Romeu Guimarães de Albuquerque.


EM UM VELHO ARQUIVO DE CONTABILIDADE, UM POUCO DA MEMÓRIA LITERÁRIA NACIONAL

No Jornal “O Globo” de domingo, 23 de janeiro de 1977:
“Graças ao zelo de três gerações de guarda-livros, pesquisadores da literatura brasileira podem saber hoje se no século passado escritores com Joaquim Manoel de Macedo, José de Alencar, Machado de Assis eram bem remunerados pela sua produção intelectual, qual deles ganhava mais e até mesmo através de comparação de tiragens se naquele tempo lía-se mais ou menos que agora. E também curiosidades desconhecidas de bibliófilos, como por exemplo, que o título original de “A Escrava Isaura” de Bernardo Guimarães era “A Cativa Isaura”. Essas revelações são oferecidas por centenas de contratos de venda de direitos autorais preservados nos arquivos de contabilidade da Editora Garnier - que da metade do século passado aos primeiros anos deste, publicava os escritores mais ilustres do país -, e posteriormente os da Editora Briguiete, sua sucessora. Em 1974, tendo falido a Briguiete seu acervo foi adquirido pela Editora Itatiaia, de Belo Horizonte.
Recentemente seus diretores ao abrirem os caixotes, alguns com papéis centenários descobriram o que vem a ser uma parte valiosa da memória literária nacional.
Aliás, Bernardo Guimarães, mesmo estando próximo de Ouro Preto, a capital da Província, onde residiu por algum tempo adquiria livros na própria Garnier, como está num recibo que passou ao editor em 1881.
Da quantia de 800 mil réis pela qual vendeu os direitos totais de “Rozaura, a engeitada” o Sr. Garnier abateu 145 mil e 320 réis referentes a livros que Guimarães havia levado e mandado debitar...”

“... O sr. Garnier estipendiava no justo valor os seus ilústres contratados? Bem, se a deterioração da moeda brasileira, do réis ao cruzeiro novo, não fosse tão avassaladora, poder-se ia tirar conclusão comparando-se valores.
Assim é que a 18 de junho de 1874, dia em que Bernardo Guimarães vende a Garnier a sua obra “a cativa Isaura” por 600 mil réis, o Jornal do Comércio estampava o seguinte anúncio: Fugio, no dia 11 de outubro p. passado, a escrava Emiliana, de 37 anos, estatura regular, magra, olhos grandes, lábio inferior grosso, falta de dentes na frente, faladeira e de andar apressado; gratifica-se com 40 réis a quem der notícias ou a apreender e levar a Rua Senhor dos Passos nº 66, e protesta-se contra quem a tiver acoutado”.

“... O sr. Garnier, Baptista Louis Garnier, francês da Mancha, veio para o Brasil aos 21 anos, em 1844, morreu em 1893.
A frente de seus prósperos negocios editorias ficou um parente, Hippolyte Garnier.
Os negócios iam tão bem que Hippolyte, responsável pela construção do novo prédio da livraria, quase na esquina da Avenida, passou a residir em Paris, gastando lá o que o seu gerente Julian Lansac produzia aqui”.
A página do jornal “O Globo” – que publicou essa reportagem tem 1 m 07 x 1 m.25, onde se vê as figuras de Machado de Assis, José de Alencar, Bernardo Guimarães, Visconde de Taunay e Rui Barbosa.

Esta simples transcrição não dá uma idéia completa de todo o seu conteúdo, mas, penso que basta para o fim a que se destina.

Documentos históricos sobre a creação da vila Villa de Queluz transcritos da cópia authentica dos mesmos que se acha archiava na Secretaria da Câmara deste Município.Na transcripção é respeitada a orthographia e redação com que são escriptos.


HOSPITAL DE QUELUZ

“ Além das nomeadas na notícia publicada em nossa primeira página, estiveram presentes à solemnidade realizada domingo ùltimo no Hospital de Queluz, as seguintes pessoas:
Dr. Eurico de Alencastro Massot, juiz municipal; dr. Octávio Amorim Carrão, Promotor de Justiça; Manoel Sebastião de Araujo, vereador; Padre José de Oliveira Barreto, representado pelo Dr. Queiroz Netto; Dr. Antônio Bento da Souza, director da Usina Siderúrgica de Gage, representado pelo Sr. J. Michel; Dr. B. Lalond, director da Companhia Meridional, representado pelo Sr. Serafim Sanna; Argemiro de Albuquerque, Official de Registro Civil; José Henriques da Costa, fazendeiro; Dr José Octaviano de Barros, representado pelo Dr. Queiroz Netto; Oscar de Andrade Souza, funcionário da Central do Brasil; José Castellões de Menezes, comerciante; Geraldo Baêta Barbosa; José de Almeida Guimarães, pelo Syndicato Unitivo Ferroviário; Ramiro Maia, pelo Centro Espírita Paz; José Luiz Barbosa, comerciante; José de Souza Salgado, industrial; Antonio Virginio da Costa, João Sá Nogueira e Alvaro Lobo Castanheira, proprietário da Força e Luz e muito mais cavalheiros, senhoras e senhorinhas.”
( Publicado no jornal “Correio da Semana”, Jornal Local)


SANTA CASA DE MISERICÓRDIA DA CIDADE DE QUELUZ

Ano de 1904 - Cópia da ata de fundação da Santa Casa de Misericórdia, encontrada entre papéis de Romeu Guimarães de Albuquerque.
“Acta – Aos dezesseis dias do mez de outubro de mil e novecentos e quatro, na sala da Câmara Municipal d’esta cidade, prezentes trinta e quatro irmão fundadores da Sunta Casa de Misericordia da cidade de Queluz, os quais assignaram seus nomes em folha de papel em separado, as quais vão apensas a esta acta, da qual são parte integrante. O provedor da meza provizoria, srs. Francisco Diogenes Baeta e João José. Tendo pedido a palavra , o irmão Ildefonso de Castilho Lisboa apresentou um projecto para o compromisso da irmandade, dezempenhando assim a comissão de que foi encarregado pela meza provisoria. Depois de discutido, foi aprovado o projeto, com a immenda apresentada pelo o irmão João Marinho de Azevedo, estabelecendo que a irmandade seria administrada pela uma meza regedora composta de Provedor, thizoreiro, secretario e Procurador, sendo esta meza eleita pela uma meza plena, composta de quarenta irmãos. Logo depois de aprovado o compromisso, com a referida immenda, o irmão João Marinho propoz, o que foi asseito pela assembleia que as duas mezas fossem escolhidas por aclamação, sendo então aclamado Provedor, o irmão José Caetano da Silva Campolina, secretario, digo, vice-provedor, o irmão Francisco de Assis Bandeira, secretario, o irmão João Gomes Ferreira, Thezoureiro, o irmão José Guespacher e procurador, irmão Francisco Diogenes Baeta e membros da meza plena, os seguintes irmãos:
Dr. João Araújo – Dr. Manoel Alvares Cordeiro de Araujo Feio – Dr. Lincoln Terry de Almeida – Dr. José Ignacio Ribeiro Bhering – Dr. Joaquim Lustoza – Dr. Luiz Carlos da Fonseca – Dr. José Tavares de Mello – Alfredo Arduini – Dr. Edgard Honorio – João Chrisostomo de Souza – Dr. Carlos Romeiro – Dr. Henrique Bandeira – Manoel Carlos do Nascimento – Aprigio Pinto de Andrade – Salathiel Zebral – Francisco Candido Seabra – Olympio de Macedo – Francisco Rodrigues Pereira – Francisco Nemezio de Paula – Antonio Carlos Soares de Albergaria – Dr. Benjamin de Paula Lima – Antonio Furtado de Mendonça – Francisco de Paula Furtado de Mendonça – Arthur Augusto.


REDAÇÃO QUELUZ DE MINAS

18.11.1900 - Escrevem-nos de Queluz
“Realizaram-se nesta cidade, no dia 26 do corrente, imponentes festas, organizadas pelo partido republicano mineiro, chefiado pelo venerando queluziano, sr. João Crisóstomo de Queiroz, para solenizar o 11º aniversário da República.
Às 4 horas da madrugada houve alvorada percorrendo as principais ruas da cidade e banda de música Santa Cecíla, ao espoucar de foguetes, às sete horas distribuiu-se pela cidade um boletim comemorativo do “Queluz de Minas”, onde em artigo vibrante, o diretório do partido fez o histórico glorioso do regime triunfante.
À noite, além da iluminação das fachadas dos prédios, realizou-se no Teatro Santa Cecília com grande concorrência, uma sessão solene, presidida pelo Sr. João Crisóstomo de Queiroz, sendo orador oficial, o Dr.Castilho Lisboa, que, em frases ardentes, concitou o povo a cooperar para a grandeza da República prestigiando os patrióticos governos dos srs. Campos Sales e Silviano Brandão, ambos empenhados na gigantesca obra do engrandecimento da nossa pátria e do Estado.

Seguiram-se outros oradores, salientando-se o Dr. Assís Andrade, que fez o elogio da independência do povo queluziano, brindando depois, às colônias italiana, portuguêsa e síria, cooperadoras do progresso do Estado, o sr. Artur Albino de Almeida Cirino, talentoso acadêmico de direito, o qual a Arte, representada em Queluz, pelo Clube Dramático dos Girondinos, o Sr. Astórico de Queiroz, inteligente 1º tabelião interino, que, lembrando-se dos tempos em que se bateu pela República na Escola Militar, fez uma ardente profissão de fé de bom republicano, disposto a correr todos os perigos pela idéia, o Sr. Lamarca, que dirigiu palavras eloquentes ao Partido republicano mineiro, nas pessoas do
Sr. João Crisóstomo de Queiroz, e do Dr. Castilho Lisbôa, aos quais levantaram Queluz do abatimento em que vivia e, finalmente, o Dr. Castilho fechou a sessão, fazendo uma análise da grande individualidade política de Siviano Brandão, um dos mais valentes campeões da democracia, um nome que há de passar às gerações como o exemplo do civismo, como uma das glórias de sua terra.

Estava no programa das festas uma passeata com “marche aux flambeaux”, que não se realizou por causa da chuva torrencial que caía. Abrilhantaram a sessão muitas senhoras. Tocou na solenidade a banda de música Santa Cecília que foi muito apreciada. Deu grande realce à festa o concurso popular, festivo e patriótico.”.


JORNAL A GAZETA DE QUELUZ


EFEMÉRIDES DE JUIZ DE FORA - 1698/1856

13.01.1698=Garcia Rodrigues Paes era nomeado guarda-mor ao iniciar o Caminho Novo.
14.07.1709=D. Pedro II, rei de Portugal, agradecia a Garcia Rodrigues Paes os serviços por ele prestados na abertura do Caminho Novo.
14.11.1717=O rei de Portugal concedia 4 sesmarias a Garcia Rodrigues Paes e mais uma a cada das suas filhas, todas ao largo do Caminho Novo.
23.06.1821=Nascia em Barbacena, Mariano Procópio Ferreira Lages – criador da Estrada União e Indústria, fundador do povoado de Juiz de Fora, onde foi instalada a 1ª estação das diligências da mesma estrada em 1861, é diretor da Estrada de Ferro Dom Pedro II. O referido povoado incorporou-se mais tarde à cidade, como um dos seus bairros, sob o nome de seu fundador.
07.04.1835=Era instalado o Município de Santo Antônio do Paraibuna, criado pela lei nº, 472, de 31.05.1850, empossando-se então a sua Câmara Municipal, constituída dos seguintes vereadores: José Ribeiro de Rezende – presidente; Francisco de Paula Lima; Joaquim de Paula Souza; Antonio Dias Toster; José Anastácio da Costa Lima; Domiciano Alves Garcia e José Antônio da Silva Pinto.
31.05.1850=Pela lei providencial nº 472, desta data, era criado o município de Santo Antônio do Paraibuna, com território desmembrado do Município de Barbacena, tendo por sede a localidade do mesmo nome, então elevada a vila.
01.05.1855=Travava-se na Assembléia Provincial forte discussão sobre a residência do Juiz de Direito da Comarca de Paraibuna, cuja sede era Barbacena, discussão essa povocada pelo fato do juiz em exercício, cujo nome não foi citado, ter preferido morar na cidade de Paraibuna, então termo da mesma Comarca.
02.05.1856=Pela lei provincial nº 759, de acordo com a emenda nela introduzida pelo deputado José Feliciano Dias de Gouvêa, que fora Juiz Municipal do Têrmo, era elevada à categoria de cidade, a vila de Santo Antônio do Paraibuna.
07.09.1856=Com a convocação dos vereadores suplentes dr. Pedro Maria Halfeld e José Pedro Teixeira de Carvalho, que, com os sete em exercício desde 7 de abril de 1953, completavam o número dos componentes da nova Câmara Municipal, instalava-se, solenemente, a cidade de Paraibuna, elevada a esta categoria por lei de 2 de maio do mesmo ano.

EFEMÉRIDES DE JUIZ DE FORA – 1861/1939

23.06.1861= Com a presença de toda a família imperial, que por vários dias ficou hospedada no castelo de Mariano Procópio e de grande comitiva, inaugurava-se festivamente a estrada construída em frente ao mesmo castelo, a qual foi dada a denominação de Juiz de Fora.
28.05.1863=Nascia em Queluz, Minas, o padre João Emílio Ferreira da Silva, fundador do Asilo que, posteriormente, recebeu o seu nome.
19.12.1865=Pela lei provincial nesta data sancionada, a cidade de Paraibuna passava a denominar-se Juiz de Fora, em virtude da emenda introduzida no respectivo projeto pelo deputado Marcelino de Assís Tostes (depois Barão de São Marcelino).
11.09.1866=Aparecia em Paraiba do Sul “O Farol” que lá circulou até 30.08.1867, quando distribuiu o seu número 101. Foi transferido em 1870 para Juiz de Fora.
07.10.1868=Em relatório apresentado à Câmara Municipal, o engenheiro Guilherme Fernando Halfeld comunicava que o corte do rio Paraibuna, acima da rua Halfeld, já estava sendo concluído em grande parte, na largura de vinte palmos, por ele passando as águas do rio.
14.02.1870=Falecia no Rio de Janeiro Mariano Procópio Ferreira Lages, diretor da E. F. Dom Pedro II, fundador da Cia. União e Indústria e do povoado de Juiz de Fora, onde se localizou a estação das deligências, o qual foi incorporado à cidade como um dos seus bairros, tomando, posteriormente, o nome de seu fundador.
22.11.1873=Falecia o comendador Henrique Guilherme Fernando Halfeld, fundador da cidade e ex-vereador à Câmara Municipal.
07.06.1877=Inaugurava-se as estações de Juiz de Fora, Retiro, Cedofeita, Matias Barbosa e Espírito Santo (Sobragí) da E. F. Dom Pedro II.
21.07.1877=O vereador Antônio Amálio Halfeld prestava contas à Câmara da quantia despendida com a aquisição de casas e terrenos para edificação da estação de Juiz de Fora, da Estrada de Ferro D. Pedro II, no total de 6:042$000, obtida por meio de subscrição popular.
20.01.1878=É lançada a pedra fundamental da Igreja Matriz de São José do Rio Preto, conforme “Efemérides locais” do Correio de Minas, Juiz de Fora, 20.1.1907.
17.10.1878=Começava a circular “O Paraibuna” jornal de propriedade de Osório Francisco Alves.
02.05.1881=Sob a chefia do engenheiro C. S. de Castro Barbosa, iniciava-se, na garganta do Salu, nas proximidades do arraial da Grama, os trabalhos de locação da linha da Estrada de Ferro Juiz de Fora–Piau, dos quais participavam os srs. Agostinho da Silva de Oliveira, Pedro A.C. de Araújo Feio, Joaquim Nogueira Jaguaribe e Máximo Muniz Batista.
1883 – Corpo eleitoral da Província até a última revisão de alistamento em 1883 – João Loureiro de Albuquerque e Joaquim Cândido Guimarães – ambos da Freguezia de S. José do Rio Preto, assim como o Barão das Três Ilhas, Manoel Ribeiro Salgado e Manoel de Assis Alves.
22.09.1884=Passava pela ponte sobre o Paraibuna, na cidade, a 1ª locomotiva da Estrada de Ferro Juiz de Fora–Piau.
09.05.1886 = ‘ Era celebrada a primeira missa na Matriz de São José do Rio Preto, igreja construída toda em pedra, sob a direção do mestre pedreiro português, Manoel Joaquim Rodrigues, planta e direção do engenheiro Quintiliano Nery Ribeiro. As obras foram custeadas pelos srs. Gabriel Antônio de Barros (Barão de São José del-Rey), Barão de Santa Fé, Antônio Bernardino Monteiro de Barros, Domingos Nery Ribeiro, Antônio Bernardino de Magalhães, Joaquim Rodrigues de Aquino Leite, Marciano do Vale, Militão Fabiano Alves, Joaquim Cândido Guimarães, Joaquim Manoel Coimbra, Romualdo César de Miranda Lima, Joaquim Ildelfonso de Barros, Manoel Ribeiro Salgado, Comendador Ildelfonso Monteiro de Barros e Primo Pereira da Costa Lima. A obra ficou com mais de 200 contos de réis.”
10.10.1906=Falecia na cidade o maestro Francisco Vale. Contava apenas 33 anos de idade e era, na época, considerado um dos maiores artistas brasileiros.
10.10.1914=A Câmara Municipal, pela resolução nº 694, ficava autorizada a publicar o “Álbum do Município de Juiz de Fora”, cuja organização estava confiada a Albino Esteves (Lúcio d´Alva) – ver página 208 das Efemérides.
25-08-1928 – pagina 185 – viajando de automóvel pela estrada Rio- Petrópolis, e daí por diante pela União e Indústria, chegava á cidade o dr. Washington Luiz Pereira de Souza.
03.10.1939=Falecia em casa de seu genro, sr. Dario José Pinto, na Avenida Sete de Setembro, o major Augusto Esteves dos Reis, fazendeiro no distrito de São José das Três Ilhas.

Nota: Efemérides encontradas na Biblioteca Pública de Belo Horizonte.


EFEMÉRIDES PARCIAL DE MARIANA

1669 16-7 Descobrimento do Ribeirão do Carmo
1711 8-4 Vila Real do Ribeirão do Carmo
1720 2-12 Criada por D. João Quinto a Capitania de Minas Gerais
1721 18-8 Instalou-se a Capitania Independente de Minas Gerias. A data bicentenária foi declarada feriado pelo presidente Artur Bernardes e seus Secretários Afonso Pena Júnior, João Luiz Alves e Clodomiro Augusto de Oliveira. (Dec. Nº 3.751, de 16-8).
1745 23-4 Cidade de Mariana
1745 6-12 Diocese
1750 20-12 Fundado o Seminário
1906 1-5 Arcebispado
1945 6-7 Monumento Nacional

A 27.10.1935, ordenou-se em Roma o Arcebispo Dom Oscar de Oliveira, fundador do Museu de Arte Sacra.
A 28.10.1962, fundou-se a Academia Marianense de Letras, presidida pelo escritor Waldemar Moura Santos.
A 26.10.1959, faleceu o Cônego Francisco Vieira Braga, fundador do Externato Padre Cornagliotto, cura e cerimoniário da Sé.
A 03.02.1830, sepultado na Capela de São Francisco de Assis o pintor Manoel da Costa Ataíde. Nasceu a 18-10-1762.

A 15.07.1921, faleceu (Rua Direita, 11) o poeta Alphonsus de Guimaraens. Nasceu em Ouro Preto, a 24.07.1870 (Rua São José, 27). Centenário a comemorar-se em várias cidades, patrocinado pelo Governo do Estado. Mausoléu em Santana.

A 26.06.1965, faleceu e foi sepultado no cemitério da Capela de Santana o historiador Salomão de Vasconcellos.

A 30.03.1933, faleceu o Monsenhor José Silvério Horta, nascido a 20.06.1859. Sepultura nas Mercês. Estátua na cidade.

A 02.04.1966, faleceu em Belo Horizonte, o Cônego Raymundo Octavio da Trindade, festejado historiador da Arquidiocese de Mariana e genealogista.
Na cripta da Sé Dom Oscar de Oliveira organizou os túmulos dos Bispos e Arcebispos falecidos.
Na Capela do Seminário, a sepultura do reitor Padre João Baptista Cornagliotto, falecido a 23.07.1907. Nasceu em Revigliasco, Itália, em 24.06.1824.
Era marianense o conjurado Cláudio Manoel da Costa.
A Tipografia Episcopal editou “Folhinha de Porta Marianense para 1846”. Exemplar no Instituto Histórico.


OURO PRETO

1698 24-6 Descobrimento
1711 8-7 Vila Rica
1823 20-3 Imperial Cidade de Ouro Preto
1823 13-10 “Compilador Mineiro”, primeiro jornal em Ouro Preto
1876 12-10 Inaugurada a Escola de Minas
1889 23-7 Inaugurado o ramal da E. F. Dom Pedro II
1897 12-12 Instalada na Cidade de Minas a Capital do Estado
1931 29-8 No meu escritório de advogado, na Rua Direita nº 46, fundou-se o Instituto Histórico, sob o patrocínio espiritual de Aleijadinho.
1933 12-7 Monumento Nacional. Decreto 22.928 de Getúlio Vargas.
1936 21-2 Nascimento de Afonso Celso de Assis Figueiredo, Visconde de Ouro Prêto. Na casa em que nasceu, na Rua Direita nº 33, o Instituto Histórico colocou placa de bronze, fundida pela Belgo Mineira de Sabará.
1938 14-7 Entregues por Vargas à Matriz da Conceição cinzas de treze Inconfidentes, em urnas que Augusto de Lima Júnior trouxe de Portugal. No dia seguinte visitou o Instituto Histórico de Ouro Prêto, plantou pau-ferro, no quintal da Casa de Gonzaga, por êle cedida, em 19 e maio de 1932, para sede do Instituto, assinou têrmo e o livro de visitantes. Também D. Darcy Vargas, Benedito Valadares e comitiva. Em 20.12.1938, Dec.-Lei 965, criou o Museu da Inconfidência, ao qual cedi 423 peças, escolhidas pelo Ministério da Educação.
1939 4-4 Centenário da Escola de Farmácia. Placa de bronze colocada pelo Instituto Histórico, doação da Cia. Siderúrgica Belgo-Mineira.

Em 1894, 21 de abril, inaugurou-se a estátua a Tiradentes – Joaquim José da Silva Xavier – patrono cívico da Nação (Lei 4.897, 09.12.1965). Foi demolida a “Coluna Saldanha Marinho”, primeiro monumento. A pedra cilíndrica, o Instituto Histórico de Ouro Prêto, autorizado pela Presidência da República, doou à Cidade de Belo Horizonte, onde ainda não foi reconstituída a relíquia.
Antônio Francisco Lisboa, Aleijadinho – 29.08.1730 – 18.11.1814. Marília de Dirceu, Maria Dorothéa Joaquina de Seixas – 08.11.1767 – 10.02.1853. Historiadores, escritores, poetas, cientistas, artistas: Bernardo Guimarães; Diogo de Vasconcellos (1843-1927); Lúcio dos Santos (1875-1944); José Pedro Xavier da Veiga (1846-1900); Costa Sena (1852-1919); Alberto Magalhães (1879-1950); Artur Brito Machado (14.07.1887/05.01.1961); Clodomiro de Oliveira – “Problema Siderúrgico”; Joaquim Furtado de Menezes – “Templos Primitivos”; Carlos Veloso – “Hino a Ouro Prêto”; Eponina Ruas – “Ouro Prêto”, Taciano Jerônimo – “Lendas”; Maria Aracy Lessa – “Ouro Prêto do meu Tempo”; Vicente Tropia, diretor e professor da Escola de Farmácia; Eugênio Diogo, pintor; Francisco Lopes – “Terra do Ouro”, “Escola de Minas”, “Personagens da Inconfidência Mineira”; Vicente Racioppi, “Centenário do Visconde de Ouro Prêto”, “Centenário da Escola de Farmácia”, “Ouro Prêto aos Pés da Cruz”, “Estudantes do Rio Grande do Sul em Ouro Preto”.
Administração atual do município de Ouro Prêto: Prefeito Municipal Dr. Genival Alves Ramalho; Presidente da Câmara Dr. Theódulo Pereira; Chefe de Gabinete Professor Hermínio Barbosa.

1870 26-3 Por determinação do Imperador Dom Pedro Segundo, foi solenemente depositada na Sé de Mariana a Bandeira do 17º Corpo de Voluntários da Pátria que os acompanhou na Guerra do Paraguay. Foi retirada de lá. Não se respeitou a ordem do Imperador.
1720 16-7 O Conde de Assumar, à frente de 2.000 homens, subiu do Ribeirão do Carmo para Vila Rica, mandou queimar casas de revolucionários (Morro da Queimada), prendeu Felipe dos Santos Freire, marido de Theresa Maria Caetana (que se achava em Portugal), foi enforcado, arrastado por um cavalo e esquartejado. 72 anos depois, Tiradentes foi também enforcado e esquartejado.
1792 21-4 No Rio de Janeiro, Tiradentes morreu enforcado, o corpo dividido em quatro partes. A cabeça, levada para Vila Rica, onde, no dia 6 de maio, provavelmente, depois de 15 dias de viagem e conservada em salmoura, foi pregada em poste alto, na Praça do Palácio, atual Praça Tiradentes. Segundo lenda, um penitente entregou a cabeça, sob sigilo de confissão, ao Padre Gatto, que a enterrou no quintal da casa do romantista Bernardo Guimarães. Fizeram-se escavações no quintal, mas não se encontrou a caveira.


JORNAL “LIBERAL MINEIRO” DE OURO PRETO

05.05.1883 p.3 – Polêmica sobre o Santuário de Congonhas, assinado em 19.03.1883, naquela cidade – Pardre Camillo de Lellis Ferreira Veloso. Outra publicação em 21.03.1883 e outra em 10.05.1883, pg.2.

Liberal Mineiro de 01.07.1883, pg.2 – dirigido aos poderes públicos do país, alegando que o vigário José Vieira de Sousa Barros, falecido em julho de 1881, deixou seu velho pai como herdeiro; o reclamante alega que houve uma “praça ilegal” sobre o espólio e pergunta onde foi depositado o produto da praça..

22.09.1883, pg.2 - Estrada de Ferro D. Pedro II – Lê-se no Jornal do Comércio de 20: As novas estações que em breve tempo vão ser inauguradas depois de Carandahy, serão denominadas Christiano Ottoni, Buarque de Macedo e Lafayette. Esta última é em Queluz, julgou-se, porém, conveniente dar-lhe nome especial, por ter já esta estrada de ferro, uma estação de Queluz do ramal de São Paulo.

11.10.1883, pg.4 – Padre Flávio Ribeiro de Almeida, comunica as srs. pais de alunos (data:
01.10.1883) que continua na direção do Colégio em Congonhas do Campo, no mesmo edifício da Irmandade.

19.10.1883, pg.3 – Antônio Gonçalves Chaves, em extenso artigo, acusa o barão de Congonhas sobre acontecimentos havidos na cidade, visando a figura do padre Camillo Veloso.

15.02.1883, pg.3 – Antes, portanto dos mencionados acima, 49 assinaturas de pessoas de grande conceito em Queluz, manifestam solidariedade ao Padre Camillo de Lellis Ferreira Veloso, de Congonhas do Campo.


OURO PRETO

“O “Triunfo Eucarístico” considera-se a mais maravilhosa Procissão Eucarística do continente e uma das mais notáveis do mundo cristão, quando transladou-se em 24 de maio de 1733, o Santíssimo Sacramento da Igreja do Rosário para a do Pilar. Nessa época, Vila Rica “Passait pour la Ville la plus riche du monde” (“Histoire Universelle”, CESAR CANTU, 1858).

Em 1824, houve pomposa Procissão, no término das Missões pregadas pelos padres do Caraça, com o concurso das Ordens Terceiras e do Corpo da Tropa da Primeira Linha. Salva de 21 tiros de canhão.
Mantém-se Ouro Prêto à altura das tradições religiosas. Resiste à frouxidão de costumes e ao materialismo dissolvente.

Proteção divina que os versos do poeta e professor Carlos Velloso proclamam no “Hino de Ouro Prêto”:
Protege Deus êstes lares
Dos filhos dos Bandeirantes
Porque estas serras gigantes
São outros tantos altares

Na Semana Santa, em abril de 1935, convidado pelo Prefeito Washington Dias e pelo locutor Francisco Sales Victor Lessa, fiz conferências sôbre tradições religiosas e monumentos de arte de Ouro Prêto. A PRC-7, Rádio Mineira, instalou seus microfones numa tribuna lateral da Matriz do Pilar. Foi a primeira irradiação, que ficou na história ouropretana. Descrevi a Procissão do Ênterro. Melhor do que ela não havia em Minas. Grandiosa, comovedora e rica de organização. Entre outras congratulações, recebi, desvanecido, aplausos do autorizado escritor católico, engenheiro Joaquim Furtado de Menezes, de sacerdotes, escritores, amigos de Ouro Prêto e jornalistas.


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Depois do descendimento da Cruz, organiza-se a soleníssima procissão do Entêrro.
Duas matracas anunciam o cortejo, à cuja frente é conduzida uma cruz de madeira preta, com uma toalha (sudário) dobrada sôbre os seus braços nos quais se vêem os cravos nos respectivos furos. Ladeada a Cruz por dois meninos revestidos de balandrau ou opa da irmandade dos Passos e que carregam tocheiros, denominados ciriais, com velas de cêra.
Segue-se grande estandarte deitado, conduzido por quatro irmãos dos Passos, de opa de côr roxa-escura, seguras as duas bordas laterais por meninos de balandrau. Nêsse estandarte estão inscritas estas grandes letras – S.P.Q.R. – que significam Salva, populorum quiritium Rex, Salve! O Rei do Povo Romano ou melhor Salva Populum Quem Redimisti – salva o povo que remiste! (*)
Segue-se outro estandarte igual, menor, também deitado. Conduzem-n’o seis crianças vestidas de anjo.
Virgens e Anjos dispõem-se, a seguir, em fila, levando cada qual um instrumento da Paixão, os “martírios”, seguintes: dados, escada, galo da negação do Apóstolo, corôa de espinhos, cana verde, açoute, torquês, a bolsa dos 30 dinheiros, martelo, cravos, inscrição da cruz, esponja, lanterna, lança, coluna da flagelação, azzorrague, o santo sudário em que José de Arimathéa envolveu o corpo de Jesus, cadeira, jarro e bacia de Pilatos, cravos e a sagrada túnica que os soldados sortearam sôbre o Calvário.
(*) Traduções irreverentes em Ouro Prêto: Sal, Pão, Queijo, Rapadura – São Pedro Quer Rapé.

Depois dos Anjos e das virgens, desfilam as Irmandades, na ordem desta pauta que lhe determinou a precedência e que foi estabelecida em 1 de Junho de 1883 pelo Padre Cônego Joaquim José de Sant’Anna, Presidente da Província e Conselheiro de Sua Majestade o Imperador Dom Pedro 2º, pela data de seus compromissos:

1-Nossa Senhora do Pilar .............................................................. 8.8.1712
2-Santíssimo Sacramento ....................................................................1712
3-Irmandade das Almas ..............................................................24.3.1713
4-Irmandade de Nossa Senhora do Rosário.................................13.7.1715
5-Irmandade de Santo Antônio ...................................................27.9.1715
6-Irmandade de Bom Jesus dos Passos........................................1.11.1716
a freguezia de Nossa Senhora do Pilar de Ouro Prêto.
7-Irmandade do Santíssimo Sacramento da Freguezia de Nossa Senhora da Conceição de Antônio Dias ...............................................................................29.11.1717
8-Irmandade de Nossa Senhora do Rosário do Alto da Cruz (Antônio Dias).....................................................................................................1719
9-Confraria da Bôa Morte (Antônio Dias)............................................1721
Em seu lugar, por não mais existir a Confraria, sái a Irmandade de Nossa Senhora da Conceição de Antônio Dias ...................................................................................1724
10-Confraria de São José, de Ouro Prêto .....................................16.2.1730
11-Confraria de Nossa Senhora das Dôres, de Antônio Dias ........27.9.1775.



QUELUZ DE MINAS: FORMAÇÃO ADMINISTRATIVA E JURÍDICA

“O distrito foi criado por Ordem Régia datada de 1752.
Em 19.09.1790 foi criado o município com a denominação de Queluz, em território desmembrado do termo da vila de S. João del-Rei. Pela lei provincial nº 1.276 ,de 2 de janeiro de 1866, concederam foros de cidade à sede municipal.
Queluz e seu distrito séde, passaram a chamar-se Conselheiro Lafaiete pelo decreto estadual 11.274, de 27.03.1934.
O Município sofreu várias reformulações administrativas, chegando a 1950 com 6 distritos: Conselheiro Lafaiete, Catas Altas da Noruega, Cristiano Otoni, Itaverava, Queluzita e Santa dos Montes.
Em dezembro de 1953 sofreu nova reformulação administrativa com a criação dos distritos de Buarque de Macedo e Joselândia.
EM 30.12.1962, pela lei estadual nº 2.764, perdeu seis de seus distritos, para formarem municípios, ficando constituido do distrio-séde e Buarque de Macedo.
A comarca com nome de Queluz, foi criada em 30.06.1833, sendo elevada à categoria de 2ª entrância e 15.07.1872, por efeito da Lei Provincial mº 1.867.
De acordo com o dec. Lei Estadual , nº 667 de 14.03.1940, foi classificada a 3ª entrância. Possui 2 varas cíveis e oito cartórios, com juizes de Direito, um Juiz de Trabalho e um Juizado de Menores.
Aspectos físicos: Conselheiro Lafaiete fica na Zona Metalúrgica do Estado de Minas Gerais, ocupando a área de 1.332 KM² (1960). O aspecto de seu território, ocupando a área citada é muito acidentado. Limita-se com os municípios de Cristiano Otoni, Queluzita, S. Brás do Suaçuí, Congonhas, Ouro Branco e Santana dos Montes. Como recursos naturais possui grandes jazidas de manganês, cuja extração é feita em grande escala. A cidade foi edificada numa altitude média de 939 metros, tendo por máxima 1.025m. E mínima 930 m. Dista, em linha reta, de B.H 84 Kms, rumo SEE sendo suas coordenadas geográficas 20º 32’508’’ de latitude Sul e 43º 47’ 40’’ de longitude W.Gn. É divisor de águas das bacias do Rio Doce e do São Francisco. As temperaturas médias registradas no 1º semestre de 1966, foram, em graus centígrados: máxima 29,0 (mês de fevereiro) e mínima 12,7 (junho). As precipitações pluviométricas, no mesmo período, totalizaram 967,0 (mês de fevereiro) e menor precipitação em junho,com 2,3 e a maior em janeiro com 535,9 mm.
Aspectos econômicos – A economia municipal repousa na indústria de transformação (material de transporte) e na de minérios (manganês e ferro).
Na produção extrativa vegetal distinhuem-se o carvão vegetal e a lenha.
Agricultra: principais culturas: batata inglesa, arroz, mandioca e milho.
Outros produtos: alho, laranja, cana-de-açúcar, café, feijão, banana, melancia, cebola, uva, tangerina, batata doce, abacaxi, abacate e manga.
Pecuária: rebano bovino, suíno, equino, muares, caprichos, ovinos, assininos.
Muita produção de leite.
A cidade é edificada no dorso da Cadeia Central da Serra da Mantiqueira.
Contam-se na cidade 4 paróquias, 3 templos protestantes e 9 centros espíritas, 3 asilos e 3 sindicatos de empregados.
Impressão no Serviço Gráfico do IBGE a 15.06.1967 – As informações divulgadas neste trabalho foram em sua maioria fornecidas pelo Agente Municipal de Estatística de Cons. Lafaiete, Oliveiros Milagres.
“ Situação Financeira de Cons. Lafaiete – Do Dr. Mário Pereira do Município de C. Lafaiete, recebemos o seguinte telegrama: Comunico a V. Excelência, que a situação financeira da Prefeitura de C. Lafaiete, com o encerramento do exercício de 1939, acusou a arrecadação de 01.693$500 – a mais: 261.493$500, receita orçada e saldo para 1940 – 43:698$600.
Mario de Pereira. Prefeito.”
DIVISA DE MUNICÍPIOS: Município de Cons. Lafaiete com João Ribeiro – com Ouro Preto – Piranga – Rio Espera – Carandaí – Lagoa Dourada-.
DIVISAS INTERDISTRITAIS: C. Lafaiete – e Alto Maranhão; C. Lafaiete – Santo Amaro; C. Lafaiete – Cristiano Otoni; C. Lafaiete – Morro do Chapéu; C. Lafaiete – Itaverava (ver pg. 5 e 6 – Jornal M. Gerais, de 04.01.1940.



MUNICÍPIO DE CONGONHAS DO CAMPO – COMO FOI COMEMORADO O PRIMEIRO ANIVERSÁRIO DA INSTALAÇÃO DO MUNICÍPIO

“Pela manhã foi dada uma salva de 21 tiros e realizada festiva alvorada.
Às 10 horas, foi celebrada solene missa cantada, em ação de graças.
Às 12 horas, foi oferecido pelo povo ao Prefeito Municipal, Alberto Teixeira dos Santos Filho, um almoço íntimo, que se realizou no Hotel Santuário.
A “ágape” comparaceram o dr. Mário Rodrigues Pereira, prefeito de C. Lafaiete, bem como representantes do distrito de Lobo Leite.
Oferecendo o almoço, falou o sr. João Paulo Arges, que expressou a satisfação do povo e a sinceridade da homenagem.
Usaram da palavra, ainda, o Dr. Pedro Bernardo Guimarães, saudando o Prefeito de Conselheiro Lafaiete e o dr. Mário Rodrigues Pereira, em seu nome e dos visitantes.
Pelos funcionários da Prefeitura falou o sr. Juvenal de Freitas Ribeiro .
Agradecendo, falou, por fim, o Dr. Albero Teixeira dos Santos Filho, que expressou sua gratidão pela homenagem que acabava de receber.
Os brindes de honra ao Presidente da República e ao Governador do Estado foram erguidos, respectivamente, pelos prefeitos de Conselheiro Lafaiete e Congonhas do Campo.
Às 18 horas, logo após a solene benção, na Matriz, oficiada pelos revmos. padres redentoristas, grande massa popular percorreu diversas ruas da cidade, estacionando na praça D. Helvécio, em frente à Prefeitura.
Por essa ocasião, falaram os srs. Aristides de Paula Reis, Juvenal de Freitas Ribeiro, pelo povo; senhorinha Fortunata de Freitas, pela mulher congonhense; farmaceutico Arnaldo Rodrigues Pereira, pelo Comércio, Lavoura e Indústria; dr. Pedro Bernardo Guimarães pelo operariado; e o revmº padre João Muniz , saudando o prefeito municipal. Falou, finalmente, o dr. Alberto Teixeira dos Santos Filho, prefeito Municipal que afirmou a sua satisfação em face do entusiasmo popular e terminou almejando as maiores felicidades aos seus munícipes no novo ano.
Com a execução do Hino Nacional, foi encerrada a passeata cívica.
A Prefeitura Municipal ofereceu ao público no Cine Glória, uma sessão cinematográfica e nos clubes foram realizados animados saraus dançantes.”

Fonte:
"Romeu Guimarães de Albuquerque e Queluz de Minas"
Fúlvio de Almeida Guimarães - Edição do Autor - 2010
www.queluzdeminas.com.br